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segunda-feira, 1 de junho de 2020

A origem do espiritismo

Muitas pessoas procuram entender o que é a doutrina espírita. Com isso, perguntam: qual a origem do espiritismo? como ele chegou no Brasil?

Antes de abordarmos qual a origem do espiritismo, devemos nos lembrar que a doutrina espírita se divide em: 
  • Ciência porque apresenta ideias a partir de fatos, fenômenos mediúnicos etc.
  • Filosofia pois sua temática abrange objetos de conhecimento que estão além da existência sensível: a existência de Deus, leis morais etc.
  • Religião, pois o espiritismo tem como objetivo a prática do Evangelho e dos princípios cristãos.

Origem do espiritismo

O espiritismo surgiu na França, no século XIX, com as famosas mesas girantes. Fenômeno este que se refere às mesas que dançavam e giravam no ar. E ainda, a força atuante nas mesas dizem respeito a espíritos desencarnados bons ou não que retornavam para alertar os encarnados sobre a existência de um mundo espiritual e da importância de uma conscientização a respeito do espiritismo. 

Este fenômeno chamou a atenção de diversos cientistas, filósofos e intelectuais, como por exemplo,  Hippolyte Léon Denizard Rivail, que mais tarde usaria o pseudônimo de “Allan Kardec”, e se dedicaria aos estudos dos fenômenos espíritas.

Allan Kardec e o espiritismo

Certo dia andando pelas ruas de Paris, Allan Kardec, se encontrou com um amigo que lhe descreveu o fenômeno das mesas girantes. E embora estivesse descrente com as informações, Kardec, curioso, passou a frequentar algumas reuniões. Onde observou mesas e outros objetos ganharem movimentos sem a ajuda de qualquer pessoa ou mecanismo. 

Apesar de ver com seus próprios olhos, Allan Kardec, não aceitou de imediato esses fenômenos, porém, estava disposto a entendê-los. 

A partir disso, começou a estudá-los e após muitas leitura, análise, ele concluiu que os fenômenos possuíam origem inteligente e que eram provocados por pessoas que habitaram a Terra. Assim sendo, Kardec os identificou como “espíritos dos homens”, que haviam morrido. 

A partir deste momento, Allan Kardec, fez diversas perguntas aos espíritos, analisou as respostas e as codificou, tudo feito com o crivo da razão. Assim teve origem o espiritismo. 

Após muito estudo Allan Kardec lançou a chamada codificação espírita, que é composta pelos seguintes livros:

  • O Livro dos Espíritos (1861)
  • O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864)
  • O Céu e o inferno (1865)
  • A Gênese (1868)
Espiritismo no Brasil

O espiritismo chegou no Brasil em 1865 e chamou a atenção da elite brasileira. Um dos responsáveis pela propagação da doutrina no país foi o intelectual Luís Olímpio Teles de Menezes, que se interessou pela proposta de Kardec e achou que o espiritismo não deveria ser apenas um tema da alta sociedade. Com isso, em 1865, Luís fundou o primeiro centro espírita brasileiro, chamado “Grupo Familiar do Espiritismo”. Hoje em dia, o Brasil é o país com mais adeptos do espiritismo.

Para finalizar, o espiritismo por meio de seu estudo, prática, divulgação. E ainda, independente de sua condição cultural, social tem como missão instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da humanidade. E não se esqueça das palavras de Allan Kardec, na obra Gênese:

O espiritismo, marchando com o progresso, jamais será ultrapassado porque, se novas descobertas demonstrassem estar em erro sobre um certo ponto. Ele se modificaria sobre esse ponto; se uma nova verdade se revelar, ele a aceitará.

TV Mundo Maior

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Leonardo da Vinci: um gênio sob a visão espírita

No ano passado, especificamente, no dia 2 de maio de 2019, comemoraram-se os 500 anos da morte de um dos maiores gênios da humanidade. Leonardo nasceu em Vinci, na província de Florença, Itália. Com apenas 68 anos de vida na Terra, foi inventor, pintor, cientista, engenheiro, escultor, arquiteto, botânico, músico, poeta, estilista, anatomista, matemático e, sobretudo, gênio.

