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sábado, 21 de setembro de 2019

21 de Setembro - Dia do Adolescente

A adolescência é uma fase do desenvolvimento do ser humano em que a pessoa passa por algumas das principais mudanças em seu corpo. Consiste numa etapa transitória que separa a infância da vida adulta.

Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) considere que a adolescência abrange o período compreendido entre os 12 e os 18 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a adolescência vai dos 10 aos 19 anos de idade.

Exatamente por ser um período de muitas mudanças e descobertas, a adolescência precisa ser acompanhada de perto pelos pais ou responsáveis.

Assim, o Dia do Adolescente serve para ajudar a conscientizar as pessoas sobre a necessidade de construir um vínculo de diálogo com os jovens, abordando os principais assuntos que são relevantes nesta fase, como a sexualidade, o futuro profissional e a identidade do indivíduo.

Origem do Dia do Adolescente

O Dia do Adolescente é comemorado em 21 de setembro desde 1996. A sua criação surgiu com a proposta de lei feita pelo deputado Horário de Matos Neto (1951-2008).

Visão espírita da adolescência e do adolescente

Longe de constituir-se uma doença, uma enfermidade ou um estado anormal, a adolescência é uma fase perfeitamente natural e compreensível na vida de cada indivíduo encarnado. É, sem dúvida, um importante momento para que se realize a Vontade Divina de colocá-lo na base da estruturação para o enfrentamento das situações-problemas que a vida física oferece, para, através do esforço intelectual e emocional, resolvê-las, e para desenvolver os seus potenciais no Bem, as virtudes imprescindíveis para o alcance da felicidade, intuitivamente acalentada no íntimo por todas as criaturas.

O adolescente é um Espírito imortal e preexistente, agindo no sentido de definir sua situação atual no mundo; de assumir a sua liberdade e o exercício de seu livre-arbítrio; de estabelecer o seu campo de ação na sociedade; de consolidar os laços afetivos com olhos na realidade, acordando do sonho necessário que acalentava-lhe a infância, enquanto descansava e se refazia como Espírito para o início de uma nova batalha evolutiva. Ao adolescente deve-se favorecer com a atenção, com o carinho, com o respeito, com a aceitação de sua realidade e situação.

Entretanto, entendamos que a adolescência é um meio, um a fazer, um caminho para alcançar o objetivo espiritual na presente encarnação; a autoconsciência de sua individualidade e a construção de sua individualidade no mundo.

Para tanto, é também imprescindível que se acompanhem os passos do adolescente, que se caminhe ao seu lado ajudando-o a trazer à tona sua capacidade de discernimento, confrontando as decisões com a conjuntura mundana moderna.

Por isso, a todos esses favorecimentos devidos ao adolescente descritos acima, devem-se associar as noções de disciplina, de hierarquia e de responsabilidade, sem as quais estará em desvantagem para enfrentar as relações sociais e as batalhas do cotidiano.

O adolescente, portanto, precisa de autodisciplina, de autoconfiança, independência e adaptabilidade, mas para esse encontro, que se faz lentamente, há que contar com a presença de seus pais ou responsáveis a lhe assegurarem estas condições, pela ação contínua e precisa, ponderada e de incentivo, amorosa e equilibrada, protecional e libertadora; soltando-lhe suavemente as mãos para que, à maneira de quando deu os seus primeiros passos materiais na infância, equilibre os seus passos na estrada da vida.

Liberdade com responsabilidade, confiança com prudência, ação com segurança, sentimento com razão!

Texto de Francisco Cajazeiras publicado no site Instituto Beneficente Chico Xavier

Publicação com informações de Calendarr

domingo, 14 de julho de 2019

Evangelização das crianças: Estamos enxergando o essencial?

A evangelização de crianças tem sido uma preocupação constante de muitas famílias. Nem sempre as crianças se interessam em ir para a Igreja/Centro Espírita/Templo. Preferem ficar em casa jogando videogame, vendo desenho ou brincando com os amigos. Mas os pais não podem permitir esse tipo de comportamento, têm que saber orientar e determinar horários e compromissos. As crianças precisam aprender desde muito pequenas sobre os ensinamentos deixados por Jesus.

