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terça-feira, 7 de abril de 2020

Pesquisa Nacional Espírita: edição 2020

Já está aberta a 6ª edição da Pesquisa Nacional Espírita, a enquete online especialmente relacionada ao comportamento e às atividades dos espíritas e instituições do gênero. Todos os espíritas estão convocados para responder ao questionário e ajudar no estudo, que visa oferecer melhores parâmetros para ações concretas em favor do melhoramento do Movimento Espírita.

O tempo de preenchimento é de até 15 minutos e o formulário está disponível até 30 de junho de 2020. Dúvidas e informações podem ser obtidas pelo email: ifranzolim@bol.com.br.

O questionário não possui respostas certas e erradas. O conteúdo da pesquisa será tabulado em grupo, sem identificação pessoal dos participantes.  Os resultados serão disponibilizados no blog: http://franzolim.blogspot.com.br

Os interessados em participar acessem por aqui.

Site Espiritismo em Movimento com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Como ajudar seus filhos a ter bons hábitos

Ainda me lembro do choque que senti quando percebi que meu primeiro filho, que 2 anos na época, havia internalizado meu hábito de ligar a TV enquanto o ninava.

Naquele ano, desisti da TV em vários momentos em que eu sabia que os prejudicaria. Então, numa noite, trouxe um livro para a cadeira de balanço em vez de ligar a TV. Mas meu filho ficou furioso no meu colo, apontando insistentemente para a tela escura da TV.

“Não, não vamos ver TV”, eu disse. “Mas eu posso contar uma história!” Nada de acordo, pois ele insistia na TV.

De fato, foi uma semana difícil antes dele parar de fazer birra. Mas isso foi para mim uma lição de como as crianças aprendem de nós os hábitos (bons e maus).

Infelizmente, levei quase uma década para realmente descobrir como ajudar meus filhos a ter bons hábitos, e isso foi depois de anos de tentativa e erro.

Eu não tinha um sistema claro para esse processo – até ler o livro Atomic Habits, de James Clear. Ele explica em termos claros e simples muito do que eu tinha aprendido a tanto custo.

Resultados são bons. Metas são boas. Mas tentar mudar seu comportamento para atingir um “objetivo” futuro nebuloso simplesmente não funciona na psicologia humana – especialmente entre adolescentes e pré-adolescentes. É necessário criar um sistema que você goste – um que o recompense hoje para criar a motivação para fazê-lo novamente amanhã.

Desde que implementei este sistema de quatro etapas, percebi que ele passou a funcionar. Por isso, gostaria de compartilhar com vocês.

1 - TORNE O PROBLEMA EVIDENTE

Você deve começar impedindo que o problema seja ignorado. É preciso deixar que o fato realmente incomode. Então comece por não evitar o hábito que você está querendo criar. Para meus filhos, por exemplo, criei um espaço de lição de casa à mesa, ao lado da cozinha. É o espaço por onde eles passam quando chegam em casa. Eles não podem evitá-lo e sabem que eu notarei se eles tentarem evitar.

2 - TORNE ATRATIVO

Você não pode criar um hábito se ficar com medo ou repulsa dele todos os dias. Portanto, é necessário torná-lo atraente de alguma forma. A lição de casa das crianças é sempre um momento difícil. No começo, tentei organizar o material escolar em caixas no meio da mesa, bem arrumado, o que não funcionou, obviamente. Então pensei: por que não deixar as crianças comerem o lanche enquanto fazem a tarefa? Eles sempre querem um lanchinho, por isso foi fácil tornar a tarefa mais saborosa.

3 - FACILITE

A melhor maneira de causar um curto-circuito na criação de hábitos é torná-la complicada ou excessiva. Você não pode mudar cinco hábitos em um mês – talvez possa mudar um, e isso se for bem disciplinado. Você pode criar um hábito simples por vez. Então, quando eu comecei a trabalhar o hábito da lição de casa, trabalhei apenas ele por alguns meses.

