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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

BELEZA: Corpo é instrumento do espírito

Reflexões espíritas acerca da beleza

Neste vídeo, Pedro Neves, União das Sociedades Espiritas Intermunicipal de Jundiaí(USE), detalha esta questão. Se preocupar com a beleza do corpo não é um erro. Desde que o interior também receba a mesma atenção.

Vejam:



terça-feira, 7 de abril de 2020

Os animais têm alma?

Os animais possuem um princípio inteligente, diferente daquele que anima o homem. Mas não pensam, nem possuem o livre arbítrio, apenas instinto. Quando desencarnam (morrem), o princípio espiritual que os animou é reaproveitado em outro animal que vai nascer quase que imediatamente. Os estudos nos dizem que somos todos filhos do mesmo Pai e os animais são, portanto nossos irmãos de jornada planetária. Estão numa escala evolutiva bem inferior e distante de nós numa proporção equivalente a que estamos para o Criador. 


Temos, portanto uma grande obrigação de proporcionar a eles o meio de evoluírem, ajudando-os, já que eles ainda não possuem a inteligência, mas apenas o instinto. Eles não têm a necessidade de permanecerem no plano espiritual por ocasião da morte, podendo retornar até de imediato, pois nada tem a resgatar, mesmo porque não possuem mediunidade. 

Todo mal que fizermos aos animais estaremos gerando uma dívida que deverá ser paga em próximas existências, pois é assim a Lei Divina, temos de reparar nossos erros mesmo que seja esse débito contraído em relação aos animais. Infelizmente no homem ainda não despertou um sentimento capaz de atender os animais devidamente, até porque ainda não conseguimos nem dar o devido tratamento ao ser humano. 

Chico Xavier tinha uma cachorra de nome Boneca, que sempre esperava por ele, fazendo grande festa ao avistá-lo. Pulava em seu colo, lambia-lhe o rosto como se o beijasse. O Chico então dizia: – Ah Boneca, estou com muitas pulgas! Imediatamente ela começava a coçar o peito dele com o focinho. Boneca morreu velha e doente. Chico sentiu muito a sua partida. Envolveu-a no mais belo xale que ganhara e enterrou-a no fundo do quintal, não sem antes derramar muitas lágrimas. 

Um casal de amigos, que a tudo assistiu, na primeira visita de Chico a São Paulo, ofertou-lhe uma cachorrinha idêntica à sua saudosa Boneca. A filhotinha, muito nova ainda, estava envolta num cobertor e os presentes a pegavam no colo, sem, contudo desalinhá-la de sua manta. A cachorrinha recebia afagos de cada um. A conversa corria quando Chico entrou na sala e alguém colocou em seus braços a pequena cachorra. 

Ela, sentindo-se no colo de Chico, começou a se agitar e a lambê-lo. – Ah Boneca, estou cheio de pulgas! disse Chico. A filhotinha começou então a coçar-lhe as pulgas e parte dos presentes, que conheceram a Boneca, exclamaram: “Chico, a Boneca está aqui, é a Boneca, Chico!” Emocionados, perguntamos como isso poderia acontecer. O Chico respondeu: – Quando nós amamos o nosso animal e dedicamos a ele sentimentos sinceros, ao partir, os espíritos amigos o trazem de volta para que não sintamos sua falta. É Boneca está aqui, sim e ela está ensinando a esta filhota os hábitos que me eram agradáveis. 

Nós seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. 

Por isso, quem maltrata um animal é alguém que ainda não aprendeu a amar. 

Nilton Cardoso, publicado no Blog Espiritismo na Rede

sexta-feira, 13 de março de 2020

Coronavírus (COVID-19): qual a visão espírita da pandemia?

O alerta mundial do combate ao chamado Coronavírus (COVID-19), variante do vírus Coronaviridae, que já casou milhares de mortes, pode ter uma causa espiritual? Qual a visão espírita da pandemia?

O objetivo desta postagem é refletir sobre esse momento que a Terra está vivendo e não causa especulações – a Doutrina Espírita sempre foi bastante serena no tratamento de qualquer assunto.

