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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Enfrentamento negativo de situações pode levar a doenças

O enfrentamento negativo de situações, envolvendo o sentimento de raiva, falta de perdão e ruminação, pode levar ao adoecimento, conforme avaliou o médico cardiologista Álvaro Avezum, diretor da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo). 

A recomendação da Socesp é de que os cardiologistas abordem a questão do que definem como espiritualidade com seus pacientes. No entanto, a orientação não tem relação com religião, conforme ressaltou Avezum.

Segundo ele, a definição “é que espiritualidade é o conjunto de valores morais, mentais e emocionais que norteiam os nossos pensamentos, os nossos comportamentos e as nossas atitudes, na vida de relacionamentos consigo mesmo e com o outro. Mas nós acrescemos: passível de observação e mensuração científica”. Ele acrescenta que os padrões de comportamento, pensamentos e sentimentos devem ser levados em consideração no tratamento e na prevenção de doenças cardiovasculares.

De acordo com o médico, o enfrentamento positivo — quando o indivíduo tem disposição ao perdão, altruísmo, gratidão — está associado a uma melhor saúde cardiovascular. “Há estudos mostrando a associação de enfrentamento negativo, sentimentos não edificantes, com adoecimento cardiovascular. Se isso se associa com adoecimento, eu preciso avaliar, dentro da minha consulta, se o indivíduo tem questões de estresse, de depressão ou de enfrentamento negativo das situações adversas, sejam conjugais, profissionais ou mesmo na sociedade.”

R7 com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE


domingo, 11 de agosto de 2019

Pessoas leais: o valor de ser fiel aos seus princípios

As pessoas leais são, acima de tudo, personalidades honestas. Elas se guiam por um código que está sempre em sintonia com seus valores, mas também com o comprometimento respeitoso com o outro. Nas suas relações, não cabem traições, mentiras ou atitudes interesseiras.

Estamos, sem dúvida, diante de um conceito tão interessante quanto profundo que vai muito além da confiança.

Atualmente, o panorama não é mais o mesmo. No entanto, de alguma forma, continuamos precisando desta proximidade e desta segurança de pessoas significativas para nos sentirmos bem.

Precisamos oferecer ao outro um sentimento de atenção, respeito e comprometimento contínuos, em relações nas quais sabemos que não seremos traídos. Nas quais não há interesses ocultos ou segundas intenções.

Há quem diga que hoje em dia a lealdade é quase um ideal, ou uma característica em risco de extinção. Muito além do que podemos pensar, esta dimensão continua estando presente no coração de muitas pessoas.

Por isso, devemos saber exatamente o que é ser leal, porque em muitas ocasiões, é possível cair em dinâmicas nas quais este princípio acaba sendo deturpado. Vejamos mais detalhes a seguir.

“Irei segui-lo até o último suspiro, com a verdade e a lealdade”.
– William Shakespeare –

Sêneca dizia que a lealdade parte da confiança, mas como já falamos antes, este conceito tem suas raízes em algo mais profundo e complexo ao mesmo tempo. Para começar, as pessoas leais são, acima de tudo, respeitosas com seus próprios princípios. 

É deles que parte o verdadeiro núcleo do comportamento leal: agir sempre com base em valores, sendo fiéis ao que consideram correto.

A lealdade, o compromisso de fazer a coisa certa
Lealdade provém do termo ‘legal’. Há, portanto, um componente de retidão e compromisso por fazer a coisa certa em cada circunstância. O que isso significa, traduzido no âmbito das relações?

Implica, por exemplo, que mesmo se terminarmos uma relação afetiva ou de amizade com alguém, o respeito sempre vai continuar existindo. Não iremos revelar intimidades, não faremos críticas e nem teremos comportamentos que possam machucar os outros de alguma forma.

Muito além da confiança, está a lealdade. Mesmo quando a primeira se perde e não há mais vínculo algum com este alguém, sobrevive o sentido profundo do respeito, uma virtude, sem dúvida, nobre e desejável.

A pessoa leal é sincera, não condescendente, e nos ajuda a crescer
As pessoas leais não são aquelas que fazem uso exclusivo da condescendência. Não são as que dizem ‘sim’ a tudo, as que nunca colocam objeções, as que nos apoiam em tudo que fizermos, em cada decisão e comportamento, por mais questionável que seja.

A lealdade também é sinceridade, e fazer uso de um comprometimento ativo com o nosso bem-estar.

Isso significa que, se em algum momento for necessário que alguém nos impeça de fazer algo, nos alerte a respeito de um problema ou nos ajude a abrir os olhos diante de uma realidade que não vemos, a pessoa leal vai fazer isso.