Monalisa, sua mais famosa pintura, é a maior estrela do museu de Louvre em Paris, visitada por milhares de pessoas do mundo todo, todos os anos. O legado de da Vinci é realmente impressionante. Muitas obras originais nem podem ser exibidas ao público por serem muito valiosas, devendo ser preservadas, o máximo possível. Os manuscritos com desenhos sobre anatomia foram a base da medicina tradicional e beneficiaram toda a humanidade.

Além da Monalisa, outras obras como A Batalha da Anghiari, Homem Vitruviano, a escultura de cavalo de Sforza, o quadro da Santa Ceia, La Vergine dele Rocce, La Madonna Benois, La Bella Principessa e tantas outras imortalizaram o Mestre. Até hoje, biógrafos de Leonardo da Vinci tentam desvendar o incrível homem por trás de tantos trabalhos admiráveis e traços emocionantes. O que há por trás do olhar da Monalisa? E dos lábios? E as formas calculistas do Homem Vitruviano? O olhar e o dedo apontado para cima em San Giovanni Batista?

Diante do avançar da humanidade, vemos alguns gênios que se sobressaem ao extremo. Outros em maior número pulsam com exemplos admiráveis em países e regiões do mundo. Mas por que essa grande diferença de atividades marcantes entre os seres humanos? Como surgem esses gênios de tempos em tempos e locais? Será que é ao acaso?

Há uma convergência de pensamentos daqueles que acreditam na criação Divina em que tudo é obra de Deus. Mas por que Deus todo-poderoso, soberanamente justo e bom, criaria apenas um gênio em relação a milhões e milhões de homens que mantêm uma vida simples e comum na humanidade? Muitos se perguntam por que ele foi assim e eu não consigo fazer quase nada na vida? Houve uma espécie de sorteio divino?

Não, Deus não cria gênios. Ele cria todos os seres humanos iguais, mas cada um percorre o caminho que lhe convém de acordo com a sua vontade, o seu livre-arbítrio. Isso significa que quanto mais o Espírito evolui em seu trabalho para o bem comum, mais ele avança na liberdade de pensamento e em tarefas cada vez mais prodigiosas e humanitárias. Outro que segue o caminho da maleficência, estaciona na evolução e perde infinitas oportunidades de crescimento pessoal. Outro mesmo que não tenha maldade, mas não contribui para o bem, também pouco evolui. Isso faz com que ocorram as distâncias enormes entre os seres humanos diante da infinita escada evolutiva espiritual.

O gênio tem toda a sua bagagem elevada por sua própria conquista. Entretanto, sabemos que a evolução espiritual passa pelo crescimento moral e intelectual. Os dois nem sempre caminham juntos. Pode-se avançar muito o intelectual junto com a ambição, egoísmo, orgulho, passando-se por cima de quem quer que seja, sem se importar com nada.  Nesse caso, estão os gênios com grande poder de persuasão sobre as massas, produzindo desajustes com sérias consequências na humanidade. Isso implicará em reencarnações adequadas para estacionar a evolução intelectual e avançar a moral, com desafios imensos a superar.

Assim, a humanidade precisa, de tempos em tempos, de verdadeiros gênios, evoluídos tanto intelectual quanto moralmente para estimular os avanços científicos mais rápidos em várias áreas e, ao mesmo tempo, dando seu exemplo de vida, principalmente quanto à humildade.

Leonardo da Vinci foi um exemplo de vida em todos os aspectos. Com tão pouco tempo na Terra, num ambiente extremamente carente de desenvolvimento tecnológico do final do Século XV e início do XVI, da Vinci deixou um sinal de como cada um pode evoluir. Como seria imaginar um Espírito desse nível, nos dias de hoje, com o avanço tecnológico gerado pela informática? Por outro lado, podemos sentir a sua grandeza moral, expressa em suas frases, tais como: “A pintura é poesia muda. A poesia é pintura muda. Ambas imitam a natureza com o melhor de sua potência, e ambas podem revelar princípios morais”; “Você nunca terá um domínio maior ou menor do que sobre si mesmo...”.

A ciência pode vasculhar o cérebro dos gênios em busca da resposta para tão grande efeito. Embora o Espírito necessite da matéria para sua vida na Terra, é no Espírito que a resposta para a Justiça Divina se encontra. 

Texto de Raul Franzolin Neto publicado no site de O Consolador, Ano 13 - N° 658 - 23 de Fevereiro de 2020

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Vamos falar de alguns pontos 'polêmicos' da doutrina espírita?