Recebemos diversas mensagens de seguidores sobre o assunto e compartilhamos vídeo da TV Mundo Maior, referência na divulgação do Kardecismo em língua portuguesa, e destacamos questões sobre a pandemia.

Coronovírus tem motivação espiritual?


A pandemia iniciada nos últimos meses na China tem ligação com o ‘fim do mundo’? O que as ondas mentais de medo e reflexão estão causando no mundo?


O que a transmissão do vírus possivelmente pela alimentação de carnes exóticas na China pode nos ensinar? A fé pode nos deixar imunes desse desafio?

Confira abaixo o Boletim Espírita completo, com André Marouço e Elen Alarça.



A Espiritualidade nos ensina aprendizado diante de cada desafio do dia a dia.

Ou seja: ‘Trabalhar e sofrer constituem processos lógicos do aperfeiçoamento e da ascensão. E que atendamos a esses imperativos da Lei, com bastante paz, é o desejo amoroso e puro de Jesus-Cristo’. (Emmanuel/Chico Xavier)

Em outras palavras, a chance de nos aperfeiçoamos em diferentes campos da vida.

Fonte site Chico de Minas Xavier

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Os 10 mandamentos à luz do espiritismo

Os dez mandamentos são a primeira impressão histórica do Deus único que se tem noticias. Foi recebido através da mediunidade de moisés segundo a crença espírita e contém uma síntese razoável sobre toda a conduta moral que um homem de bem deve ter. Iremos estudar cada mandamento através do olhar e da interpretação espírita.

Os dez mandamentos juntamente com as leis moisaicas foram necessários para domar um povo ainda com resquícios de barbárie que haviam naquele povo simples de espíritos jovens ainda sem o devido conhecimento para compreender com mais profundidade as questões divinas.

I. Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei do Egito, da casa da servidão. Não tereis, diante de mim, outros deuses estrangeiros. – Não fareis imagem esculpida, nem figura alguma do que está em cima do céu, nem embaixo na Terra, nem do que quer que esteja nas águas sob a terra. Não os adorareis e não lhes prestareis culto soberano

➤ O primeiro mandamento nos trás um ponto importante. À época de moisés o culto às imagens e o resquício cultural egípcio era notável no povo hebreu. O povo de moisés fora designado como o povo que levaria a frente a crença no Deus único. Tal movimento era necessário para que os homens fossem pouco a pouco desapegando-se de tradições passadas que não mais lhes serviam. Enquanto no deserto em sua peregrinação houveram muitas imagens adoradas pelo povo de moisés. Para que terminassem estes laços com um passado de ignorância o primeiro mandamento trás uma imperatividade a alma simples do homem. A de adorar somente a Deus e não a “coisas”.

II. Não pronunciareis em vão o nome do Senhor, vosso Deus.

➤ O segundo mandamento se deve ao fato de àquela época as pessoas misturarem muito comumente Deus com as coisas materiais. Por qualquer motivo torpe era pronunciado o nome de Deus como uma evocação. Sabemos com o advento do espiritismo que aqueles que usam a divindade para meios fúteis ou mesquinhos somente atraem espíritos menos elevados que buscam o prazer da gozação com a crença infantil dos outros. Por isso o segundo mandamento nos faz lembrar de que a Deus deixemos somente as situações que tenham valor real divino.

III. Lembrai-vos de santificar o dia do sábado.

➤ Esta passagem indica a ideia de se guardar um dia da semana para a alma. Tomando-se ao pé da letra parece estranha, mas analisando de forma mais profunda entende-se que a ideia era a de se separar um tempo que seja da sua semana, ou seja do seu tempo vivido, para cuidar da alma, adorar a Deus e trabalhar em prol de sua obra.

IV. Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo na terra que o Senhor vosso Deus vos dará.

➤ Esta passagem também se explica no evangelho segundo o espiritismo como a lei de gratidão. Ser grato aos pais é mostrar humildade diante das criaturas que nos acolheram com todo amor e carinho e nos proporcionaram o seio familiar para que desenvolvêssemos nossas aptidões e nossas habilidades de forma perfeita. Ser grato aos pais é algo agradável aos olhos de Deus.