4 - RECOMPENSE

Essa foi a melhor coisa que aprendi sozinha sobre hábitos – se não houver recompensa imediata, eles são insustentáveis. Algumas crianças são intrinsecamente motivadas pela satisfação do trabalho realizado, mas a maioria não. Elas estarão, no entanto, motivadas a sair para brincar com seus amigos, ou ir a festas de aniversário ou passar as horas antes do jantar com tempo livre. E elas sabem que, depois que a lição de casa termina, têm um tempo livre. É incrível a rapidez com que a lição de casa é concluída.

Portanto, seja criativo e implemente esse sistema de 4 etapas para criar novos hábitos. É fácil e eficaz – quase não consigo acreditar com que frequência meus filhos se sentam para fazer a lição de casa agora, sem reclamações. Gastar tempo e esforço na sistematização do hábito poupará inúmeras horas de estresse mais tarde – e dará aos seus filhos as habilidades para criar seus próprios bons hábitos nos próximos anos.

Fonte site Aleteia

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Olha o que é uma frase

Sim! Muitas frases traduzem sabedoria. Muitas vezes, em colocações magistrais, poucas palavras conseguem compactar conhecimentos que levaram séculos para serem assimilados ou, em quantos casos, nem conseguimos perceber ainda o alcance do significado.

Simplesmente numa frase, fruto da sabedoria e da experiência, mas também vinda da inspiração, traduz – em muitas e variadas situações das aquisições intelectuais da humanidade – um autor, num livro, numa palestra, numa página, numa pequena mensagem ou texto, consegue emitir orientações de inesgotáveis reflexões.

Elas existem e não são poucas. Há milhares delas espalhadas ou selecionadas e publicadas, disponíveis para que nos concentremos nas possibilidades de crescimento intelecto-moral.

Encontrei uma delas no final de um capítulo de um livro que estou lendo. Não vou citar o livro ainda – farei isso mais adiante, pois ainda não concluí a leitura da obra que me ensejará outras abordagens –, mas a frase posso trazer para a presente abordagem.

A frase é:

“(…) Perante Deus, a conduta de cada um é mais importante do que sua crença.”


Neste momento histórico complexo que atravessa a humanidade, de tantos extremos, conflitos e desencontros de toda ordem, com desafios continuados e graves, tanto na área individual como coletiva, eis que a frase faz pensar.

Imaginemos a quantidade de crenças que nos situamos, a defendê-las com ardor e até certa dose de fanatismo em muitos casos – e até desrespeitando crenças alheias –, enquanto se esquece a conduta. Cristãos que nos denominamos e agindo contrariamente ao que já sabemos. Afinal, é preferível um ateu honesto que um crente hipócrita.

Sim, a conduta está acima da crença. Crença é secundário, sujeita-se aos nossos condicionamentos e prisões psicológicas ou ideológicas. Conduta é diferente. Ela te identifica, independente da crença que defenda ou divulgue.

Daí, mais importante, como indica a sábia frase, mais importante a conduta que a crença. De que vale uma crença defendida nos lábios se as ações do comportamento a ela não se conectam? É falsa, frágil e enferma essa relação.

Melhor que optemos pela dignidade e coerência do comportamento para fazermos jus à crença que optamos, a ela nos apegamos ou defendemos. É algo para pensar, não é?

Por Orson Peter Carrara, publicado no site Portal do Espírito em 04/06/2019

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Eu, Eu mesma e Eu Espírita (Vídeo Humor e Espiritismo)

Sabe quando a gente é uma pessoa com os amigos, outra no trabalho, outra no centro/igreja/templo e outra completamente diferente em casa? Conheça Renata. Ela muda tanto que acabou tendo que fazer uma reunião com as outras "Renatas" pra não pirar de vez!

