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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Fatores de felicidade

Solicito ao leitor refletir comigo na seguinte frase: “…é um conjunto harmonioso e belo; é uma filosofia que estende as suas investigações sobre todos os conhecimentos humanos; é uma ciência sólida, irresistível, porque se baseia em fatos que denunciam o seu caráter científico; é além de tudo uma luz poderosa que nos ilumina a inteligência, aclara o raciocínio de tal modo que, muitas vezes, nos maravilhamos de sua lógica irrepreensível, de sua harmonia de vistas com o Bem e o Belo, os grandes fatores da verdadeira felicidade.

Antes de identificarmos o autor e fonte da transcrição, analisemos alguns de seus itens. Comecemos pelo “estende as suas investigações sobre todos os conhecimentos humanos”. Ora, isto abre uma enorme perspectiva para o pensamento humano, de vez que permite abarcar todos (destacamos) os conhecimentos humanos. Aí já encontramos a abertura e a ausência de preconceitos, através de uma investigação filosófica sadia e coerente.

Na sequência, “baseia-se em fatos”. Ora, se é uma ciência que se baseia em fatos isenta-se de especulações, improvisações, teorias pré-concebidas e mesmo interesses parciais; sendo fatos enquadra-se em leis naturais, expulsando o fanatismo e quaisquer tentativas de fatos espetaculosos ou classificados como sobrenaturais. E mais, sendo de “caráter científico”, baseia-se em investigações, observações, pesquisas permanentes.

Sendo “luz que ilumina a inteligência, aclara o raciocínio (…)”, com “lógica irrepreensível”, apresenta indicativo de que apela à razão, ao refletir, ao raciocínio mesmo, para que seja entendido, à luz da lógica e do bom senso, e nunca aceito cegamente.

Finalmente, em “harmonia de vistas com o Bem e o Belo”. Ora, aí está um verdadeiro programa de felicidade, pois se buscarmos o bem e o belo, estaremos embasados na moral e portanto, sem causar prejuízos a terceiros, fiéis à própria consciência, cuja voz é a diretriz que norteia o comportamento humano.

Pois bem, esse “conjunto harmonioso e belo” é a Doutrina Espírita, cujo conhecimento e vivência abre um mundo novo à perspectiva intelectual e moral, porque explica as razões e os porquês humanos. O autor da frase é Cairbar Schutel, o Bandeirante do Espiritismo, que de Matão, batalhou para espalhar essa maravilhosa luz.

E somente conhecendo o Espiritismo, saberemos entender a frase transcrita.

Autor: Orson Peter Carrara, publicado no site Portal do Espírito em 12/11/2019.

domingo, 3 de novembro de 2019

Desafios existenciais

O maior desafio da existência física é o bem viver.

A maioria das pessoas permanece sempre preocupada em viver bem, isto é: ser detentora de coisas, como uma residência confortável com piscina e espaço para recreação; um automóvel de preferência importado; um novo celular, equivale dizer, o mais recente; situação agradável na vida social; destaque e poder… Para consegui-lo, investe todos os esforços, mesmo aqueles que não são éticos, porque os seus são direitos inalienáveis, e quando algo acontece com características desagradáveis, logo, aborrecendo-se, interroga: Por que eu?

Nunca se preocupando em formular a pergunta em razão das ambiciosas situações de destaque, de imediato precipita-se no rumo do desgosto ou da revolta.

Seria o caso, entretanto, de inquirir de maneira quase igual, indagando-se: Por que não eu?

Todos fazemos parte do organismo social em processo de evolução, sujeitos às mesmas ocorrências nos mais diferentes estágios vivenciais.

A imaturidade psicológica e o egoísmo que predominam na coletividade humana são os responsáveis pelos comportamentos esdrúxulos e especiais que cada um deseja permitir-se, sem facultar aos demais as mesmas condições.

Manter a existência em clima de bem-estar constitui grave questão que exige esforço mental, moral e físico.

Vivemos em uma sociedade imediatista cuja formação espiritual é baseada em interesses do próprio indivíduo, que se não dá conta dos deveres para com o próximo e a Natureza. Em consequência, as suas são aspirações relativamente mesquinhas, porque destituídas de valores que engrandecem a vida.

