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quarta-feira, 15 de abril de 2020

Manter equilíbrio emocional é o maior desafio contra o coronavírus

Nossa sociedade nunca viveu dias como os que estamos vivendo agora: de repente, somos obrigados a ficar isolados, em quarentena, distantes do trabalho e de quem amamos. O que fazer para não "pirar"?

Segundo a coach acadêmica  da FECAP, Maria de Lurdes Zamora Damião, estamos experimentando uma situação completamente desconhecida, cheia de incertezas, e nosso maior desafio é manter o equilíbrio mental e emocional.

Para a professora, o brasileiro é um povo festivo, caloroso e sociável, e essas características devem ser mantidas neste momento, mas de uma forma diferente. Um ponto importante para refletir é a forma como o indivíduo está se posicionando em relação ao fato de ter que ficar em casa. "Você pode sentir que é uma vítima que está sendo obrigada a se isolar, ou sentir que fez a opção por se recolher para proteger sua vida e das pessoas que ama. Perceba que seu ponto de vista pode levá-lo ao estresse, que fragiliza sua imunidade; ou te fortalecer para, com discernimento, enfrentar esse desafio", diz.

REDES SOCIAIS APROXIMAM?

Segundo a coach, a tecnologia oferece possibilidades muito úteis neste momento de recolhimento. "Conversar e ver os familiares e amigos, saber se estão bem, são contribuições preciosas que acalentam nossos corações. Uma amiga fez a festa de aniversário do filho pequeno com toda família utilizando um aplicativo. Cantaram parabéns e comemoraram juntos, apesar de distantes".

MUITO TEMPO JUNTO GERA CONFLITO?

Com o isolamento, cônjuges ou familiares que só ficavam juntos no fim do dia ou nos fins de semana estão muito mais tempo juntos. Para evitar atritos, Maria de Lourdes acredita que o importante é entender que esses momentos podem ser utilizados para o diálogo respeitoso, empático e conciliador. "A correria do dia a dia e a falta de diálogo camuflam os problemas, e neste período de recolhimento, em que as distrações foram retiradas e a convivência é integral, eles acabam emergindo e causando desentendimentos".

MANTENHA UMA ROTINA

Para quem está trabalhando home-office, o ideal é planejar a semana com disciplina, para que o trabalho não se misture com as tarefas domésticas, por exemplo. "Para fazer a divisão do tempo, avalie a semana ou dia, identificando as necessidades de descanso, sono, higiene, home-office, faculdade, lazer, refeições, revisões de conteúdo, exercícios físicos, atividade religiosa, entre outros. Registre essas informações em uma planilha", ela ensina.

Também é possível utilizar um ‘kanban’, sistema que utiliza cartões ou post-its coloridos para designar e especificar tarefas e, dessa forma aprimorar a gestão do tempo. "Fixe o kanban em um local visível e movimente o post-it a cada alteração, na ação de cada atividade. É interessante definir pequenos prêmios para cada meta conquistada, ou um super prêmio para aquelas metas mais desafiadoras. Seja disciplinado e não procrastine".

A professora acredita que, neste momento, é preciso que as pessoas continuem alimentando sonhos e propósitos, aproveitando o recolhimento para dedicar-se à construção, revisão ou desenvolvimento de um plano de ação individual. "Lembre-se que tudo passa e este momento com certeza vai passar. Esta é uma excelente oportunidade para conhecer a si mesmo e aos outros, repensar a forma como vivemos e conduzimos nossos relacionamentos, rever propósitos e o que valorizamos. Confie, faça sua parte e colabore com os demais", finaliza.

Site MeioNorte

sábado, 4 de abril de 2020

Como a esperança pode manter você mais saudável e feliz em tempos de vírus

Manter e aumentar a esperança, sobretudo em épocas de grande crise como esta provocada pelo coronavírus, é fundamental para garantir saúde e bem-estar; para isso, algumas sugestões essenciais são passadas a seguir

A esperança pode se corroer quando percebemos ameaças ao nosso modo de vida, e hoje em dia existem muitas por aí. À medida que envelhecemos, podemos enfrentar uma perda trágica ou doença crônica. Enquanto assistimos às notícias, vemos nosso sistema político polarizado, irremediavelmente trancado no caos. 

Quando não há esperança – quando as pessoas não conseguem imaginar o fim desejado de suas lutas –, elas perdem a motivação para perseverar. Como professor emérito da Virginia Commonwealth University, estudei a psicologia positiva, o perdão, o bem-estar e a ciência da esperança por mais de 40 anos. 

O que é esperança?

Em primeiro lugar, esperança não é o otimismo à la Poliana – a suposição de que um resultado positivo é inevitável. Em vez disso, a esperança é uma motivação para perseverar em direção a um objetivo ou estado final, mesmo que sejamos céticos quanto à probabilidade de um resultado positivo. Os psicólogos nos dizem que a esperança envolve atividade, uma atitude positiva e uma crença de que temos um caminho para o resultado desejado. A esperança é a força de vontade para mudar e o poder do caminho para provocar essa mudança.

