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sexta-feira, 12 de março de 2021

Disciplina positiva e comunicação não-violenta, você sabe o que é?

Com a pandemia e a necessidade do isolamento e, consequentemente, maior permanência em casa, o contato com nossos familiares mais próximos está mais intensa. Quem tem filhos pequenos deve lembrar que, ainda que momento estressante, a educação ainda está em processo e um dos pontos a darmos atenção é a maneira como a comunicação com os 'pequenos' (e não tão pequenos também) acontece.

Seja um filho, um neto, um sobrinho, um enteado, ou até mesmo um aluno, contribuir para a formação de uma criança não é uma tarefa fácil, muito pelo contrário, é algo no mínimo desafiador. 

Mas, de quais desafios estamos falando? 

Lidar com as birras. Ajudar a entender o que pode e o que não pode. Incentivar a socialização saudável. Saber dosar o uso da internet e outras tecnologias. Ajudar no amadurecimento emocional. Fortalecer a capacidade de expressar sentimentos e emoções.

Esses, são apenas alguns desafios entre tantos outros que chegam até você, assim de surpresa e que não vem acompanhados de nenhum manual de instruções.

Como dizem por aí, educar um filho é como jogar um jogo de vídeo game, quando você supera uma fase, logo vem outra mais difícil!

Agora, brincadeiras à parte temos uma pergunta séria a te fazer…

Como você lida com todos os desafios de educar uma criança?

Disciplina positiva e comunicação não-violenta! Você sabe o que é?

Um conjunto de ferramentas e práticas que ajudará você a lidar com os comportamentos desafiadores da infância e da adolescência.

A comunicação não-violenta também chamada de CNV, trabalha com alguns pilares fundamentais, que são:

Utilizar firmeza e gentiliza juntas
Estar presente
Entender o que há por de trás de cada comportamento.
Utilizar a linguagem positiva
Ensinar sobre os sentimentos
Olhar para si mesmo
Reconhecer sinais físicos

Educar é uma tarefa que exige dedicação, aprendizagem de ambas as partes, uma criança não nasce sabendo gerenciar suas emoções, um cuidador muitas vezes precisa de um norte para saber como ajudá-las a superar esses desafios.

Veja alguns exemplos de situações práticas:







Site Nogueirense com dicas do perfil do Instagram Diálogo Positivo

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Algumas coisas que devemos ensinar aos nossos filhos

Se há duas atitudes morais que nosso tempo precisa urgentemente, são autocontrole e altruísmo. Daniel Goleman

Ter um filho pressupõe, além do amor, dedicação, atenção e... muito trabalho. Queremos, por exemplo, que eles cresçam saudáveis, inteligentes e que se tornem, na vida adulta, autônomos e felizes. Ensinar valores, bons hábitos, e desde cedo, pode ser a chave para um futuro mais rico e significativo, e por isso algumas atitudes são fundamentais desde o começo da vida.

Evitar o sedentarismo

A tarefa principal da criança é brincar. Mas em um cenário bastante tomado pela tecnologia, é fundamental estimular a criança para brincar livre e em contato com a natureza. Ainda, incentivá-la a fazer atividade física diariamente. Os adultos somos responsáveis por instigar que os filhos se movimentem e não adquiram o péssimo hábito do sedentarismo. Por isso, brincadeiras/passeios periódicos no parque ou na pracinha do bairro, aulas de natação, de karatê etc. são essenciais no período da infância.

Aprender a empatia

Em um mundo permeado por falta de gentileza e intolerância, é expressivo ensinar empatia à criança. Desde cedo, fazê-la perceber que é importante perceber e compreender o outro. Ademais, a criança que se importa com o outro, que apresenta comportamentos de cooperação, é mais aceita socialmente, tem mais amigos, recebe mais atenção.

No dia a dia, sempre que seu filho demonstrar empatia por alguém, faça um elogio. Fale que fica feliz em vê-lo sendo gentil e reforce o bom comportamento, incentivando-o a repetir tal ação.

Ensine ao seu filho as palavras mágicas – por favor, obrigado, desculpe, com licença –, pois isso facilita o seu convívio na escola, na sociedade.

Se deseja que o seu filho seja um ser humano empático, é importante dar exemplo reiterado de empatia – em casa, no trânsito, no trabalho, no momento de lazer. Ensine a empatia na prática, colocando-se no lugar das outras pessoas e mostrando à criança o quanto isso é importante para nossa felicidade.