V. Não mateis.

➤ Dispensando comentários. Nítida e mais clara possível este mandamento nos relembra que tirar a vida de um irmão é algo que não cabe a nenhum de nós em momento algum.

VI. Não cometais adultério.

➤ Em resumo é importante que a energia sexual não seja mal empregada, levando assim à toda sorte de vícios maléficos para a alma.

VII. Não roubeis.

➤ O roubo é o uso do mal para obter de forma ilícita algo que não lhe pertence. É tão fora da lei de Deus como qualquer atitude errônea da humanidade e deve ser evitado a todo custo a fim de não sofrermos das consequências de nossos próprios atos.

VIII. Não presteis testemunho falso contra o vosso próximo.

➤ Ah, a maledicência! Um ato tão comum do nosso cotidiano que quase nos passa desapercebido. Quantos não fazem uma fofoca? um boato que se ouviu falar e se conta aos amigos e parentes? cuidado! a maledicência é grande atrativo a espíritos menos esclarecidos que estão com todo afinco em criar situações embaraçosas e em casos extremos obsessões cruéis. Devemos evitar, como verdadeiros cristãos, a maledicência a todo custo.

IX. Não desejeis a mulher do vosso próximo.

➤ Aqui restringe-se a mulher mas podemos levar isso ao patamar geral de não desejeis o que a outro pertence ou a outro estima. Seja mulher, marido, objeto, sentimento,etc. Cada um tem aquilo que plantou e colheu e seria de extremo mau gosto retirar de outro os frutos que seu trabalho lhe proporcionou.

X. Não cobiceis a casa do vosso próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu asno, nem qualquer das coisas que lhe pertençam.

➤ O mesmo de sempre: a inveja, a cobiça, a maldade de criar situações a fim de ter ou ser quem não é. Devemos evitar qualquer sentimento menos digno em nossos corações a fim de evitarmos ser pegos pela cobiça e a inveja.

É sem duvida a melhor introdução a qualquer crença os dez mandamentos. Com eles temos um resumo muito fiel aos mandamentos da lei de Deus e do seu amor infinito por nós. Lembremo-nos sempre destes mandamentos como perfeito guia para qualquer crença no planeta terra. Interpreta-los com amor e compreensão é necessário para melhor vivermos conforme a vontade perfeita de Deus. 

Fonte: site Espiritismo da Alma

sábado, 21 de setembro de 2019

21 de Setembro - Dia do Adolescente

A adolescência é uma fase do desenvolvimento do ser humano em que a pessoa passa por algumas das principais mudanças em seu corpo. Consiste numa etapa transitória que separa a infância da vida adulta.

Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) considere que a adolescência abrange o período compreendido entre os 12 e os 18 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a adolescência vai dos 10 aos 19 anos de idade.

Exatamente por ser um período de muitas mudanças e descobertas, a adolescência precisa ser acompanhada de perto pelos pais ou responsáveis.

Assim, o Dia do Adolescente serve para ajudar a conscientizar as pessoas sobre a necessidade de construir um vínculo de diálogo com os jovens, abordando os principais assuntos que são relevantes nesta fase, como a sexualidade, o futuro profissional e a identidade do indivíduo.

Origem do Dia do Adolescente

O Dia do Adolescente é comemorado em 21 de setembro desde 1996. A sua criação surgiu com a proposta de lei feita pelo deputado Horário de Matos Neto (1951-2008).

Visão espírita da adolescência e do adolescente

Longe de constituir-se uma doença, uma enfermidade ou um estado anormal, a adolescência é uma fase perfeitamente natural e compreensível na vida de cada indivíduo encarnado. É, sem dúvida, um importante momento para que se realize a Vontade Divina de colocá-lo na base da estruturação para o enfrentamento das situações-problemas que a vida física oferece, para, através do esforço intelectual e emocional, resolvê-las, e para desenvolver os seus potenciais no Bem, as virtudes imprescindíveis para o alcance da felicidade, intuitivamente acalentada no íntimo por todas as criaturas.