Com adolescentes e adultos jovens ou de meia-idade, a esperança é um pouco mais fácil. Mas para adultos mais velhos, é um pouco mais difícil. Envelhecer geralmente significa enfrentar obstáculos que parecem inflexíveis – como problemas recorrentes de saúde ou financeiros ou familiares que simplesmente não parecem desaparecer. A esperança para os idosos tem que ser “persistente”, perseverante, uma “esperança madura”.

Como construir esperança

Agora as boas notícias: Pesquisadores de um programa da Universidade Harvard (EUA) - Human Flourishing Program- , publicado recentemente, examinaram o impacto da esperança em quase 13 mil pessoas com idade média de 66 anos. Eles descobriram que aqueles com mais esperança ao longo da vida tinham melhor saúde física, melhores comportamentos de saúde, melhor apoio social e uma vida mais longa. A esperança também levou a menos problemas de saúde crônicos, menos depressão, menos ansiedade e menor risco de câncer.

Portanto, se manter a esperança no longo prazo é tão bom para nós, como a aumentamos? Ou criamos esperança, se for caso de MIA [metamemória de idade adulta, um dos instrumentos mais utilizados para medir traços individuais de metamemória]? Aqui estão minhas quatro sugestões:

😊 Participe de um discurso motivacional – Ou veja, leia ou ouça alguém online, através de YouTube, blog ou podcast. Isso aumenta a esperança, embora geralmente esse efeito seja de curta duração. Como você pode construir uma esperança de longo prazo?

😊 Interaja com uma comunidade religiosa ou espiritual – Isso funcionou por milênios. Em meio a uma comunidade de adeptos, as pessoas obtiveram forças, encontraram a paz e experimentaram a elevação do espírito humano, apenas sabendo que existe algo ou alguém muito maior que eles.

😊 Perdoe – Participar de um grupo de perdão ou completar um livro de exercícios de perdão cria esperança, dizem os cientistas. Também reduz a depressão e a ansiedade e aumenta (talvez isso seja óbvio) sua capacidade de perdoar. Isso é verdade mesmo com rancores de longa data. Pessoalmente, descobri que perdoar alguém com sucesso fornece uma sensação de força de vontade e poder de mudar.

😊 Escolha um “herói da esperança” – Algumas pessoas mudaram a história. Nelson Mandela sofreu 27 anos de prisão, mas perseverou em construir uma nova nação. Franklin Delano Roosevelt trouxe esperança a milhões por uma década durante a Grande Depressão. Ronald Reagan trouxe esperança a um mundo que parecia atolado para sempre na Guerra Fria. Em seu quarto discurso no Estado da União: “Hoje à noite falei de grandes planos e grandes sonhos. São sonhos que podemos realizar. Duzentos anos de história americana deveriam ter nos ensinado que nada é impossível.”

Independentemente do quanto tentemos, não podemos eliminar as ameaças à esperança. Coisas ruins acontecem. Mas existem os pontos finais da esperança persistente: nos tornamos mais saudáveis ​​e nossos relacionamentos ficam mais felizes. Podemos alcançar essa esperança, aumentando nossa força de vontade, reforçando nossa persistência, encontrando caminhos para nossos objetivos e sonhos e procurando heróis da esperança. E apenas talvez, um dia, nós também possamos ser heróis assim.

Site da PLANETA, com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE

segunda-feira, 23 de março de 2020

Como cuidar da saúde mental durante a pandemia do COVID-19

Risco de contaminação, incerteza, isolamento social, medo do desemprego e outros fatores, estão ligados a crise provocada pelo coronavírus que podem abalar a todos.  

Uma pesquisa publicada na revista científica “The Lancet”, mostra que os efeitos psicológicos da quarentena durante a epidemia de SARS, a síndrome respiratória aguda, foram semelhantes as apresentadas no estresse pós-traumático.

Preocupada com as questões que podem gerar ou agravar a saúde mental da população, a Organização Mundial da Saúde divulgou orientações para que todos saiam deste período sem danos ao psicológico. E o Clube Felicidade compartilha as principais com você:

1.      Pratique empatia. Este novo vírus atingiu diversos países e regiões, sem discriminação. As pessoas infectadas não fizeram nada de errado e merecem nosso apoio, compaixão e gentileza;

2.      Informe-se em fontes confiáveis e tenha ações práticas de proteção da sua família. Focar apenas em se atualizar sobre a pandemia pode gerar ansiedade ou estresse;

3.      O isolamento é uma medida para evitar o contato físico. Lembre-se que a união faz a diferença. Use as tecnologias para permanecer junto as pessoas que ama e oferecendo ajuda a quem precisa;

4.      Cuide de você. Tente utilizar métodos para lidar com a situação como fazer pausas e descansar entre os seus turnos de trabalho e até mesmo tirar um momento dentro do expediente. Tenha atenção ainda aos seus alimentos para manter uma dieta saudável, fazer algum exercício físico (vale até um alongamento na sala) e ficar em contato com a família e com os amigos;

5.      Evite formas errôneas de lidar com o estresse como o uso de tabaco, álcool ou outras drogas. A longo prazo, eles pioram o seu bem-estar físico e mental.

Por fim, lembre-se: por mais difícil que este momento seja, vai passar.

Clube da Felicidade