Menos é mais

Somos todos os dias, adultos e crianças, instigados a consumir de modo desenfreado. Por sua vez, uma vida minimalista, responsável em relação ao meio ambiente, está implicada com o consumo consciente. Ou seja, mais do que tomar uma decisão responsável no processo de compra, consumir de maneira saudável consiste em avaliar as práticas de trabalho das empresas, os impactos no meio ambiente e as finanças da família.

Em casa, valorize mais o ser do que ter. Não seja materialista. Não acumule coisas, não faça adquira coisas desnecessárias. Seu filho observará o seu exemplo e irá segui-lo.

Quando for às compras com seu filho, uma coisa que funciona é não deixar que ele escolha o que quer livremente.  Por exemplo, para as crianças maiores de 7 anos, diga qual a quantia de dinheiro limite disponível para ela poder escolher o que deseja.

Permita que seu filho seja ativo na organização doméstica

Em vez de pais protetores, estimule seu filho a assumir certas tarefas em casa. Nos anos iniciais, a criança pequena pode começar com o dever de guardar os próprios brinquedos, e gradativamente evoluir para ações como colocar a mesa, separar o lixo, cuidar do cachorro. São tarefas que vão pouco ao pouco se tornar um hábito e farão a criança entender que ela terá que cuidar de si mesma e de sua casa quando for adulta. A organização doméstica ensina, entre outras coisas, responsabilidade, cooperação e autonomia.

Por Eugênia Pickina para O Consolador, Ano 14 - N° 696 - 15 de Novembro de 2020

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Vamos pensar também sobre valores? Lições ilustradas sobre convivência e ética com a Turma da Mônica


Vamos pensar também sobre valores? propõe aos jovens leitores novas reflexões sobre filosofia, ética e convivência. As 35 lições presentes no livro reve­lam a diversidade de pensamentos e assuntos que são comuns a todos nós, como a memória, o afeto e o aprendizado.


O livro ainda apresenta ideias de pensadores de diferentes épocas como ferramenta para aguçar nossa maneira de pensar e aumentar nosso repertório.

A parceria entre Mario Sergio Cortella e Mauricio de Sousa teve início em 2017, com o lançamento do primeiro título da coleção Vamos pensar um pouco? e, em 2018, com a publicação do segundo livro Vamos pensar + pouco?


Cortez Editora


Autor: Mauricio de Sousa e Mario Ser­gio Cortella
Número de páginas: 80
Áreas: Infantojuvenil e Filosofia
Preço: R$ 36


SINOPSE: Neste livro, Mauricio e Cortella tratam de temas como ética, convivên­cia, formação e justiça. E falam também de outros assuntos relevantes na nossa trajetória, tais como aprendizados, artes, afetos e memórias.

A reunião de talentos de Cortella e Mau­ricio traz à tona diversos personagens e ideias bacanas neste livro. E aí? Vamos continuar pensando?

Wendele Nascimento

A honra também se ensina

A honra também se ensina

É comum, em nossos dias, ouvirmos reclamações por parte de pessoas que se sentiram desrespeitadas em seus direitos.
É o médico que marca uma hora com o paciente e o deixa esperando por longo tempo, sem dar satisfação.

É o advogado que assume uma causa e depois não lhe dá o encaminhamento necessário, deixando o cliente em situação difícil.

É o contador que se compromete perante a empresa a providenciar todos os documentos exigidos por lei e, passados alguns meses, a empresa é autuada por irregularidades que esse diz desconhecer.

É o engenheiro que toma a responsabilidade de uma obra, que mais tarde começa a ruir, sem que ele assuma a parte que lhe diz respeito.

É o político que faz muitas promessas e, depois de eleito, ignora a palavra empenhada junto aos seus eleitores.

Esses e outros tantos casos acontecem com frequência nos dias atuais.

É natural que as pessoas envolvidas em tais situações, exponham a sua indignação junto à sociedade, e reclamem os seus direitos perante a justiça.

Todavia, vale a pena refletir um pouco sobre a origem dessa falta de honradez por parte de alguns cidadãos.

Temos de convir que todos eles passaram pela infância e, em tese, podemos dizer que não receberam as primeiras lições de honra como deveriam.