Na atualidade, quando a violência toma corpo em cada atitude e as paixões de baixo nível são cultivadas com empenho, o ser humano perde o sentido existencial e desnorteia-se.

As aspirações do bom, do bem e do belo cedem lugar ao individualismo perverso, ao consumismo alucinado e ao exibicionismo que aliena.

Cada qual pensa em sobreviver de qualquer forma e o seu próximo é, sem dúvida, um inimigo em potencial.

O excesso de tecnologia desvaloriza o esforço pessoal nos relacionamentos e somente se pensa em aproveitar a oportunidade para fruir prazer, apesar da insegurança pessoal e do medo subsequente.

As várias expressões filosóficas, inclusive as pessimistas, abraçando o materialismo, reduziram o indivíduo à condição de fruto do acaso e ele somente deseja viver bem, mesmo que, momentaneamente.

É indispensável que se faça uma revolução espiritual urgente em busca de sentido moral e se terá como objetivo bem viver, isto é: respeitar a vida e torná-la ditosa sob a luz meridiana do amor conforme Jesus nos apresentou e viveu.

Divaldo Franco

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, 19 de setembro 2019 republicado no Blog Espiritismo na Rede.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

A metáfora dos três macacos e o bem viver

A metáfora dos três macacos tem a ver com uma máxima de Confúcio que pode ser traduzida como: não fale, não ouça e não veja a maldade. Essa seria uma das condições para viver bem consigo mesmo e com os demais.

Quase todo mundo já viu a representação da metáfora dos três macacos sábios. Ela contém as figuras de um macaco que cobre a boca, outro que cobre as orelhas e outro que cobre os olhos. É uma escultura de madeira que data do século XVIII e se refere basicamente a como “viver bem’, no sentido amplo do termo.

A metáfora dos três macacos tem a ver com uma máxima de Confúcio que pode ser traduzida como não fale, não ouça e não veja a maldade. Essa seria uma das condições para viver bem consigo mesmo e com os demais.

A escultura está localizada na entrada do estábulo sagrado do Santuário de Toshogu, no Japão. Mais exatamente em uma cidade que fica em uma colina, ao norte de Tóquio. Cada um dos macacos tem um nome: Mizaru, Kikazaru e Iwazaru. Em ordem, esses nomes significam: não ver, não ouvir, não dizer. Mas o que isso tem a ver com viver bem?

Tudo parece indicar que a escultura foi inspirada por uma máxima de Confúcio. Esta máxima afirma: “Não veja o mal, não ouça o mal, não fale com maldade”. Portanto, o sentido básico não é se fechar completamente ao mundo, mas recusar-se a entrar em contato com a maldade. Isso faz parte da arte de viver bem.

“Se você pode evitar um mal, é tolice aceitá-lo”. -Terencio-

O ensinamento de Confúcio e a metáfora dos três macacos

A máxima de Confúcio o convida a se recusar a entrar em contato com a maldade. Mas, isso faz sentido? A primeira coisa que vem à mente é que podemos nos recusar a ver, ouvir ou falar do mal. No entanto, isso o fará desaparecer do mundo? Poderíamos nos fazer uma outra pergunta: como saber ou falar sobre a maldade vai melhorar as nossas vidas?


(...)


Há uma área paranoica dentro de nós mesmos que sente prazer nesse contato com a maldade. Podemos dizer que estarmos ciente da maldade do mundo nos protege dessa ameaça que é o mal. Por exemplo, se você sabe que em uma certa rua há muitos assaltos, isso permitiria evitá-la, diminuindo o risco de ser assaltado.

(...)

O cérebro nem sempre consegue distinguir a realidade da fantasia. É por isso que nos assustamos com filmes de terror. Sabemos perfeitamente que eles são uma ficção e, mesmo assim, desencadeiam emoções concretas em nós.

Portanto, ver, ouvir ou falar sobre a maldade poderá ter um efeito muito tóxico em nossas vidas. É possível que isso alimente o monstro do medo ou o monstro da maldade dentro de nós. Eles estão lá e podem crescer se os alimentarmos. Então, talvez Confúcio estivesse certo.

Não só ficarmos longe desse mal, importante também não repassarmos nada de ruim. Há variações destes ensinamentos...

Assim, faz-se necessários nos cercarmos de boas energias, boas vibrações e pensamentos, sempre!

Fonte A Mente é Maravilhosa com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.