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segunda-feira, 13 de abril de 2020

13 de Abril - Dia do Jovem

Esta data celebra uma das fases da vida humana de maior descobertas, experiências e aventuras: a juventude.

De acordo com a Organização das Nações Unidas – ONU, os indivíduos entre os 15 e 24 anos são considerados jovens.

Durante a juventude tudo é possível! As pessoas ainda têm a possibilidade de escolher o rumo que quiserem para as suas vidas. Este é o momento-chave para começar a construir o futuro que o jovem terá quando for adulto.

A juventude é uma fase de muitas escolhas que podem ser decisivas para a vida. O jovem também carrega muitos questionamentos e dúvidas. E o Espiritismo como pode contribuir para que esses jovens possam encontrar as respostas que tanto procuram?

Reflexões que mostram o quanto pode ser positivo para os jovens entrarem em contato com o conhecimento espírita desde a infância, ajudando assim na construção de valores éticos e morais e consequentemente norteando melhores caminhos. Em um momento da vida fundamental ao aprimoramento interior, e o espiritismo tem como base argumentos sólidos para o autoconhecimento, com o dinamismo que essa fase da vida necessita.

Seja o envolvimento com trabalhos voluntários, possibilitando a pratica dos ensinamentos de amor e fraternidade contidos no Evangelho do Cristo, ou ajudando no desenvolvimento de suas potencialidades alinhada com a vontade de mudar o mundo dessa geração, o que importa realmente é que exista diálogo entre as famílias e espaço nas casas espíritas para que o jovem tenha a chance da vivência espírita.

Calendarr e Blog Mundo Maior

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

12 de Agosto - Dia Internacional da Juventude

O principal objetivo desta data é focar na educação e conscientização dos jovens sobre a responsabilidade que assumem como representantes do futuro do planeta.

O Dia Internacional da Juventude foi criado, originalmente, através da resolução 54/120, por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1999, como consequência da Conferência Mundial dos Ministros Responsáveis pelos Jovens, em Lisboa, Portugal.

A Assembleia Geral da ONU decretou o ano de 2010 como “Ano Internacional da Juventude”, período em que foram debatidos diversos assuntos relacionados com o tema “Diálogo e Compreensão Mútua”.

Atualmente, por meio do Programa Mundial de Ação para a Juventude, a ONU incentiva ações políticas e diretrizes que ajudam a apoiar a melhoria na qualidade de vida dos jovens de todo o mundo.

Fonte: Calendarr

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Infância e adolescência é foco da mais recente obra do selo AME Brasil Editora

Como inserir um olhar espírita para as principais dúvidas pertinentes a esta fase da vida norteou a realização deste manual

A chegada de mais um espírito para a educação em um lar é um fator de preocupação e dúvidas para muitos familiares incumbidos dessa tarefa.

Como educar seguindo as orientações espíritas?

Não existem regras ou fórmulas, apenas sugestões de quem estuda o assunto e passou pelos mesmos desafios.

Um grupo de pediatras e psicólogos espíritas reuniu neste manual seus saberes vivenciados, traduzidos em dicas e orientações práticas, acompanhadas de reflexões profundas pautadas na Doutrina Espírita.

Assim nasceu a obra Infância & Adolescência - Manual para pais e Evangelizadores, 
cuja organizadora é a pediatra Ana Paula Vecchi, da Associação Médico-Espírita de Goiânia e membro atuante do Departamento de Família da AME-Brasil. 

Ela nos fala na entrevista abaixo sobre o conteúdo e o objetivo do Manual.

Como surgiu a ideia de escrever este manual? Quem faz parte da equipe de elaboração?

Bem, na verdade, a ideia é da Dra. Marlene Nobre, mérito exclusivo dela. Ela tinha um projeto para a AME Brasil com várias frentes de trabalho através de seus departamentos e um deles era a família. Ela apresentou o projeto no MEDNESP 2013 e uma das tarefas deste departamento, particularmente do núcleo da infância, era escrever a “cartilha da infância”. Eu fui tomada por um encantamento e imediatamente me ofereci para desenvolvê-la. Ora, como pediatra e espírita, coordenava naquela época o departamento de família do centro que frequento e desenvolvia um projeto com gestantes carentes e trabalhadoras espíritas, além da “sala de pais” com discussão semanal sobre as dificuldades e maravilhas do educar um filho, mas também do conviver em família. Então a cartilha era um sonho meu também. Corajosamente me levantei e assumi a tarefa; só depois me dei conta da ousadia.