Quando os filhos são pequenos não damos a devida importância às suas más inclinações ou, o que é pior, as incentivamos com o próprio exemplo.

Se nosso filho desrespeita os horários estabelecidos, não costumamos cobrar dele a devida atenção.

Se prometem alguma coisa e não cumprem, não lhes falamos sobre o valor de uma palavra empenhada.

Ademais, há pais que são os próprios exemplos de desonra. Prometem e não cumprem. Dizem que vão fazer e não fazem. Falam, mas a sua palavra não vale nada.

É importante que pensemos a respeito das causas, antes de reclamar dos efeitos.

É imprescindível que passemos aos filhos lições de honradez.

Ensinar aos meninos que as filhas dos outros devem ser respeitadas tanto quanto suas próprias irmãs.

Ensinar que a palavra sempre deve ser honrada por aquele que a empenha.

Ensinar o respeito aos semelhantes, não os fazendo esperar horas e horas para, só depois, atender, como se estivéssemos fazendo um grande favor.

Enfim, ensinar-lhes a fazer aos outros o que gostariam que os outros lhes fizessem, conforme orientou Jesus.

* * *
Não há efeito sem causa. Todo efeito negativo, tem uma causa igualmente negativa.

Por essa razão, antes de reclamar dos efeitos, devemos pensar se não estamos contribuindo com as causas, direta ou indiretamente.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 5, ed. FEP. Em 31.7.2020.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Comunicação assertiva

Um pré-requisito para a empatia é simplesmente prestar atenção às emoções dos demais. (Daniel Goleman)

Os filhos não podem ter medo dos pais. Monólogos verticalizados nunca educam e, na verdade, geram receios e ressentimentos. Diálogo sim, e baseados no respeito e na tolerância, pois o filho é um ser humano que precisa crescer seguro e confiante.

O focar na comunicação diária, e buscando aspectos para melhorá-la, os pais o responsável podem/devem dizer repetidamente à criança:

Não

Palavra simples e que deve ser dita com naturalidade à criança, pois há situações cotidianas que não são negociáveis - comer bolo na hora do almoço - e determinados comportamentos que simplesmente são inaceitáveis - bater no gato etc.

Não sei

Ninguém sabe tudo. Os pais também não sabem tudo. Há perguntas elaboradas pelas crianças e para as quais os pais não têm resposta. Dizer “não sei” é algo recorrente na vida. Dessa forma, a própria criança crescerá consciente de que o aprender é uma constante na vida.

Errar faz parte da vida

Somos falíveis. Os acertos são conquistados por meio dos erros. Equivocar-se faz parte da jornada humana. Por isso, ninguém vive somente de vitórias e acertos. A criança, desse modo, desde cedo, precisa assimilar que cometer erros é próprio da natureza humana.

Você me desculpa?

Não basta ensinar a criança pedir desculpas ao irmão mais novo, ao primo, ao colega de classe, à professora… Se o objetivo é ensinar a importância de respeitar o outro e sem banalizar o pedido de desculpas, pais ou responsáveis, quando erram, devem/podem, com naturalidade, pedir desculpas à criança. Ora, se você notar que exagerou na reprimenda, peça desculpas, conte que se descontrolou. Afinal, o mundo precisa de pessoas que não tenham vergonha de se desculpar, de perdoar, de recomeçar. Essas atitudes estimulam empatia, solidariedade, altruísmo.

Você me ajuda?

Somos seres gregários, dependemos do outro e é a convivência que alavanca alegria, crescimento. Todo mundo precisa de ajuda, e, por isso, desde cedo é interesse se habituar a solicitar a colaboração das crianças na organização da vida doméstica: regar as plantas, colocar a mesa na hora do almoço, brincar em silêncio. Na verdade, esses pedidos de ajuda revela aos filhos que colaboração e parceria são vitais para a felicidade das pessoas.

Texto escrito por Eugênia Pickina para O Consolador, Ano 14 - N° 679 - 19 de Julho de 2020

quinta-feira, 25 de junho de 2020

10 lições de boas maneiras para as crianças de hoje

As crianças só têm a ganhar quando as noções de bons modos tradicionais são combinadas com a etiqueta moderna

Ao longo dos séculos, os pais sempre tentaram ensinar boas maneiras para os filhos. Entretanto, isso não é tão fácil e pode demandar muito tempo e esforço.

