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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Espiritismo ou Kardecismo?

Espiritismo kardecista é a mesma coisa que espiritismo? Quem responde à essa questão é Jáder Sampaio, Membro da Associação Espírita Célia Xavier e da Liga de Pesquisadores do Espiritismo(LIHPE),  Professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e um dos organizadores do Blog Espiritismo Comentado.

"A palavra espiritismo foi criada em língua francesa por Allan Kardec que desejava distinguir a doutrina que ele publicava a partir de “O Livro dos Espíritos”, do spiritualism (espiritualismo ou espiritualismo moderno), que é um movimento mediúnico norte-americano que foi difundido na Europa.

No Brasil, contudo, o senso comum aproximou o espiritismo dos cultos afro-católicos, ambos recebidos com restrições por um país oficialmente católico. É uma aproximação estranha, porque o espiritismo foi desenvolvido filosoficamente e os cultos afro são tradições trazidas pelos povos africanos, essencialmente orais.

Para que não houvesse confusão entre as práticas, algumas pessoas começaram a se referir ao espiritismo como “centros de mesa”, “centros de linha branca” ou “kardecismo”, mas essas designações não são aceitas pela maioria dos espíritas brasileiros, que preferem que se distinga o espiritismo, de umbanda, do candomblé e de outros cultos de matriz africana."

Blog Espiritismo Comentado

segunda-feira, 1 de junho de 2020

A origem do espiritismo

Muitas pessoas procuram entender o que é a doutrina espírita. Com isso, perguntam: qual a origem do espiritismo? como ele chegou no Brasil?

Antes de abordarmos qual a origem do espiritismo, devemos nos lembrar que a doutrina espírita se divide em: 
  • Ciência porque apresenta ideias a partir de fatos, fenômenos mediúnicos etc.
  • Filosofia pois sua temática abrange objetos de conhecimento que estão além da existência sensível: a existência de Deus, leis morais etc.
  • Religião, pois o espiritismo tem como objetivo a prática do Evangelho e dos princípios cristãos.

Origem do espiritismo

O espiritismo surgiu na França, no século XIX, com as famosas mesas girantes. Fenômeno este que se refere às mesas que dançavam e giravam no ar. E ainda, a força atuante nas mesas dizem respeito a espíritos desencarnados bons ou não que retornavam para alertar os encarnados sobre a existência de um mundo espiritual e da importância de uma conscientização a respeito do espiritismo. 

Este fenômeno chamou a atenção de diversos cientistas, filósofos e intelectuais, como por exemplo,  Hippolyte Léon Denizard Rivail, que mais tarde usaria o pseudônimo de “Allan Kardec”, e se dedicaria aos estudos dos fenômenos espíritas.

Allan Kardec e o espiritismo

Certo dia andando pelas ruas de Paris, Allan Kardec, se encontrou com um amigo que lhe descreveu o fenômeno das mesas girantes. E embora estivesse descrente com as informações, Kardec, curioso, passou a frequentar algumas reuniões. Onde observou mesas e outros objetos ganharem movimentos sem a ajuda de qualquer pessoa ou mecanismo. 

Apesar de ver com seus próprios olhos, Allan Kardec, não aceitou de imediato esses fenômenos, porém, estava disposto a entendê-los. 

A partir disso, começou a estudá-los e após muitas leitura, análise, ele concluiu que os fenômenos possuíam origem inteligente e que eram provocados por pessoas que habitaram a Terra. Assim sendo, Kardec os identificou como “espíritos dos homens”, que haviam morrido. 

A partir deste momento, Allan Kardec, fez diversas perguntas aos espíritos, analisou as respostas e as codificou, tudo feito com o crivo da razão. Assim teve origem o espiritismo. 

Após muito estudo Allan Kardec lançou a chamada codificação espírita, que é composta pelos seguintes livros:

  • O Livro dos Espíritos (1861)
  • O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864)
  • O Céu e o inferno (1865)
  • A Gênese (1868)
Espiritismo no Brasil

O espiritismo chegou no Brasil em 1865 e chamou a atenção da elite brasileira. Um dos responsáveis pela propagação da doutrina no país foi o intelectual Luís Olímpio Teles de Menezes, que se interessou pela proposta de Kardec e achou que o espiritismo não deveria ser apenas um tema da alta sociedade. Com isso, em 1865, Luís fundou o primeiro centro espírita brasileiro, chamado “Grupo Familiar do Espiritismo”. Hoje em dia, o Brasil é o país com mais adeptos do espiritismo.

Para finalizar, o espiritismo por meio de seu estudo, prática, divulgação. E ainda, independente de sua condição cultural, social tem como missão instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da humanidade. E não se esqueça das palavras de Allan Kardec, na obra Gênese:

O espiritismo, marchando com o progresso, jamais será ultrapassado porque, se novas descobertas demonstrassem estar em erro sobre um certo ponto. Ele se modificaria sobre esse ponto; se uma nova verdade se revelar, ele a aceitará.

TV Mundo Maior

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Vamos falar de alguns pontos 'polêmicos' da doutrina espírita?

Na verdade nem deveria ser polêmico, acho que poderíamos usar a palavra 'desconhecidos', ou apenas: fatos da doutrina espírita. 