Quais os temas abordados e como foram escolhidos?

Os temas são muito interessantes e abordam desde a vida intrauterina até o final da adolescência. Procuramos enfocar as principais dúvidas e questionamentos de pais atendidos nos consultórios, mas também daqueles que frequentavam a “sala de pais” da casa espírita. Por exemplo: quando tirar a fralda? O bebê dentro do útero pode sentir alguma coisa? O que pensar das dores recorrentes? Como lidar com a criança especial? Qual a minha missão enquanto pais?

O interessante é que os temas me vieram de forma rápida e intuitiva durante o voo de volta daquele MEDNESP 2013 e anotei-os em uma folha e então fomos atrás dos pediatras das AMEs. Entrei em contato com todos e para a nossa alegria contamos com a colaboração irrestrita dos colegas Adriana Kátia Oliveira Lima, Alexandre Serafim, Denise Barcelos Alves, José Fernando de Souza, Márcia Léon, Miriam Leal, Norma Noriko Yamamura Honda. E nos envolvemos tanto que de cartilha virou um livro.

Quando finalmente surgiu a liberação da AME Brasil para a edição, vimos que precisávamos abordar a automutilação e o suicídio na infância e adolescência e convidamos os amigos Arismar Leon e Wesley Assis, ambos com experiência no tema. Pronto, nossa “cartilha” estava completa!

Qual o desafio de inserir o olhar médico-espírita nestes assuntos abordados nesta obra?

Um desafio natural e fascinante de entender a criança e o adolescente como Espíritos imortais, que trazem suas histórias, seus temperamentos e que pais e educadores devem estar atentos para melhor orientá-los. O profissional da área da saúde, médico, psicólogo, fisioterapeuta ou enfermeiro, deve atender as necessidades deste Espírito de forma integral, não vendo somente o corpo, mas vendo a criança no seu contexto familiar, social e espiritual e apoiar os pais amorosamente nessa gratificante tarefa.

Quando e onde será o lançamento?

Infância & Adolescência - Manual para pais e Evangelizadores será lançado no MEDNESP2019, nos dias 20 a 22 de junho, em Teresina, Piauí.

Entrevista publicada no site de O Consolador, por Giovana Campos, Ano 13 - N° 622 - 9 de Junho de 2019.

Encontro estadual das áreas de Estudo do Espiritismo e Infância e Juventude será realizado em agosto


De 23 a 25 de agosto deste ano, a Feemt - Federação Espírita do Estado de Mato Grosso realiza em sua sede, em Cuiabá, o Encontro Estadual de Áreas: Estudo do Espiritismo e Infância e Juventude, que terá como tema: "A Arte de Evangelizar Crianças, Jovens e Adultos para a Era de Regeneração".

Será um evento integrado, na sintonia do que tem sido trabalhado pelo Movimento Espírita nacional nas reuniões do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira (CFN/FEB), o que possibilita uma visão sistêmica do trabalho no Centro Espírita, bem como a participação de um maior número de trabalhadores.

O evento contará com facilitação de Miriam Dusi, coordenadora nacional da Área de Infância e Juventude (CFN/FEB), e Carlos Campetti, coordenador nacional da Área de Estudo do Espiritismo (CFN/FEB). As inscrições serão abertas em breve.
A atividade também contará com transmissão ao vivo em facebook.com/feemt.oficial e youtube.com/feemtplay.

INSCRIÇÕES EM BREVE

QUANDO
23, 24 e 25 de agosto de 2019
Sexta: 19h30 às 22h
Sábado: 8h às 12h - 14h às 18h30
Domingo: 8h30 às 13h

ONDE
Sede da Feemt - Av. Djalma Ferreira de Souza, nº 260, Morada do Ouro, Cuiabá - MT

TRANSMISSÃO AO VIVO
www.facebook.com/feemt.oficial
www.youtube.com/feemtplay

FACILITADORES
Miriam Dusi - Coordenadora nacional da Área de Infância e Juventude do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira.
Carlos Campetti - Coordenador nacional da Área de Estudo do Espiritismo do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira

INSCRIÇÕES
Em breve

MAIS INFORMAÇÕES
(65) 3644-2727 | comunicacao@feemt.org.br

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Juventude, depressão e mocidade espírita

É primordial que as mocidades espíritas tratem desse assunto, para que os jovens se sintam acolhidos e vejam que ali é um lugar em que eles podem confiar e buscar ajuda quando precisarem

É comum conhecermos pessoas, amigos ou familiares, que já relataram ter um quadro de depressão, visto que os índices vêm aumentando nos últimos tempos. Algumas pesquisas apontam que 300 milhões de pessoas sofram dessa doença no mundo, e só no Brasil 5,8% da população têm depressão — algo em torno de 11,5 milhões de pessoas.