O certo é que ter boas maneiras é uma das maiores heranças que um pai ou mãe pode transmitir a um filho e para a sociedade.

À medida que a sociedade evolui, o comportamento dos filhos precisam ser adequados. Incluindo os óbvios “por favor” e “obrigado”, aqui estão algumas boas maneiras que você deve reforçar em seus filhos para torná-los os cidadãos maravilhosos e gentis com que você sempre sonhou.

Os atuais 'por favor' e 'obrigado'

Sabemos que as expressões "por favor" e "obrigado" são obrigatórios, mas podem correr o risco  de serem deixadas de lado em nosso mundo automatizado. Ainda assim, são importantíssimos, mostram educação e o sentimento de gratidão pelo relacionamento.

Reconhecer e cumprimentar as pessoas


Os eletrônicos pode ser ótimos na educação das crianças e mantê-las ocupadas, mas há coisas que eles não substituem. Uma delas é que, se as crianças estiverem com os olhos colados na tela do celular e alguém chega em casa elas podem nem levantar a cabeça para reconhecer e cumprimentar a pessoa. Isso não é apenas rude, mas impede que a criança pratiquem uma das etiquetas sociais mais básicas: cumprimentar as pessoas.

Ter consideração com os outros

Muitas vezes há reclamações de que crianças (e adultos) não oferecem seus assentos nos transportes ou locais públicos para pessoas mais velhas ou outras que possam estar em necessidade. Insistam para que seus filhos ofereçam seu lugar quando necessário e também dê o exemplo. Uma nova regra de etiqueta (e educação) a se ensinar é que eles precisam cuidar dos outros enquanto estão em público, desperte a humanidade neles.

Nada de celular durante as refeições


Com o crescente hábito de comer em frente às telas (celular, tv, tablet ou computador), as crianças estão perdendo o costume de se comportar adequadamente à mesa. Ensine seus filhos a arrumar a mesa para as refeições, dedique à explicar que é uma reunião familiar e deve ser participativo e respeitoso inclusive com a comida.

Cuidado com o que se fala

Em um mundo onde todos podem compartilhar suas opiniões com apenas um clique, muitas vezes há uma enxurrada de críticas e observações cruéis que podem caudas danos às outras pessoas. Ensine seu filho a ser seletivo com o que expõe e a ter cuidado com as palavras, compartilhar apenas o que gostaria que fizessem com ele. Reforce a necessidade de ser gentil e isso deve colocá-lo no caminho certo.

Não interromper adultos

É importante que as crianças saibam  que, às vezes, elas não estão no centro das atenções dos pais. Num momento de conversa de adultos eles não podem simplesmente interromper e buscar a atenção de todos como únicos. Há momentos em que eles devem dar espaço e, caso necessitem pedir algo, que peçam 'licença' na conversa.

Pergunte antes de postar

Uma questão moderna é a que envolve as mídias sociais. Existem várias regras que seus filhos devem seguir ao usar sua plataforma preferida. Lembrem-se de ensiná-los a não compartilhar notícias, fotos, informações de outras pessoas, ou de si mesmos, antes de pedir autorização, assim conseguem filtrar sobre o que está sendo compartilhado. Além disso, verifiquem se o compartilhamento é verdadeiro (nada de fake news) e se a pessoa que recebe entende isso também.

Mostrar interesse pelo outro


As crianças e os adolescentes tendem a ser um pouco egocêntricos. Por isso é importante ensinar aos seus filhos a se interessarem pelos outros e pelo que eles têm a dizer. Incentive-os a interagir.

Nada de palavrões

É provável que seu filho se depare com palavrões e blasfêmias na escola, na TV ou nas redes sociais. Mais um motivo para alertá-los de que isso não se faz e orientá-los a manter a linguagem adequada, sem termos chulos em quaisquer circunstâncias.

Saber compartilhar


Certifique-se de que seu filho saiba a importância de compartilhar seus brinquedos, suas guloseimas e até ideias com outras pessoas. Isso não apenas será uma grande lição como também lhe mostrará que ele faz parte de algo maior do que sua própria família.

Aleteia com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Mãe

Na questão nº 890 de O Livro dos Espíritos Kardec pergunta:  Será uma virtude o amor materno, ou um sentimento instintivo, comum aos homens e aos animais?