O adolescente é um Espírito imortal e preexistente, agindo no sentido de definir sua situação atual no mundo; de assumir a sua liberdade e o exercício de seu livre-arbítrio; de estabelecer o seu campo de ação na sociedade; de consolidar os laços afetivos com olhos na realidade, acordando do sonho necessário que acalentava-lhe a infância, enquanto descansava e se refazia como Espírito para o início de uma nova batalha evolutiva. Ao adolescente deve-se favorecer com a atenção, com o carinho, com o respeito, com a aceitação de sua realidade e situação.

Entretanto, entendamos que a adolescência é um meio, um a fazer, um caminho para alcançar o objetivo espiritual na presente encarnação; a autoconsciência de sua individualidade e a construção de sua individualidade no mundo.

Para tanto, é também imprescindível que se acompanhem os passos do adolescente, que se caminhe ao seu lado ajudando-o a trazer à tona sua capacidade de discernimento, confrontando as decisões com a conjuntura mundana moderna.

Por isso, a todos esses favorecimentos devidos ao adolescente descritos acima, devem-se associar as noções de disciplina, de hierarquia e de responsabilidade, sem as quais estará em desvantagem para enfrentar as relações sociais e as batalhas do cotidiano.

O adolescente, portanto, precisa de autodisciplina, de autoconfiança, independência e adaptabilidade, mas para esse encontro, que se faz lentamente, há que contar com a presença de seus pais ou responsáveis a lhe assegurarem estas condições, pela ação contínua e precisa, ponderada e de incentivo, amorosa e equilibrada, protecional e libertadora; soltando-lhe suavemente as mãos para que, à maneira de quando deu os seus primeiros passos materiais na infância, equilibre os seus passos na estrada da vida.

Liberdade com responsabilidade, confiança com prudência, ação com segurança, sentimento com razão!

Texto de Francisco Cajazeiras publicado no site Instituto Beneficente Chico Xavier

Publicação com informações de Calendarr

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Travestilidade e transexualidade: uma reflexão espírita

Embora tenha a missão espiritual de ser o coração do mundo e a pátria do evangelho, o Brasil parece ainda ter muito a avançar em relação ao respeito e a valorização das diferenças. 

O tratamento dado pela sociedade brasileira a travestis e transexuais confirma isso: de acordo com a organização não governamental Transgender Europe, o Brasil é líder mundial em assassinatos de pessoas transexuais – ou apenas trans – e travestis. Ao mesmo tempo, conforme o site adulto Redtube, o Brasil lidera o número de acessos online a conteúdo pornográfico trans e travesti. Ou seja, se por um lado, nossa sociedade exercita diariamente o ódio contra pessoas trans e travestis, praticando crimes de ódio, por outro, busca realizar suas fantasias sexuais indo ao encontro desta mesma população. 

Entretanto, o que é uma pessoa travesti ou transexual? E como a Doutrina Espírita pode nos ajudar a amar e respeitar as diferenças de gênero e sexualidade?

Em nossa cultura, quando uma mulher está grávida, ela realiza uma série de exames médicos, entre eles a ultrassonografia, com o objetivo de saber o sexo do bebê. O resultado da ultrassom contribui decisivamente sobre como aquele ser, ainda em desenvolvimento no útero da mãe, será recebido pela família e pela sociedade, ao nascer: nome, vestuário, brincadeiras, enfim, toda a trajetória educacional é determinada, a partir de um procedimento médico. A maioria dos indivíduos se encaixa nesses padrões preestabelecidos pela cultura e os reproduzem no cotidiano, especialmente quando decidem constituir uma família. Nesses termos, os modelos culturais seguem uma cartografia quase única: atrelar o sexo de nascimento ao gênero determinado, em uma lógica pênis-homem, vagina-mulher.