Quando analisados esses dados causam-nos até um choque, mas são reais e precisamos ficar atentos quanto a essa realidade. Alguns estudos vão além: dizem que 800 mil pessoas morrem por suicídio anualmente, sendo que esse tipo de morte é a quarta que mais mata entre jovens de 19 a 29 anos, sendo, na maior parte dos casos, vinculada a sintomas depressivos.

Este cenário pede para nós, jovens e casas espíritas, uma atenção especial. Lá no livro Obras Póstumas veremos um pequeno parágrafo no item intitulado “Regeneração da Humanidade”, que fará referência a essa situação. Vou colocá-lo na íntegra.

“E, como se não se operasse com bastante rapidez a destruição, os suicídios se multiplicarão em proporções inauditas, até entre as crianças. A loucura jamais terá atingido tão grande quantidade de homens que, antes mesmo de morrerem, estarão riscados do número dos vivos. São esses os verdadeiros sinais dos tempos e tudo isso se cumprirá pelo encadeamento das circunstâncias, como já o dissemos, sem que haja a mais ligeira derrogação das leis da Natureza.”

Vemos aqui um alerta para Humanidade no que diz respeito ao período de transição por que estamos passando. Nele enfrentaremos problemas sociais e de saúde enormes. E por meio das pesquisas citadas podemos verificar que esse momento de regeneração chegou.

Mas, e aí? Qual a nossa postura? O que devemos fazer?

Acredito que devemos primeiramente conhecer e estudar sobre depressão nos adultos e nos jovens, porque apesar de apresentarem sintomas muito próximos, existem algumas peculiaridades de cada idade. Além disso, é fundamental saber quais terapêuticas existem para auxiliar nesse transtorno, a fim de que possamos indicá-las às pessoas que chegam na casa espírita com algum sintoma.

Isso tudo serve para que possamos melhor acolher aqueles corações que vão até os centros espíritas, porque, infelizmente, muitas pessoas não entendem que a depressão é uma doença real e que exige tratamento, e acabam por negligenciá-la.

O nosso preparo, com as alternativas que a medicina nos oferece de tratamento, aliado ao conhecimento e o tratamento espírita, podem evitar que esses suicídios venham a ocorrer. Por isso, é importante que esclareçamos as pessoas quanto a alguns pontos principais da Doutrina Espírita, como o conhecimento e entendimento de Deus, a nossa realidade espiritual e a Lei de Reencarnação, além de indicar passes, estudos e palestras, para que se construa uma conexão com os Espíritos amigos.

E no que diz respeito à juventude, é primordial que as mocidades espíritas tratem desse assunto, para que os jovens se sintam acolhidos e vejam que ali é um lugar em que eles podem confiar e buscar ajuda quando precisarem. Porque é no movimento jovem que são construídas amizades que nos dão sustento para os momentos difíceis e que podemos levar para a vida toda.

Portanto, o Espiritismo e o movimento espírita têm um papel importante nesse período de transição, pois esclarecem as pessoas quanto à realidade da vida e de Deus, consolando os corações nas horas de aflição.

Fonte: site da Revista O Clarim, por Frederico Sales da Silva (fredericosaless@gmail.com) em 01/05/2019

sexta-feira, 15 de março de 2019

Texto que anda circulando pela rede... ótima reflexão!

Há uma tragédia silenciosa em nossas casas

Há uma tragédia silenciosa que está se desenvolvendo hoje em nossas casas e diz respeito às nossas joias mais preciosas: nossos filhos. Nossos filhos estão em um estado emocional devastador! Nos últimos 15 anos, os pesquisadores nos deram estatísticas cada vez mais alarmantes sobre um aumento agudo e constante da doença mental da infância que agora está atingindo proporções epidêmicas:

As estatísticas:

• 1 em cada 5 crianças tem problemas de saúde mental;
• um aumento de 43% no TDAH foi observado;
• um aumento de 37% na depressão adolescente foi observado;
• um aumento de 200% na taxa de suicídio foi observado em crianças de 10 a 14 anos.