“Uma e outra coisa. A natureza deu a mãe o amor à seus filhos no interesse da conservação deles. No animal, porém, esse amor se limita às necessidades materiais; cessa quando desnecessários se tornam os cuidados. No homem, persiste pela vida inteira e comporta um devotamento e uma abnegação que são virtudes. Sobrevive mesmo à morte e acompanha o filho até no além-túmulo. Bem vedes que há nele, coisa diversa do que há no amor do animal.”

Mas do ponto de vista espiritual o que significa ser mãe? A Doutrina Espírita esclarece que se trata de um compromisso importante, porque ao gerar um filho assume-se um compromisso perante as Leis de Deus, oferecendo oportunidade para que um espírito por meio da reencarnação possa evoluir, cabendo aos pais o amparo necessário para sua caminhada de novos aprendizados.

Existem tantos tipos de mães, aquelas que tem a oportunidade de gerar em seu próprio ventre, àquelas que chamamos de mães do coração, mas todas com algo predominante, o sentimento profundo que devotam aos seres chamados filhos. O principal é o carinho, a atenção e o imenso desvelo que tem por eles. Ela se torna especial, o maior destaque para alguém. Ela vai alimentá-lo, vai velar pelo seu sono, vai mantê-lo aquecido, mas principalmente, vai instruí-lo. Acredito que não há ainda, algo tão refinado como educar alguém. Ensinar a moral, ensinar o respeito à todos os seres vivos, ensinar o auto amor, o auto respeito. Direcionar pelo caminho da retidão, da honestidade, a formação do caráter.

No calendário anual, foi escolhido um dia para homenagear essa mulher, esse ser angelical, que tanto se dedicou a nós. O papel fundamental que transforma uma casa em um lar. Aquela que nos deu a oportunidade de renascer, e viver uma nova história, e se colocou no papel de mentora, que irá trilhar ao nosso lado, o caminho que nos fará chegar até Vós. Ciente de que é uma missão onde o filho não é sua propriedade, mas sim um Espírito imortal, em busca da sua evolução.

Que saibamos receber em nossos corações, esse novo ser enviado a nós, que possamos exercer esse papel com todo o amor e dedicação, que saibamos, acima de tudo, compreender o amor de Deus por nós, ao nos oportunizar tão sagrada missão.

Que Deus abençoe todas as mães.

Que adoce aqueles corações que viram seus filhos retornarem à pátria espiritual antes delas (não sei se existe dor maior).

Que elas possam sentir se amparadas, que possam encontrar em cada olhar infantil, uma nova possibilidade de amar. 

Crendo que somos seres imortais e o sentimento de amor transcende à vida material.

Feliz Dia das Mães

Bibliografia:
Livro dos Espíritos- Alllan Kardec
https://blog.mundomaior.com.br/04/05/2015/missao-de-ser-mae-segundo-o-espiritismo/

Artigo escrito pela colaboradora do LEAE,  Kamila Suélly


terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Ensinar empatia às crianças

Todo indivíduo faz diferença.
 Jane Goodall

Aspiramos a que uma criança cresça empática?

Ainda que a empatia seja uma inclinação natural do ser humano, ela depende na infância de estímulo para desenvolver-se. Como em qualquer situação, o primeiro passo é o exemplo. Porque as crianças absorvem tudo – as atitudes positivas e os comportamentos negativos. Logo, se queremos crianças empáticas, devemos também ser pessoas empáticas – em casa, na rua, no dia a dia, deixando que percebam, observem e absorvam de modo repetido nosso cuidado e atenção com os outros e, ainda, as consequências de nossas atitudes gentis, atentas, compassivas.

A habilidade de se colocar no lugar do outro pode também ser estimulada na primeira infância por meio da literatura infantil, que é um pilar importante no desenvolvimento da criança.

Quando a criança tem contato com os cenários diversos da literatura, ela tem a oportunidade de viver diferentes experiências, abrindo-se a emoções distintas – medo, raiva, tristeza, alegria –, integrando-se a contextos que abordam perspectivas plurais da humanidade, o que contribui para que ela cresça  com mais compreensão, mais empatia.

Contar histórias para as crianças pequenas e permitir que  cresçam com acesso fácil a livros contribuem de modo bastante eficaz com o fortalecimento das habilidades emocionais, portanto da empatia, porque a identificação com personagens dão o caldo  imaginário necessário para a criança se reconhecer e se colocar no lugar dos personagens, entender diferenças e conhecer novas formas de resoluções de conflitos que poderão, por exemplo, ser reproduzidas nas situações reais.