Na verdade nem deveria ser polêmico, acho que poderíamos usar a palavra 'desconhecidos', ou apenas: fatos da doutrina espírita. 

Mas vamos lá:

1. Allan Kardec não é um Deus para doutrina: ao contrário do que muitos pensam, a doutrina é cristã, ou seja, acreditamos no Cristo e no Deus. Allan Kardec foi um grande auxílio para divulgação de nossa doutrina, por isso o respeito e o imenso sentimento de gratidão, mas não o idolatramos. Nosso Deus é um só, o mesmo respeitado por quase todas as religiões e crenças.
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2. Chico Xavier NÃO criou o espiritismo: aqueles que só possuem Chico como referência do espiritismo, normalmente, não sabem que antes dele, a doutrina já estava sendo propagada e cultivada há muito tempo. Foi Chico que trouxe a maior visibilidade da doutrina para nosso país. Apesar de hoje possuímos uma grande bagagem de estudo e conhecimento graças sua mediunidade e seu árduo trabalho dedicado a doutrina, Chico não a "criou"
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3. A reencarnação já é um fato no mundo atual: hoje, a quantidade de relato que temos de pessoas que lembram-se de fatos que nunca vivenciaram, mas que sentem sensações de como já tivessem vivido, é surreal. Crianças que lembram de avós que nunca viram, ou que afloram certos dons sozinhos, são grande sinais de lembranças e ações tragas de outras vidas. Uma criança de 4 anos nos EUA, onde possuía um dom para pintura, quando questionado sobre como ele aprendeu a fazer tudo isso sozinho, ele simplesmente respondeu: eu já fiz isso quando eu era adulto! Se isso não é um fato, eu não sei o que seria.
4. NÃO existe espiritismo Kardecista: houve um tempo que ocorreram muitas confusões quanto ao termo ESPIRITISMO. Incluíram certas ramificações que nunca existiram. O termo Kardecista, muitas vezes foi utilizado para diferenciar a doutrina da umbanda, mas Espiritismo é espiritismo, umbanda não. Não existe espiritismo Kardecista, pois somos um só, único, sem derivados. Podem haver muitas crenças espiritualista, mas ESPIRITA, somente o Espiritismo, sem ramificações.
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5. É ciência, filosofia e religião: somos filosofia, pois bebemos de idéias e conclusões filosóficas para compreensão do espiritismo. Religião porque nos religamos à Deus, a uma força maior. E ciência, pois trazemos fatos e estudos para comprovar nossas crenças.

Perfil do Instagram Aquele Jovem Espírita (@aquelejovemespirita)

terça-feira, 3 de março de 2020

Citações em imagens: Sua força está na sua filosofia

Sua força está na sua filosofia, no apelo que faz à razão e ao bom senso.

Na Antiguidade ele era objeto de estudos misteriosos, cuidadosamente ocultos ao vulgo.

Hoje, não tem segredos para ninguém: fala uma linguagem clara, sem ambiguidades; nada há nele de místico, nada de alegorias suscetíveis de falsas interpretações.

Ele quer ser compreendido por todos porque chegaram os tempos de se fazer que os homens conheçam a verdade.

Longe de se opor à difusão da luz, ele a deseja para todos; não reclama uma crença cega, mas quer que se saiba por que se crê, e como se apoia na razão será sempre mais forte do que as doutrinas que se apoiam sobre o nada.

Os entraves que se tentassem oferecer à liberdade das manifestações poderiam abafá-las?

Não, porque produziriam o efeito de todas as perseguições: o de excitar a curiosidade e o desejo de conhecer aquilo que foi proibido.

– Allan Kardec. O Livro dos Espíritos, conclusão VI.

Site Luz do Espiritismo

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Reencarnação: Ciência está em busca de provas da base do Espiritismo

Como a reencarnação pode ser estudada pelo prisma científico? Confira a seguir as evidências mais consideradas pelos pesquisadores

Comprovar a reencarnação segundo os parâmetros limitados da ciência atual ainda parece um sonho impossível, embora o pesquisador canadense-americano Ian Stevenson (professor da Universidade da Virgínia falecido em 2007) tenha levado esse campo a avanços consideráveis.

As pesquisas envolvendo o tema analisam evidências que podem ser classificadas em três tipos diferentes. O primeiro deles se refere a episódios nos quais as pessoas falam espontaneamente sobre fatos e lembranças do que teria sido uma vida anterior. O segundo deriva da regressão hipnótica, e o terceiro está relacionado a mensagens do tipo mediúnico. Conheça mais sobre eles a seguir.