O que está acontecendo e o que estamos fazendo de errado?

As crianças de hoje estão sendo estimuladas e superdimensionadas com objetos
materiais, mas são privadas dos conceitos básicos de uma infância saudável, tais como:

• pais emocionalmente disponíveis;
• limites claramente definidos;
• responsabilidades;
• nutrição equilibrada e sono adequado;
• movimento em geral, mas especialmente ao ar livre;
• jogo criativo, interação social, oportunidades de jogo não estruturadas  e espaços para o tédio.

Em contraste, nos últimos anos as crianças foram preenchidas com:

• pais digitalmente distraídos;
• pais indulgentes e permissivos que deixam as crianças “governarem o mundo” e sem quem estabeleça as regras;
• um sentido de direito, de obter tudo sem merecê-lo ou ser responsável por obtê-lo;
• sono inadequado e nutrição desequilibrada;
• um estilo de vida sedentário;
• estimulação sem fim, armas tecnológicas, gratificação instantânea e ausência de momentos chatos.

O que fazer?

Se queremos que nossos filhos sejam indivíduos felizes e saudáveis, temos que acordar e voltar ao básico. Ainda é possível!

Muitas famílias veem melhorias imediatas após semanas de implementar as seguintes recomendações:

• Defina limites e lembre-se de que você é o capitão do navio. Seus filhos se sentirão mais seguros sabendo que você está no controle do leme.
• Oferecer às crianças um estilo de vida equilibrado, cheio do que elas PRECISAM, não apenas o que QUEREM. Não tenha medo de dizer “não” aos seus filhos se o que eles querem não é o que eles precisam.
• Fornecer alimentos nutritivos e limitar a comida lixo.
• Passe pelo menos uma hora por dia ao ar livre fazendo atividades como: ciclismo, caminhadas, pesca, observação de aves/insetos.
• Desfrute de um jantar familiar diário sem smartphones ou tecnologia para distraí-lo.
• Jogue jogos de tabuleiro como uma família ou, se as crianças são muito jovens para os jogos de tabuleiro, deixe-se guiar pelos seus interesses e permita que sejam eles que mandem no jogo.
• Envolva seus filhos em trabalhos de casa ou tarefas de acordo com sua idade (dobrar a roupa, arrumar brinquedos, dependurar roupas, colocar a mesa, alimentação do cachorro etc.)
• Implementar uma rotina de sono consistente para garantir que seu filho durma o suficiente. Os horários serão ainda mais importantes para crianças em idade escolar.
• Ensinar responsabilidade e independência. Não os proteja excessivamente contra qualquer  frustração ou erro. Errar os ajudará a desenvolver a resiliência e a aprender a superar os desafios da vida.
• Não carregue a mochila dos seus filhos, não lhes leve a tarefa que esqueceram, não descasque as bananas ou descasque as laranjas se puderem fazê-lo por conta própria  (4-5 anos). Em vez de dar-lhes o peixe, ensine-os a pescar. 
• Ensine-os a esperar e atrasar a gratificação.
• Fornecer oportunidades para o “tédio”, uma vez que o tédio é o momento em que a criatividade desperta. Não se sinta responsável por sempre manter as crianças entretidas.
• Não use a tecnologia como uma cura para o tédio ou ofereça-a no primeiro segundo de inatividade.
• Evite usar tecnologia durante as refeições, em carros, restaurantes, shopping centers.Use esses momentos como oportunidades para socializar e treinar cérebros para saber como funcionar quando no modo “tédio”.
• Ajude-os a criar uma “garrafa de tédio” com ideias de atividade para quando estão entediadas.
• Estar emocionalmente disponível para se conectar com as crianças e ensinar-lhes autorregulação e habilidades sociais.
• Desligue os telefones à noite quando as crianças têm que ir para a cama para evitar a distração digital.
• Torne-se um regulador ou treinador emocional de seus filhos. Ensine-os a reconhecer e gerenciar suas próprias frustrações e raiva.
• Ensine-os a dizer “olá”, a se revezar, a compartilhar sem se esgotar de nada, a agradecer e agradecer, reconhecer o erro e pedir desculpas (não forçar), ser um modelo de todos esses valores.
• Conecte-se emocionalmente – sorria, abrace, beije, faça cócegas, leia, dance, pule, brinque ou rasteje com elas.