Por permitir a diversidade, despertando na criança seu potencial reflexivo e crítico, a literatura, sem mencionar outros aspectos, é um recurso que, na infância, favorece o desenvolvimento da empatia.

Notinhas

A empatia – habilidade de se colocar no lugar do outro – não é uma característica individual que depende somente de fatores genéticos. Aliás, é sabido hoje que os fatores ambientais têm influência expressiva para o desenvolvimento da empatia.

É na primeira infância (período entre os 0 e 6 anos) que o nosso cérebro passa pelo maior número de conexões neuronais (sinapses), criando uma janela de oportunidade para o aprendizado. Assim, se área do cérebro responsável por habilidades emocionais como a empatia não é devidamente estimulada na infância, fica mais difícil  desenvolvê-la na vida adulta.

É possível observar, desde o nascimento, comportamentos que são uma espécie de precursores da empatia, como o choro reativo de um bebê ao ouvir outra criança chorando. Mas é a partir do primeiro/segundo ano de vida que os fatores ambientais – como a interação com os pais – começam a preponderar no desenvolvimento da empatia.

Por Eugênia Pickina para O Consolador

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Como ajudar seus filhos a ter bons hábitos

Ainda me lembro do choque que senti quando percebi que meu primeiro filho, que 2 anos na época, havia internalizado meu hábito de ligar a TV enquanto o ninava.

Naquele ano, desisti da TV em vários momentos em que eu sabia que os prejudicaria. Então, numa noite, trouxe um livro para a cadeira de balanço em vez de ligar a TV. Mas meu filho ficou furioso no meu colo, apontando insistentemente para a tela escura da TV.

“Não, não vamos ver TV”, eu disse. “Mas eu posso contar uma história!” Nada de acordo, pois ele insistia na TV.

De fato, foi uma semana difícil antes dele parar de fazer birra. Mas isso foi para mim uma lição de como as crianças aprendem de nós os hábitos (bons e maus).

Infelizmente, levei quase uma década para realmente descobrir como ajudar meus filhos a ter bons hábitos, e isso foi depois de anos de tentativa e erro.

Eu não tinha um sistema claro para esse processo – até ler o livro Atomic Habits, de James Clear. Ele explica em termos claros e simples muito do que eu tinha aprendido a tanto custo.

Resultados são bons. Metas são boas. Mas tentar mudar seu comportamento para atingir um “objetivo” futuro nebuloso simplesmente não funciona na psicologia humana – especialmente entre adolescentes e pré-adolescentes. É necessário criar um sistema que você goste – um que o recompense hoje para criar a motivação para fazê-lo novamente amanhã.

Desde que implementei este sistema de quatro etapas, percebi que ele passou a funcionar. Por isso, gostaria de compartilhar com vocês.

1 - TORNE O PROBLEMA EVIDENTE

Você deve começar impedindo que o problema seja ignorado. É preciso deixar que o fato realmente incomode. Então comece por não evitar o hábito que você está querendo criar. Para meus filhos, por exemplo, criei um espaço de lição de casa à mesa, ao lado da cozinha. É o espaço por onde eles passam quando chegam em casa. Eles não podem evitá-lo e sabem que eu notarei se eles tentarem evitar.

2 - TORNE ATRATIVO

Você não pode criar um hábito se ficar com medo ou repulsa dele todos os dias. Portanto, é necessário torná-lo atraente de alguma forma. A lição de casa das crianças é sempre um momento difícil. No começo, tentei organizar o material escolar em caixas no meio da mesa, bem arrumado, o que não funcionou, obviamente. Então pensei: por que não deixar as crianças comerem o lanche enquanto fazem a tarefa? Eles sempre querem um lanchinho, por isso foi fácil tornar a tarefa mais saborosa.

3 - FACILITE

A melhor maneira de causar um curto-circuito na criação de hábitos é torná-la complicada ou excessiva. Você não pode mudar cinco hábitos em um mês – talvez possa mudar um, e isso se for bem disciplinado. Você pode criar um hábito simples por vez. Então, quando eu comecei a trabalhar o hábito da lição de casa, trabalhei apenas ele por alguns meses.

