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segunda-feira, 4 de maio de 2020

O acolhimento à religiosidade das pessoas pelas instituições religiosas

"O sal é bom, mas, se deixar de ser salgado, como restaurar o seu sabor? Tenham sal em vocês mesmos e vivam em paz uns com os outros." Marcos 9:50

RELIGIÃO: Conjunto compartilhado de crenças, dogmas, rituais e práticas para o estabelecimento de uma relação com Deus.

RELIGIOSIDADE: Processo pessoal de busca de contato com a dimensão espiritual.  
Somos seres religiosos, e buscamos nos integrar com os afins com os quais dividimos o mesmo credo de Fé. 

Entretanto, nem sempre nos sentimos integrados à Instituição religiosa, não digo enquanto à Fé em si, mas enquanto às pessoas que abraçam o mesmo credo de Fé. Essa experiência inesperada poderá nos desorganizar emocionalmente e sentimentalmente, a ponto de sairmos em busca de outras religiões.

Acontece que passamos a ver o credo através das pessoas, e se as pessoas não nos envolvem, o credo é que não é envolvente.

Recentemente recebi um desabafo de uma amiga, a qual veio para a Doutrina Espírita advinda da Igreja Evangélica, e, não se sentindo acolhida, voltou para a crença de origem. Entretanto, talvez não obtendo as respostas aos seus questionamentos filosóficos, voltou     à Casa Espírita ( outra ), até que um dia ela me confiou o seguinte desabafo “Tenho lido livros da Igreja Adventista, porque são os únicos que vêm em minha casa, que me dão atenção. O pessoal de Casa Espírita nem lembra de mim”. 

Diante desse desabafo, voltei no tempo, quando da observação de uma sobrinha- hoje trabalhadora espírita- quando adolescente me expôs em relação à Casa Espírita “Não sei exatamente o que é, mas falta algo aqui, sinto falta de alguma coisa...”.

A comunidade religiosa constitui, sem dúvida alguma, um espaço onde as pessoas buscam se unir em clima de solidariedade. É de tal forma importante como agente de integração, a ponto de interferir na religiosidade das pessoas, impactando-as emocionalmente quando estas não se sentem acolhidas verdadeiramente, e entram num sentimento de exclusão por parte de alguns. 

Fato é que as pessoas, por não se sentirem acolhidas pela comunidade religiosa muitas vezes mudam sua religião.

O que é o ACOLHIMENTO nesse contexto? 

ACOLHIMENTO é a maneira de receber ou ser recebido por alguém; é o jeito de como nos aproximamos ou nos deixamos aproximar por alguém, quando teremos a oportunidade demonstrar gentileza, generosidade, carinho, afeto e respeito, sendo esses caracteres da bondade de coração. 

Não se trata apenas de demonstrações físicas, muitas vezes exaltadas e fora do contexto, em expressão puramente exterior, e por isso mesmo fugazes, superficiais. Trata-se de sentir e integrar a atmosfera psíquica de ambas as partes, buscando sincera vontade de conhecer para integrar, com movimentos interiores de grandes vibrações e exteriorizações físicas muitas vezes sutis. Mais do que oferecer sorrisos e abraços, significa oferecer escuta com atenção, e demonstrações do quanto se está feliz pelo fato da pessoa existir e permitir que a comunidade tenha oportunidade de conviver com ela. O verdadeiro acolhimento encanta, aceita, aprende, compreende, alegra-se, comove-se, cuida e retribui. O acolhimento aproxima as pessoas, cria laços, e trata-se da prática da caridade que devemos ter uns para com os outros. Como em Hebreus 13:1 “Conserve-se entre vós a caridade fraterna”.

Tratando-se da Doutrina Espírita, temos como recomendação “Amai-vos, eis o primeiro mandamento; instrui-vos, eis o segundo”.

Espiritismo é fé raciocinada, ou FÉ=CONHECER+CONFIAR. Ao conhecimento adicionamos a necessidade da entrega incondicional, a qual só é possível quando há confiança total. Ora, como confiar, sem conviver; como se entregar à convivência se não sentirmos acolhimento por parte dos companheiros? 

Quando apreendermos que a Fé é raciocinada, passaremos a apreender a encantar com o coração. 

Rosária Soares, Coordenadora de Estudo e Doutrina do LEAE

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Como ser mais paciente no dia-a-dia?

Uma longa fila no supermercado, um capricho de criança, o mau humor de um colega, um cônjuge que é frustrantemente lento… Todos os dias, a nossa paciência é posta à prova. No entanto, ser paciente diariamente pode ser muito útil e ajudar a viver com serenidade

Todo mundo sabe que qualquer coisa que ataque e perturbe nosso corpo prejudica nossa capacidade de ser paciente. Saibamos isto para o ter em conta. É claro que não é sempre possível dormir o suficiente, tampouco evitar o ruído, a acumulação de fadiga, as preocupações, mas é importante saber que os nossos estados de espírito estão profundamente ligados ao nosso estado físico. E quanto mais tenso e cansado estivermos, mais provável será que acumulemos artificialmente as causas da tensão e da fadiga. Você tem que saber como dizer: “Pare! Não aguento mais!”