 E compartilhe se você percebeu a importância desse texto!

Fonte: CENTRO DE EDUCAÇÃO INTEGRADA LTDA. Por Luis Rojas Marcos - Médico Psiquiatra. Membro das Escolas Associadas da Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Matamos uma geração?

"Me deixa! Estou estressado!" A geração que se estressa e se frustra por tudo. Que se considera eternamente infeliz. O que buscam esses meninos? O que lhes prometeram? Que o importante é ser feliz? Que ele pode ser o que quiser no lugar que quiser? Que se estudar faculdade X vai se realizar, que se estudar na escola Y vai passar direto e depois é só correr para o abraço? 

Jovens que vão aos consultórios com demandas frágeis e de muito sofrimento. A dor da falta do não faltar. Sensação  de não pertencimento, de estar perdido, de não saber o que quer da vida, nem saber se quer alguma coisa. Geração de poucos adjetivos. O show das três bandas foi TOP, a viagem à Disney foi LEGAL. O aniversário no buffet foi NORMAL. O casamento da melhor amiga foi CHATO. E se sente frustrado, mas não identifica o que lhe falta. Chora pelo golfinho ferido, mas não tira seu prato da mesa do shopping. A culpa é do machismo, é dos facistas, das feministas, dos petistas, dos istas.

Colaborar em casa é "favor", arcar com despesas nem pensar, participar de tarefas, seja fazer mercado, alimentar os dogs, ir ao banco, cartório, farmácia... tudo é postergado, é exaustivo. Geração das polpas de frutas, não descasca laranja, não chupa caroço de manga. Vive de sonhos áureos, mas não quer pisar no chão quente para alcançá-los. Começar a trabalhar sem muito ganhar, nem pensar. Quem marca suas consultas, médicos, dentistas? Não visita avós, não sai de seus quartos fantasiando no mundo irreal do Instagram. Aponta defeitos em comentários nas redes sociais. Não elogia. 

Acredita que todos exigem muito deles. Não oferece seus préstimos. Reclama do mínimo obstáculo. Culpa os pais por "forçarem a barra".

Na escola, solucionaram problemas matemáticos em turmas avançadas e não conseguem solucionar problemas reais de tirar segunda via de boletos, de ir à repartição pública e lidar com burocracias... Querem respostas rápidas, fáceis e ficam aborrecidos sempre, mesmo quando essa resposta vem. Entediam-se. Trocam de escola, de curso, de emprego, de parceiros, de amigos, nada e nem ninguém os compreende. Nada preenche. Culpam o sistema, a família, o amigo difícil, o porteiro chato, a coordenadora do curso, a lei, o chefe que exige. Reclama do almoço, de não ter roupa pra sair, de não ter dinheiro. Passa o dia no ar-condicionado, consumindo o salário dos pais. Anda de carro, Uber, táxi... Não lava suas cuecas nem suas calcinhas. Não busca conhecimento. Nem espiritualidade. Não se encanta com decorações natalinas, nem com um ipê florido no meio da avenida. Reivindica direito de expressão e não oferece ação. Atitude. Considera-se vítima dos pais. Julgam. Juízes duros!

Impiedosos! Condenam. Choram pelo cachorro maltratado e desejam que o homem seja esquartejado. Compaixão duvidosa. Amorosidade mínima. "Preciso disso! Tem que aquilo!" E haja insatisfação! Infelicidade. Descontentamento. Adoecimento. Depressão. Suicídio...

Geração estragada. Inconformada. Presa em suas desculpas. Acomodada em suas gaiolas de ouro. Inerte, não assume a responsabilidade de viver, de se mexer, de traçar seu caminho, de enfrentar o que está fora da caverna de Platão.

Posta sorrisos, praias paradisíacas, mas não se banha do mar curador.  Limpam o lixo na praia com os amigos e não arrumam a própria cama. Em casa, estampa tristeza, sofrimento, dor... a dor de ter que crescer sem fazer por onde merecer.

Escrito por Cristiane Soares Galdino, postado no Instagram