Mas como despertar o interesse das crianças pelas coisas de Deus? – muitos se perguntam. Acredite, isso não é tão difícil. Acompanhe aqui três dicas práticas que irão te ajudar a transmitir valores espirituais para os pequenos e ainda a estabelecer uma rotina espiritual para eles.

Desperte a curiosidade das crianças

Por natureza, crianças são curiosas e exploradoras, e ano após ano essa curiosidade vai ficando cada vez mais aguçada. Constantemente elas estão em busca de novidade e costumam questionar sobre tudo o que veem e ouvem. Por isso, aproveite essas características. Elas são  ótimas aliadas na tarefa de evangelização de crianças. 


Detalhe importante: crianças gostam de imaginar o que estão ouvindo, por isso aproveite para contar historinhas de maneira lúdica e rica em detalhes. 


Livros também são objetos de evangelização


Aproveite o interesse natural que as crianças têm por livros e vá com elas até uma livraria.  Nessas livrarias há uma vasta literatura que vai te ajudar na tarefa de transmitir os valores e a doutrina que segue para os pequenos. Deixe que ela observe os livros e escolha um ou dois títulos para levar pra casa.


Mesmo que o seu filho já saiba ler, aproveite para ler com ele os livros que vocês adquiriam juntos. E se ele ainda não lê sozinho, conte a história despertando emoções nele. Brinque com a entonação da voz, modifique sua voz para cada personagem. Torne esse momento agradável e divertido e ele sempre vai querer ler ou ouvir mais histórias.

Crie uma rotina de oração

Escolha um momento do dia para criar o hábito da oração com as crianças e, o que é muito importante, o Evangelho no Lar. Seja pela manhã, tarde ou à noite – o importante é que esse momento seja diário.

É importante também incentivar momentos do Evangelho com toda a família.  

Ações práticas como essas tornam a evangelização de crianças algo simples e até divertido. Basta criatividade e um pouco de dedicação.

Fonte: site da Igreja Católica Apostólica Romana com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Infância e adolescência é foco da mais recente obra do selo AME Brasil Editora

Como inserir um olhar espírita para as principais dúvidas pertinentes a esta fase da vida norteou a realização deste manual

A chegada de mais um espírito para a educação em um lar é um fator de preocupação e dúvidas para muitos familiares incumbidos dessa tarefa.

Como educar seguindo as orientações espíritas?

Não existem regras ou fórmulas, apenas sugestões de quem estuda o assunto e passou pelos mesmos desafios.

Um grupo de pediatras e psicólogos espíritas reuniu neste manual seus saberes vivenciados, traduzidos em dicas e orientações práticas, acompanhadas de reflexões profundas pautadas na Doutrina Espírita.

Assim nasceu a obra Infância & Adolescência - Manual para pais e Evangelizadores, 
cuja organizadora é a pediatra Ana Paula Vecchi, da Associação Médico-Espírita de Goiânia e membro atuante do Departamento de Família da AME-Brasil. 

Ela nos fala na entrevista abaixo sobre o conteúdo e o objetivo do Manual.

Como surgiu a ideia de escrever este manual? Quem faz parte da equipe de elaboração?

Bem, na verdade, a ideia é da Dra. Marlene Nobre, mérito exclusivo dela. Ela tinha um projeto para a AME Brasil com várias frentes de trabalho através de seus departamentos e um deles era a família. Ela apresentou o projeto no MEDNESP 2013 e uma das tarefas deste departamento, particularmente do núcleo da infância, era escrever a “cartilha da infância”. Eu fui tomada por um encantamento e imediatamente me ofereci para desenvolvê-la. Ora, como pediatra e espírita, coordenava naquela época o departamento de família do centro que frequento e desenvolvia um projeto com gestantes carentes e trabalhadoras espíritas, além da “sala de pais” com discussão semanal sobre as dificuldades e maravilhas do educar um filho, mas também do conviver em família. Então a cartilha era um sonho meu também. Corajosamente me levantei e assumi a tarefa; só depois me dei conta da ousadia.

Quais os temas abordados e como foram escolhidos?

Os temas são muito interessantes e abordam desde a vida intrauterina até o final da adolescência. Procuramos enfocar as principais dúvidas e questionamentos de pais atendidos nos consultórios, mas também daqueles que frequentavam a “sala de pais” da casa espírita. Por exemplo: quando tirar a fralda? O bebê dentro do útero pode sentir alguma coisa? O que pensar das dores recorrentes? Como lidar com a criança especial? Qual a minha missão enquanto pais?