Mas vamos lá:

1. Allan Kardec não é um Deus para doutrina: ao contrário do que muitos pensam, a doutrina é cristã, ou seja, acreditamos no Cristo e no Deus. Allan Kardec foi um grande auxílio para divulgação de nossa doutrina, por isso o respeito e o imenso sentimento de gratidão, mas não o idolatramos. Nosso Deus é um só, o mesmo respeitado por quase todas as religiões e crenças.
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2. Chico Xavier NÃO criou o espiritismo: aqueles que só possuem Chico como referência do espiritismo, normalmente, não sabem que antes dele, a doutrina já estava sendo propagada e cultivada há muito tempo. Foi Chico que trouxe a maior visibilidade da doutrina para nosso país. Apesar de hoje possuímos uma grande bagagem de estudo e conhecimento graças sua mediunidade e seu árduo trabalho dedicado a doutrina, Chico não a "criou"
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3. A reencarnação já é um fato no mundo atual: hoje, a quantidade de relato que temos de pessoas que lembram-se de fatos que nunca vivenciaram, mas que sentem sensações de como já tivessem vivido, é surreal. Crianças que lembram de avós que nunca viram, ou que afloram certos dons sozinhos, são grande sinais de lembranças e ações tragas de outras vidas. Uma criança de 4 anos nos EUA, onde possuía um dom para pintura, quando questionado sobre como ele aprendeu a fazer tudo isso sozinho, ele simplesmente respondeu: eu já fiz isso quando eu era adulto! Se isso não é um fato, eu não sei o que seria.
4. NÃO existe espiritismo Kardecista: houve um tempo que ocorreram muitas confusões quanto ao termo ESPIRITISMO. Incluíram certas ramificações que nunca existiram. O termo Kardecista, muitas vezes foi utilizado para diferenciar a doutrina da umbanda, mas Espiritismo é espiritismo, umbanda não. Não existe espiritismo Kardecista, pois somos um só, único, sem derivados. Podem haver muitas crenças espiritualista, mas ESPIRITA, somente o Espiritismo, sem ramificações.
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5. É ciência, filosofia e religião: somos filosofia, pois bebemos de idéias e conclusões filosóficas para compreensão do espiritismo. Religião porque nos religamos à Deus, a uma força maior. E ciência, pois trazemos fatos e estudos para comprovar nossas crenças.

Perfil do Instagram Aquele Jovem Espírita (@aquelejovemespirita)

terça-feira, 3 de março de 2020

Citações em imagens: Sua força está na sua filosofia

Sua força está na sua filosofia, no apelo que faz à razão e ao bom senso.

Na Antiguidade ele era objeto de estudos misteriosos, cuidadosamente ocultos ao vulgo.

Hoje, não tem segredos para ninguém: fala uma linguagem clara, sem ambiguidades; nada há nele de místico, nada de alegorias suscetíveis de falsas interpretações.

Ele quer ser compreendido por todos porque chegaram os tempos de se fazer que os homens conheçam a verdade.

Longe de se opor à difusão da luz, ele a deseja para todos; não reclama uma crença cega, mas quer que se saiba por que se crê, e como se apoia na razão será sempre mais forte do que as doutrinas que se apoiam sobre o nada.

Os entraves que se tentassem oferecer à liberdade das manifestações poderiam abafá-las?

Não, porque produziriam o efeito de todas as perseguições: o de excitar a curiosidade e o desejo de conhecer aquilo que foi proibido.

– Allan Kardec. O Livro dos Espíritos, conclusão VI.

Site Luz do Espiritismo

quinta-feira, 21 de março de 2019

Físico brasileiro Marcelo Gleiser vence prêmio Templeton, o 'Nobel da espiritualidade'

O físico Marcelo Gleiser, de 60 anos, foi anunciado nesta terça-feira, dia 19, o vencedor do prêmio Templeton, honraria que já foi concedida a Madre Teresa de Calcutá (em 1973) e Dalai Lama (em 2012). O prêmio, uma "espécie de Nobel da espiritualidade", como define o vencedor, é entregue a profissionais que tenham feito "uma contribuição excepcional para afirmar a dimensão espiritual da vida, seja por insights, descoberta ou trabalhos práticos", segundo a Fundação Templeton.

Sobre o Templeton, ele explica, não se trata de um prêmio de religião.

— Quando se fala em religião, pensamos em algo institucionalizado, como cristianismo, islamismo e budismo, por exemplo. Espiritualidade é um termo muito mais amplo que tem a ver com a nossa relação com o mistério da existência e que transcende questões como: "Em que Deus você acredita?" ou "Que igreja você frequenta?". Por espiritualidade, entendemos a relação do ser humano com o mistério da existência — disse Gleiser ao GLOBO por telefone, de Hanover.

O físico conta que, na comunidade científica, há "ateus ferrenhos, que acham espiritualidade e religião uma perda de tempo" e também cientistas que são "religiosos ortodoxos, cristãos, muçulmanos, judeus, budistas, pessoas que acreditam quanto mais entendem a natureza mais entendem a criação divina".

— No meu trabalho como cientista, minha pesquisa é muito mais ligada a questões fundamentais sobre a origem do universo, a origem da vida, do que sobre como criar um microchip melhor para fazer um iPhone funcionar mais rápido, por exemplo. Minhas questões são mais existenciais — explica Gleiser. — O grande ponto é que hoje em dia é possível trabalhar em ciência e em questões que tenham uma natureza filosófica, sobre o significado da vida, da nossa relação com a natureza. É nessa parte que eu me encaixo.

Fonte site O Globo.