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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Juventude, depressão e mocidade espírita

É primordial que as mocidades espíritas tratem desse assunto, para que os jovens se sintam acolhidos e vejam que ali é um lugar em que eles podem confiar e buscar ajuda quando precisarem

É comum conhecermos pessoas, amigos ou familiares, que já relataram ter um quadro de depressão, visto que os índices vêm aumentando nos últimos tempos. Algumas pesquisas apontam que 300 milhões de pessoas sofram dessa doença no mundo, e só no Brasil 5,8% da população têm depressão — algo em torno de 11,5 milhões de pessoas.

Quando analisados esses dados causam-nos até um choque, mas são reais e precisamos ficar atentos quanto a essa realidade. Alguns estudos vão além: dizem que 800 mil pessoas morrem por suicídio anualmente, sendo que esse tipo de morte é a quarta que mais mata entre jovens de 19 a 29 anos, sendo, na maior parte dos casos, vinculada a sintomas depressivos.

Este cenário pede para nós, jovens e casas espíritas, uma atenção especial. Lá no livro Obras Póstumas veremos um pequeno parágrafo no item intitulado “Regeneração da Humanidade”, que fará referência a essa situação. Vou colocá-lo na íntegra.

“E, como se não se operasse com bastante rapidez a destruição, os suicídios se multiplicarão em proporções inauditas, até entre as crianças. A loucura jamais terá atingido tão grande quantidade de homens que, antes mesmo de morrerem, estarão riscados do número dos vivos. São esses os verdadeiros sinais dos tempos e tudo isso se cumprirá pelo encadeamento das circunstâncias, como já o dissemos, sem que haja a mais ligeira derrogação das leis da Natureza.”

Vemos aqui um alerta para Humanidade no que diz respeito ao período de transição por que estamos passando. Nele enfrentaremos problemas sociais e de saúde enormes. E por meio das pesquisas citadas podemos verificar que esse momento de regeneração chegou.

Mas, e aí? Qual a nossa postura? O que devemos fazer?

Acredito que devemos primeiramente conhecer e estudar sobre depressão nos adultos e nos jovens, porque apesar de apresentarem sintomas muito próximos, existem algumas peculiaridades de cada idade. Além disso, é fundamental saber quais terapêuticas existem para auxiliar nesse transtorno, a fim de que possamos indicá-las às pessoas que chegam na casa espírita com algum sintoma.

Isso tudo serve para que possamos melhor acolher aqueles corações que vão até os centros espíritas, porque, infelizmente, muitas pessoas não entendem que a depressão é uma doença real e que exige tratamento, e acabam por negligenciá-la.

O nosso preparo, com as alternativas que a medicina nos oferece de tratamento, aliado ao conhecimento e o tratamento espírita, podem evitar que esses suicídios venham a ocorrer. Por isso, é importante que esclareçamos as pessoas quanto a alguns pontos principais da Doutrina Espírita, como o conhecimento e entendimento de Deus, a nossa realidade espiritual e a Lei de Reencarnação, além de indicar passes, estudos e palestras, para que se construa uma conexão com os Espíritos amigos.

E no que diz respeito à juventude, é primordial que as mocidades espíritas tratem desse assunto, para que os jovens se sintam acolhidos e vejam que ali é um lugar em que eles podem confiar e buscar ajuda quando precisarem. Porque é no movimento jovem que são construídas amizades que nos dão sustento para os momentos difíceis e que podemos levar para a vida toda.

Portanto, o Espiritismo e o movimento espírita têm um papel importante nesse período de transição, pois esclarecem as pessoas quanto à realidade da vida e de Deus, consolando os corações nas horas de aflição.

Fonte: site da Revista O Clarim, por Frederico Sales da Silva (fredericosaless@gmail.com) em 01/05/2019

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Amor: a ponte entre o eu e o mundo

Imagem aleatória
No feriado da semana passada, a USE (União das Sociedades Espíritas) do Estado de São Paulo e a USE Regional de Araçatuba promoveram um evento que entrou para a história do Movimento Espírita da região: a 54ª Comenoesp (Confraternização das Mocidades Espíritas do Noroeste do Estado de São Paulo). Quase 150 participantes provenientes de 32 cidades paulistas e do Paraná estiveram alojados de 19 a 21 de abril na Escola Municipal Henny Ferraz Homem, no bairro Ipanema.


Curiosamente, algumas pessoas, inclusive espíritas, desconhecem que o Movimento Espírita promove esse tipo de encontro, que entendo ser de grande importância para o despertamento para algo tão especial. Os eventos ocorrem há muito tempo: essa edição foi a de número 54.


A importância dos jovens no Espiritismo é algo que não aquilatamos. Alguns foram essenciais na codificação de Allan Kardec. Vale lembrar que Ruth Celine Japhet (19 anos) e as irmãs Caroline e Julie Baudin (18 e 15 anos) foram médiuns utilizadas por ele para o desenvolvimento do trabalho. Temos também Gabriel Delanne, que aos 25 anos fundou a União Espírita Francesa.

E, naturalmente, o “nosso” querido Chico Xavier, que começou a psicografar aos 17 anos e, em junho de 1927, nessa idade, ajudou a fundar o Centro Espírita Luiz Gonzaga, na cidade mineira de Pedro Leopoldo. O primeiro livro dele, “Parnaso de além-túmulo”, foi publicado pela Federação Espírita Brasileira (FEB) quando o médium contava 22 anos de idade.

Mocidade Espírita reúne um grupo de jovens, amigos, uma família determinada a estudar os ensinos morais de Jesus e sua relação com os temas atuais, além de promover a formação de pessoas de bem e estimular a interação: consigo, com o próximo e com Deus.

A participação do jovem nas atividades do Centro Espírita é fundamental: não é somente uma promessa para o futuro, mas força realizadora do presente.

Aqui cabem considerações do assessor do DM4 (Departamento de Mocidade) da USE Estadual, Vander Teixeira Prado: “Com o tema ‘Amor: a ponte entre o eu e o mundo’, a 54ª Comenoesp foi um sucesso! É o resultado de um ano de muito estudo e trabalho da equipe de monitoria e dos secretários da 4ª Assessoria, com muito carinho e muita dedicação. Além dos diversos estudos tivemos apresentações artísticas com diferentes linguagens, como música, poesias, desenhos, show da banda Terceira Estação, além de muita integração, com brincadeiras e cantinhos de arte, jogos, leituras. Com as vivências aplicadas conseguimos ajudar o jovem a construir uma ponte entre seu coração e o mundo, estruturada pelos ensinamentos de Jesus”.

Uma das jovens representou o grupo em momento de reflexões realizado na noite de sábado, 20 de abril, com as presenças de alguns jovens há mais tempo. Ana Laura, proveniente da paranaense Cornélio Procópio, afirmou que “é sempre muito bom estar no evento, rever os amigos de outras cidades, aprender um pouco mais de Jesus e de nós mesmos. Não vejo a hora de chegar o próximo encontro.”

Mais essa ponte, “estruturada” em Araçatuba, facilitará o caminho…

Por: Roberto César dos Santos, gestor de recursos humanos, dirigente da USE (União das Sociedades Espíritas) Regional de Araçatuba e voluntário na Instituição Nosso Lar, na mesma cidade. Descreve esta Face Espírita/Ano 11 para publicação exclusiva na Folha da Região.