Afinal, ela é regida por valores firmes, não pelo servilismo ou pela passividade. Assim, quem deseja o melhor para nós nunca hesitará em ser o apoio capaz de dizer as verdades que machucam, capaz de nos mostrar nossos erros, mas também as nossas oportunidades de crescimento.

Para concluir, como podemos ver, o conceito de lealdade tem as suas nuances. Ninguém pode impôr a quem ou a quê devemos ser leais.

Este conceito não é externo; ele tem uma origem interna e está em harmonia com um código de valores baseado no respeito e na integridade que cada um vai construindo ao longo da sua vida.

Assim, as pessoas leais não ficam apenas nas palavras, porque a lealdade é exercitada e aplicada diariamente em qualquer circunstância e situação. Pensemos nisso.

A Mente é Maravilhosa com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Dia da Coragem - 06 de maio

Esta data homenageia uma das virtudes mais nobres que alguém pode ter: a coragem!

Não são todos que têm a coragem para enfrentar os obstáculos que surgem em suas vidas. Ter coragem significa encarar momentos difíceis e de sofrimento, mas com a certeza de superar todos e se tornar um ser humano mais forte e experiente.

Coragem não é sinônimo de imprudência, mas sim de ousadia em assumir ou fazer algo que sabe ser o certo sem se preocupar com críticas maldosas, por exemplo.

Uma pessoa com coragem também pode ter medo, mas o que a torna corajosa é o fato de agir apesar deste sentimento. O corajoso consegue superar as barreiras do temor e da intimidação.

Uma mensagem de 2013, da Redação Momento Espírita, com base no cap. 2, do livro Ensinando valores a seus filhos, de Linda e Richard Eyre, aborda este tema com muita clareza:

Coragem é definida como a ousadia para tentar coisas boas mas difíceis. É força para não fazer simplesmente o que fazem os outros, mas, ao contrário, manter sua posição e até influenciar os demais.

É ser fiel às próprias ideias, seguir os bons impulsos mesmo que possam parecer, para a grande maioria, inconvenientes ou tolos.

É, enfim, a audácia de ser amigo, demonstrar seus sentimentos, ser expansivo.

Coragem é uma qualidade de caráter e pode ser ensinada aos nossos filhos. Por definição, sabe-se que coragem é uma coisa difícil.

Mas como disse uma criança a um grupo de colegas, quando insistiam com ela para que os seguisse em uma malvadeza: É preciso muita coragem para ser covarde, isto é, quando todos tentam obrigar você a fazer uma coisa que você acredita não seja certa, e eles o chamam de covarde, é preciso muita coragem para afirmar: “Sim, eu sou covarde".

Importante esclarecer aos filhos a diferença entre coragem e fanfarronice.

Coragem silenciosa é a que devemos procurar incutir em nossos pequenos. Coragem de dizer não ao que se tem certeza seja errado. Coragem de se aproximar de uma criança sem amigos e lhe dizer: Olá, como vai? Quer brincar comigo?

Como pais, devemos estar atentos às tentativas que as crianças realizam, para superar dificuldades e incentivá-las.

Se uma criança pequena está aprendendo a andar de bicicleta, somente o fato dela conseguir sentar-se nela, deve ser motivo de elogio. O importante é tentar, mesmo que não tenha sucesso. Toda tentativa deve ser incentivada, estimulando-a a tentar outra vez e outra e outra, enquanto vamos lhe afirmando que ela está cada vez melhor.

Quando o bebê consegue levar o alimento à boca com a colher, quando sobe no sofá, quando se mantém em pé, sozinho, pela primeira vez. São todos momentos de suma importância e que devem ser incentivados.

Caiu? Levante. Tente outra vez. Não conseguiu montar o brinquedo? Vamos tentar juntos, de novo.

Nossos filhos terão coragem se os prepararmos corretamente, se os ensinarmos a pensar sempre antes de agir, a dizer não com confiança e encorajando-os a praticar o que lhes pareça mais difícil.

Não há quem, frente a algo novo, não sinta o coração bater descompassado. É bom que nossos filhos saibam que nós, adultos, também temos coisas difíceis a realizar e que nos exigem coragem.

Incentivemos neles a coragem moral, aquela que se expressa em não ir atrás dos demais colegas ou amigos que estão fazendo alguma coisa errada.

A coragem moral de dizer a verdade quando seria bem mais oportuno pregar uma mentira.

Sejamos para os nossos filhos um modelo de coragem, pois as crianças aprendem aquilo que vivem. E todos os dias elas nos observam, veem e imitam.

*   *   *

Uma boa maneira para exercitar a coragem é incentivar as crianças a falar, olhando nos olhos do outro.

Ser corajoso significa também não ter o que ocultar do outro.

Quando olhamos uns nos olhos dos outros é como se estivéssemos dizendo em alto e bom som:  Confio em você e você pode confiar em mim.