4 - RECOMPENSE

Essa foi a melhor coisa que aprendi sozinha sobre hábitos – se não houver recompensa imediata, eles são insustentáveis. Algumas crianças são intrinsecamente motivadas pela satisfação do trabalho realizado, mas a maioria não. Elas estarão, no entanto, motivadas a sair para brincar com seus amigos, ou ir a festas de aniversário ou passar as horas antes do jantar com tempo livre. E elas sabem que, depois que a lição de casa termina, têm um tempo livre. É incrível a rapidez com que a lição de casa é concluída.

Portanto, seja criativo e implemente esse sistema de 4 etapas para criar novos hábitos. É fácil e eficaz – quase não consigo acreditar com que frequência meus filhos se sentam para fazer a lição de casa agora, sem reclamações. Gastar tempo e esforço na sistematização do hábito poupará inúmeras horas de estresse mais tarde – e dará aos seus filhos as habilidades para criar seus próprios bons hábitos nos próximos anos.

Fonte site Aleteia

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Repensando a educação

Educação de filhos é algo um tanto complexo. Isso porque não existe um manual sem falhas que estabeleça a forma precisa de educá-los.

Exatamente porque cada ser humano é único e, assim, o que alguns sugerem em tantos livros pode ser válido para uns. Não para todos.

Por isso, pais e educadores se servem de várias orientações, de Rousseau, Pestalozzi, Piaget aos mais atuais pedagogos.

Existem pais, no entanto, que resolvem se abster de qualquer orientação que catalogam como moderna e dizem que irão educar seus filhos exatamente como foram educados.

Se deu certo para com eles, há de dar certo para seus filhos. A respeito dessa atitude, importante considerar que cada um tem os pais que precisa para seu próprio crescimento.

Nós tivemos os pais que precisávamos. Nossos filhos nos têm. Somos os pais que eles necessitam para a sua condução na vida e crescimento individual.

Dessa forma, o que foi válido para nós, em tempos passados, pode não ter o mesmo peso, a mesma validade para os pequenos de hoje.

Cada criança é um Espírito imortal, que traz sua própria bagagem de conhecimento, de conquistas. Assim, as necessidades dos nossos filhos poderão não ser exatamente as que foram as nossas.

As carências que tivemos poderão não ser as mesmas das crianças de hoje. Da mesma maneira, as virtudes ou os vícios que eles trazem, podem ser totalmente diferentes dos apresentados por nós.

Uma outra forma equivocada de pensar é de que deveremos dar aos nossos filhos tudo aquilo que não tivemos. Convenhamos que não tivemos tantas coisas e elas não nos fizeram realmente falta.

A prova é que nos encontramos hoje no mundo, tendo crescido, formado a própria família, nos realizado profissionalmente. Ou seja, encontramos nosso caminho.

Alguns mais felizes, mais prósperos. Outros, tendo atravessado penúrias, dificuldades mas que nos garantiram enfibratura moral e nobreza de caráter.

O que devemos exaltar em nossos antepassados é exatamente isto: a firmeza de conduta que demonstraram, a sua lucidez de vistas, a noção de limites, a honestidade.

Enfim, valores imperecíveis que devemos repassar aos nossos filhos. Valores de todos os tempos: a honra, a verdade, o trabalho, o servir ao próximo.

No restante, não podemos esquecer que os tempos mudaram, a tecnologia avançou, o mundo está diferente.

Perigos que hoje se fazem presentes, para os pequenos, não existiam nessa dimensão, em nosso tempo.

Divertimentos, brincadeiras – algumas persistem, mas ainda assim, com modificações.

Pensemos nisso e exerçamos nosso sagrado papel de orientadores dessas almas que Deus nos confia para que as auxiliemos a crescer para Ele.

A se transformarem, no mundo, em homens de bem, cidadãos que fazem a diferença onde se encontrem.

Seres interessados no estudo, no trabalho, no pensar um futuro melhor para todos.

Tenhamos a certeza de que não acertaremos o tempo todo, que cometeremos enganos na conduta educacional dos nossos filhos.

Mas guardemos a consciência tranquila de que buscamos lhes ensinar o melhor do bom, do belo, dos valores de um homem integral.

Redação do Momento Espírita, inspirado no seminário
Educação e violência, de Raul Teixeira, de 27.4.2003,
do VI Simpósio Paranaense de Espiritismo.
Em 17.10.2019.