Devemos decidir então nos organizar de modo a manter um pouco de tempo todos os dias, todas as semanas “para si mesmo”, para respirar, relaxar, descansar.

A paciência é exigente

A paciência requer uma coisa a cada vez. Quando uma criança aprende a andar, é encorajada a dar um passo, depois outro… e assim, passo a passo, se torna capaz de caminhar longas distâncias. É assim que cresce: nada se consegue de uma vez, nunca se tem “tudo, imediatamente”. E se algum progresso parece deslumbrante, na maioria das vezes é porque foi preparado de forma invisível, como o grão que caiu na terra e germina discretamente, antes de engendrar uma planta magnífica. Somos muitas vezes tentados a forçar o crescimento da semente, correndo o risco de a esgotar, de exigir demasiado, demasiado cedo, dos nossos filhos, do nosso cônjuge, dos nossos familiares, dos nossos colegas…

Ser paciente é mostrar confiança

Ser paciente às vezes significa ter esperança contra toda a esperança. Muitos pais de crianças com deficiência nos dão, neste sentido, testemunhos luminosos. Ao concordar em caminhar passo a passo com seu filho, ao rejeitar o derrotismo e as falsas esperanças com a mesma energia, eles estão fazendo maravilhas, quando os mais eminentes especialistas estão desistindo. Ser paciente é perdoar “setenta vezes sete vezes”, como o próprio Deus nos perdoa. Significa partir novamente depois de cada fracasso, se levantar depois de cada caída, se recusando a se deixar desencorajar. Os nossos filhos, especialmente no período frágil da adolescência, têm uma necessidade infinita de perdão e de encorajamento.

Quando a nossa paciência seja posta à prova, voltemos para Aquele que é a fonte de todo o amor, para que Ele nos dê tesouros de paciência: os nossos filhos precisam deles para crescer na alegria.

Texto de Christine Ponsard postado no site Aleteia com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

É só querer!

O exercício da vontade é o agente impulsionador na alteração das circunstâncias e fatos. É preciso ter vontade, querer, modificar estados emocionais depressivos para que todo o panorama interior e exterior comece apresentar os efeitos desse esforço. É comum que nos fechemos em pontos de vista sombrios, fixados no desânimo, na tristeza, no desprezo ou indiferença, na desconfiança ou no descrédito da própria capacidade em vencer obstáculos.

O simples fato de acreditar-se incapaz já é fator determinante de fracasso. A primeira postura é, pois, de confiança em si mesmo. Acreditar, confiar, pensar de maneira positiva, por sua vez, igualmente é fator determinante para que se alterem as circunstâncias.

O fato de confiar e querer altera nossa maneira de pensar, de ver e analisar os fatos. E isso facilita o andamento melhor dos acontecimentos e a superação dos obstáculos.

Portanto, é só querer. Com um detalhe: é preciso saber querer. Afinal, esse querer tem que ser compatível com o tempo, o bom senso e a lógica. É comum que exageremos nas opiniões; é comum que nos deixemos vencer pela ansiedade, pelo medo ou pela precipitação… Até que uma certa dose de ansiedade e medo são salutares, defendendo-nos. Mas, existem comportamentos ansiosos que são extremamente danosos à serenidade que se busca.

Timidez, medo, complexo de inferioridade ou superioridade, insegurança chegam até a ser comportamentos normais, face à nossa condição humana. Tudo que é novo ou traz mudanças causa isso. O segredo está, porém, na administração da situação para superação desses desafios.

Aceitar-se a si mesmo, amar – principalmente a si mesmo igualmente –, ponderar com critério as situações, analisar com calma, saber esperar, refletir, são as atitudes recomendáveis. Todos somos capazes e detemos potencialidades imensas, interiormente. Mas é preciso querer. Sim, querer desenvolver-se, querer aprender, querer libertar-se do medo, das dependências…

E, ao mesmo tempo, procurar tirar de cada acontecimento, de cada obstáculo, de cada adversidade ou contrariedade, uma lição. Pois sempre há lições.

Por outro lado, renunciar à inveja, esquecer o ciúme. Eles são verdadeiros bloqueadores psicológicos de nossa intensa capacidade.

Fácil? Não, não é fácil. É, todavia, um exercício. Que vai exigir perseverança, determinação, mas cujos resultados trarão equilíbrio e paz interior.