É natural adequarmos nosso comportamento ao ambiente, mas nunca querendo se passar pelo que não somos. Pode até ser fácil enganar os outros, mas é impossível enganar a própria consciência.

Vídeo do Canal Amigos da Luz.


quarta-feira, 13 de março de 2019

Filhos problemáticos - como o Espiritismo entende isso?

Como devem ser encarados os filhos problemáticos? Precisamos considerar, primeiramente, que cada filho que nasce é uma alma que já viveu diversas outras vidas e está reencarnando na Terra para continuar o seu progresso. Só o corpo é novo, criado graças à contribuição biológica dos pais; ele é simples instrumento do qual se vale o espírito para manifestar-se na matéria, como o mergulhador usa o escafandro para descer às profundezas dos mares.

Ao nascer, o Espírito perde temporariamente a lembrança do passado, para que os fatos e relacionamentos já vividos, em especial os dolorosos, não atrapalhem o objetivo a que ele se propõe na vida atual. Não obstante, traz consigo, mais ou menos afloradas, tendências e inclinações, as quais são indicadores da sua maior ou menor condição evolutiva, e a análise das mesmas pode contribuir para o crescimento pessoal.

Essas tendências, muitas vezes, já se manifestam desde a tenra idade e identificam caracteres dóceis ou rebeldes, egoístas ou generosos, malvados ou bondosos. Os pais zelosos devem observar atentamente as atitudes dos filhos. Aos que são bons é preciso proporcionar todos os recursos ao desenvolvimento de suas capacidades, sem o protecionismo ou a exaltação do ego que os possam perder. Aos revoltados, de outro lado, é necessário oferecer também a disciplina e a energia equilibradas pelo amor, a fim de que se corrijam, conquistando virtudes.

Por essa razão, certas peraltices da infância nem sempre são “coisas de criança”, passageiras, a serem aceitas com risos e incentivos. Podem ser a manifestação da personalidade deturpada da alma, a requisitar dos pais acompanhamento e medidas saneadoras, sugerindo-se diálogos francos e esclarecedores, restrição de benefícios pessoais, como forma de conscientização do erro, e encaminhamentos psicológicos ou psiquiátricos. Imprescindível, igualmente, que a criança seja levada a crer em Deus e nas suas leis, comungando com Ele pela religião e pelo pensamento.

Crescendo sem a efetiva presença e orientação dos pais, a criança-problema transforma-se, via de regra, em um jovem mais problemático ainda. A adolescência é a fase em que o espírito se assenhoreia por completo do corpo, manifestando-se tal como é no seu íntimo. As más inclinações ficam acentuadas e, agora com maior liberdade de ação, o jovem dá vazão aos seus desejos e pretensões, criando situações que fogem ao controle dos pais, que já não podem mais com a sua “criança”.

Desrespeito aos pais, inclusive com o uso de palavrões, total indisciplina dentro do lar, especialmente quanto ao cumprimento de horários, uso e abuso de cigarros, bebidas alcoólicas e até mesmo de drogas, desinteresse pelo estudo e pelo trabalho e iniciação precoce no sexo são os desvios de conduta mais comuns da juventude moderna.

Necessário, ante a adolescência conturbada, que os pais redobrem a paciência, participem mais intensamente da vida dos filhos, conversem com eles com sinceridade e firmeza, procurando demonstrar nas palavras e atitudes o amor que lhes devotam. Em não conseguindo sucesso, outro remédio não há senão o de orar por eles, deixando que aprendam com a vida, conquanto isso possa ferir de morte o coração.

Possível perceber, pois, que o bom encaminhamento dos filhos depende de um esforço contínuo dos pais desde a primeira infância, moldando-lhes a alma. Lembremos, porém, que o exemplo tem mais força que as palavras, razão pela qual é necessário que sejamos nós os primeiros a fazer aquilo que queremos que os nossos filhos façam.

Donizete Pinheiro é divulgador do espiritismo. Artigo publicado no site Comércio do Jahu