O interessante é que os temas me vieram de forma rápida e intuitiva durante o voo de volta daquele MEDNESP 2013 e anotei-os em uma folha e então fomos atrás dos pediatras das AMEs. Entrei em contato com todos e para a nossa alegria contamos com a colaboração irrestrita dos colegas Adriana Kátia Oliveira Lima, Alexandre Serafim, Denise Barcelos Alves, José Fernando de Souza, Márcia Léon, Miriam Leal, Norma Noriko Yamamura Honda. E nos envolvemos tanto que de cartilha virou um livro.

Quando finalmente surgiu a liberação da AME Brasil para a edição, vimos que precisávamos abordar a automutilação e o suicídio na infância e adolescência e convidamos os amigos Arismar Leon e Wesley Assis, ambos com experiência no tema. Pronto, nossa “cartilha” estava completa!

Qual o desafio de inserir o olhar médico-espírita nestes assuntos abordados nesta obra?

Um desafio natural e fascinante de entender a criança e o adolescente como Espíritos imortais, que trazem suas histórias, seus temperamentos e que pais e educadores devem estar atentos para melhor orientá-los. O profissional da área da saúde, médico, psicólogo, fisioterapeuta ou enfermeiro, deve atender as necessidades deste Espírito de forma integral, não vendo somente o corpo, mas vendo a criança no seu contexto familiar, social e espiritual e apoiar os pais amorosamente nessa gratificante tarefa.

Quando e onde será o lançamento?

Infância & Adolescência - Manual para pais e Evangelizadores será lançado no MEDNESP2019, nos dias 20 a 22 de junho, em Teresina, Piauí.

Entrevista publicada no site de O Consolador, por Giovana Campos, Ano 13 - N° 622 - 9 de Junho de 2019.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Felicidade Possível

Dizem que é impossível ser feliz na Terra. Muitas experiências dolorosas são vivenciadas sem que pareçam nada ter a ver com a vontade do ser humano, de modo que o sonho da felicidade se esvai como areia por entre os dedos. Nesse passo não é difícil encontrar quem esmoreça, quem desista ou perca a fé, além daqueles que tomam pela força o que a vida não lhes deu, na intenção de obterem uma falsa e efêmera “felicidade”.

Ainda que no planeta existam grandes expiações e árduas provas, com alegrias não raramente passageiras, não se deve esmorecer na busca por uma vivência feliz. Sob a luz da ótica espírita as dificuldades pelas quais passa a humanidade podem ser compreendidas através dos esclarecimentos das leis de causa e efeito e de reencarnação, que fazem despontar a justiça e a educação do espírito, pois experiências difíceis tiram os indivíduos de sua zona de conforto e os fazem progredir.

Muitas dificuldades são colheitas semeadas pelo próprio homem – ou seja, são consequências de suas decisões e ações – e como há em muitos seres humanos, ainda, fortes condutas egoísticas e orgulhosas que os estimulam a agir equivocadamente, é mais previsível e comum ser infeliz.

Sejamos razoáveis, o problema está na esperança de encontrá-la apenas na saúde perfeita, na beleza irretocável, nos bens materiais, no amor correspondido, na satisfação dos desejos, quando ela está na consciência tranquila e na noite dormida com a alma em paz.

A felicidade é um estado de espírito que se pode conquistar, fruto de um processo que depende exclusivamente de cada um. Para encontrá-la em futuro não tão distante bastaria evitar condutas de consequências negativas, optando sempre pela ação positiva de pensar, falar e agir pelo melhor.

A temática é especialmente relevante no começo de cada ano, pois o ser humano adora simbologias que lhe deem “motivos” para seguir adiante. Por isso, na época mágica da contagem do tempo no ano novo, muitos dizem a si mesmos que farão o que poderiam ter feito a qualquer momento do ano anterior.

Devemos buscar a felicidade que é possível ter, mas não precisamos esperar o ano novo para isso, tampouco a encontraremos apenas na satisfação das nossas diversas ambições materiais. A verdade é que ninguém será feliz sem a alma em paz e para isso é imperioso trabalhar no Bem.

Por VANIA MUGNATO DE VASCONCELOS para o site Portal do Espírito, em 16/03/2018