Memórias espontâneas

Esse grupo inclui ocorrências de sonhos, déjà vu, lembranças pós-traumáticas e experiências espontâneas (em geral apresentadas por crianças) de lembranças de vidas passadas. Nesta última subdivisão se encontram os casos mais sólidos, na opinião de Stevenson e de outros pesquisadores.

Segundo Stevenson, as crianças são o objeto preferido de estudos reencarnatórios porque a possibilidade de que elas tenham absorvido informações por meio de mídias diversas é bem reduzida. Em geral, elas começam a falar sobre essas “memórias” antes de ser alfabetizadas e as descrevem de forma bem simples, como se não se preocupassem com o fato de alguém acreditar ou não nelas. Como a pessoa morta teria falecido pouco antes do nascimento da criança na qual ela reencarnaria, fica mais fácil também reunir testemunhos de indivíduos que possam confirmar ou não dados dessa vida passada.

Sob esse prisma, as recordações do tipo déja vu têm importância muito menor. O general americano George S. Patton, herói da II Guerra Mundial, teve experiências famosas nesse terreno. Em 1943, após bater as tropas do Eixo na Sicília, por exemplo, o general passou algum tempo na ilha para conhecê-la. Ele interrompeu seu guia diversas vezes para falar sobre locais e detalhes de fatos históricos obscuros. Surpreso, o guia perguntou-lhe no fim se já havia visitado a Sicília e ele respondeu: “Acho que sim.”

Sonhos relacionados à reencarnação podem envolver tanto informações sobre uma vida passada quanto mensagens para uma mulher grávida relativas à existência anterior de seu bebê (estas últimas são mais comuns em culturas que aceitam a ideia de reencarnação).

Uma mulher britânica, por exemplo, sonhava constantemente que ela e um amiguinho caíam de uma galeria alta sobre um piso de mármore, num antigo pátio. Ao visitar uma casa abandonada, ela reconheceu o lugar e, ao ver dois retratos na parede, identificou-os como os de seus “pais”. Em seguida, descobriu que, séculos antes, um menino e uma menina, filhos do casal retratado, haviam caído daquela galeria e morrido.

Após um tombo no qual quase perdeu a vida, outra mulher britânica, então com 3 anos, passou a dizer que a Inglaterra não era seu país. Quando adulta, ela foi ao Museu Britânico e concluiu que sua morada anterior era o Egito, onde teria vivido como uma sacerdotisa. Tal era a força dessa conclusão que ela se casou com um egípcio e mudou-se em definitivo para o país africano.

Regressão hipnótica

Esse grupo, que abrange recordações extraídas sob hipnose ou terapia de vidas passadas (TVP), foi o responsável por reintroduzir o tema reencarnação em grande escala no Ocidente. Esse marco ocorreu em 1954, quando o hipnólogo amador Morey Bernstein causou um grande impacto nos Estados Unidos ao divulgar em jornais a história de Ruth Simmons, uma jovem dona de casa paciente sua que, sob hipnose, declarou se chamar Bridey Murphy e ter vivido na Irlanda no início do século 19.

Embora a moça fornecesse diversas informações verificáveis sobre Bridey e a vida cotidiana irlandesa daquela época, o caso posteriormente perdeu força porque muitos estudiosos disseram que a moça poderia simplesmente ter descrito dados lidos, vistos ou ouvidos quando ela era criança. Muitos profissionais que trabalham com a TVP, aliás, dizem que os conteúdos revelados por seus pacientes não representam necessariamente vidas passadas.

Mediunidade

Nesse grupo, detalhes sobre vidas passadas seriam transmitidos por médiuns – por exemplo, os relatos de reencarnações feitos pelo médium americano Edgar Cayce. Segundo os pesquisadores, esses são os casos mais vulneráveis a fraudes, e mesmo os dados mais críveis colhidos dessa forma podem ter sido obtidos consciente ou inconscientemente pelo médium em outras fontes de informação.

Fonte: TVCETE Espírita Online

quarta-feira, 29 de maio de 2019

O que é o Espiritismo? (Humor e Espiritismo)

Mediunidade, cura, aprendizado, ciência, religião... Afinal, o que é o Espiritismo?

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