Portanto, se você está triste, cansado, deprimido, analise a situação, busque as razões. Entreviste-se com perguntas claras e respostas honestas. Se está achando que tudo na vida lhe dá errado, reflita com mais atenção e descobrirá muitas vezes as causas na ansiedade, na precipitação, ou até mesmo em sentimentos que são simplesmente dispensáveis e muitas vezes inúteis. Já será meio caminho para recuperar-se.

Se você está bem, espalhe sua alegria, contagie o ambiente com o otimismo e estenda suas mãos para aqueles estão vivendo momentos de dificuldades. Com isso estaremos melhorando o ambiente do planeta…

Espalhar alegria e esperança e melhorar nosso ambiente familiar ou profissional também é só querer…

Autor Orson Peter Carrara para o site Portal do Espírito

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Dia da Coragem - 06 de maio

Esta data homenageia uma das virtudes mais nobres que alguém pode ter: a coragem!

Não são todos que têm a coragem para enfrentar os obstáculos que surgem em suas vidas. Ter coragem significa encarar momentos difíceis e de sofrimento, mas com a certeza de superar todos e se tornar um ser humano mais forte e experiente.

Coragem não é sinônimo de imprudência, mas sim de ousadia em assumir ou fazer algo que sabe ser o certo sem se preocupar com críticas maldosas, por exemplo.

Uma pessoa com coragem também pode ter medo, mas o que a torna corajosa é o fato de agir apesar deste sentimento. O corajoso consegue superar as barreiras do temor e da intimidação.

Uma mensagem de 2013, da Redação Momento Espírita, com base no cap. 2, do livro Ensinando valores a seus filhos, de Linda e Richard Eyre, aborda este tema com muita clareza:

Coragem é definida como a ousadia para tentar coisas boas mas difíceis. É força para não fazer simplesmente o que fazem os outros, mas, ao contrário, manter sua posição e até influenciar os demais.

É ser fiel às próprias ideias, seguir os bons impulsos mesmo que possam parecer, para a grande maioria, inconvenientes ou tolos.

É, enfim, a audácia de ser amigo, demonstrar seus sentimentos, ser expansivo.

Coragem é uma qualidade de caráter e pode ser ensinada aos nossos filhos. Por definição, sabe-se que coragem é uma coisa difícil.

Mas como disse uma criança a um grupo de colegas, quando insistiam com ela para que os seguisse em uma malvadeza: É preciso muita coragem para ser covarde, isto é, quando todos tentam obrigar você a fazer uma coisa que você acredita não seja certa, e eles o chamam de covarde, é preciso muita coragem para afirmar: “Sim, eu sou covarde".

Importante esclarecer aos filhos a diferença entre coragem e fanfarronice.

Coragem silenciosa é a que devemos procurar incutir em nossos pequenos. Coragem de dizer não ao que se tem certeza seja errado. Coragem de se aproximar de uma criança sem amigos e lhe dizer: Olá, como vai? Quer brincar comigo?

Como pais, devemos estar atentos às tentativas que as crianças realizam, para superar dificuldades e incentivá-las.

Se uma criança pequena está aprendendo a andar de bicicleta, somente o fato dela conseguir sentar-se nela, deve ser motivo de elogio. O importante é tentar, mesmo que não tenha sucesso. Toda tentativa deve ser incentivada, estimulando-a a tentar outra vez e outra e outra, enquanto vamos lhe afirmando que ela está cada vez melhor.

Quando o bebê consegue levar o alimento à boca com a colher, quando sobe no sofá, quando se mantém em pé, sozinho, pela primeira vez. São todos momentos de suma importância e que devem ser incentivados.

Caiu? Levante. Tente outra vez. Não conseguiu montar o brinquedo? Vamos tentar juntos, de novo.

Nossos filhos terão coragem se os prepararmos corretamente, se os ensinarmos a pensar sempre antes de agir, a dizer não com confiança e encorajando-os a praticar o que lhes pareça mais difícil.

Não há quem, frente a algo novo, não sinta o coração bater descompassado. É bom que nossos filhos saibam que nós, adultos, também temos coisas difíceis a realizar e que nos exigem coragem.

Incentivemos neles a coragem moral, aquela que se expressa em não ir atrás dos demais colegas ou amigos que estão fazendo alguma coisa errada.

A coragem moral de dizer a verdade quando seria bem mais oportuno pregar uma mentira.

Sejamos para os nossos filhos um modelo de coragem, pois as crianças aprendem aquilo que vivem. E todos os dias elas nos observam, veem e imitam.

*   *   *

Uma boa maneira para exercitar a coragem é incentivar as crianças a falar, olhando nos olhos do outro.

Ser corajoso significa também não ter o que ocultar do outro.

Quando olhamos uns nos olhos dos outros é como se estivéssemos dizendo em alto e bom som:  Confio em você e você pode confiar em mim.