Entretanto, algumas pessoas não se sentem contempladas com esses rumos. Elas podem nascer com um pênis, mas, sentir-se identificadas com o gênero oposto. Demonstrando a possibilidade de existência de mulheres com pênis e homens com vagina, estas pessoas transcendem às normas de gênero, algo que pode suscitar grande estranhamento e profunda discussão. Daí o termo transgênero se tornar adequado para descrever sua experiência. Esse termo amplifica as vivências de gênero para além dos conceitos de mulher e homem. Nesse ínterim, travesti e transexual são formulações que se abrigam em uma noção maior, expressa pelo vocábulo transgênero, concepção indicadora da transcendência das diretrizes ortodoxas de gênero. Na verdade, as limitações linguísticas ficam claras quando discutimos a temática das transgeneridades. Ainda há muito que se caminhar pelas palavras para que estas descrevam com exatidão o sentimento de pessoas que não veem a si mesmas representadas nas normas de gênero socialmente aceitas pela civilização.

A grosso modo, as2 travestis são pessoas que vivem a feminilidade, sem necessariamente se identificar como mulheres. Para isso, utilizam hormônios e comumente não desejam a redesignação sexual. Na verdade, travesti é um termo que se refere a um terceiro gênero ou mesmo a gênero nenhum. Por outro lado, pessoas transexuais se identificam com o gênero em oposição àquele que lhes é imposto quando do seu nascimento. Mais que isso: desejam viver a experiência desse gênero, o qual lhes é socialmente negado. Recorrem a utilização de hormônios e, em alguns casos, realizam a cirurgia de redesignação sexual. Deixamos claro que não se pretende aqui estabelecer diferenças rígidas sobre as definições de travesti e transexual. Na verdade, essa breve explanação se destina apenas ao norteamento da pessoa do leitor, que poderá, a posteriori, se aprofundar em textos científicos voltados a discutir os significados destas acepções. Longe de querer estabelecer rígidas definições sobre a população trans e travesti, o que se pretende aqui é nos familiarizar sobre o tema.

Infelizmente, pessoas trans e travestis têm sido alvo de ódio exponencial. Mesmo com a equiparação da LGBTfobia ao crime de racismo, realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 13, oportunidades no mercado de trabalho e acesso à educação e saúde são negados a essa população. Direitos espirituais também são recusados: a maioria das religiões que se denominam cristãs rejeita pessoas trans e travestis, demonizando sua identidade de gênero. Esquecem-se das palavras do Mestre Jesus, conforme expressas em João 13:34: “Dou-vos um mandamento novo; que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros.3”

Em O Livro dos Espíritos, na questão 200, Alan Kardec indagou com relação a se os espíritos têm sexo. A resposta dos Espíritos Superiores é útil para compreender o que está envolvido na existência humana, principalmente na essência de pessoas trans e travestis: “Não como o entendeis, pois que os sexos dependem da organização. Há entre eles amor e simpatia, mas baseados na concordância dos sentimentos.” Uma palavra chama à atenção nessa resposta: organização. Seu significado aponta para o criterioso ordenamento realizado visando a encarnação. Com efeito, a literatura espírita nos mostra o ponderado planejamento que ocorre na vida espiritual, quando se determina ao espírito seu retorno para o mundo físico. Não apenas o sexo, também o círculo familiar e social, a profissão e a natureza das experiências que o espírito viverá são delineados, visando sua aprendizagem e evolução. Nesta perspectiva, a pergunta subsequente de Kardec – “em nova existência, pode o Espírito que animou o corpo de um homem animar o de uma mulher e vice-versa?” – é respondida, deixando-se antever o principal objetivo da reencarnação: “decerto: são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres.”

Desta forma, a Doutrina Espírita nos ensina que travestis e transexuais, longe de serem “demônios”, são, deveras, pessoas com identidades de gênero viáveis para a aprendizagem e a maturação do ser espiritual que temporariamente se encontra em uma vestimenta física. 

1 Sexólogo. Psicanalista em formação. Graduando em Psicologia. Professor de Língua Inglesa. E-mail: armandopsicologia@yahoo.com.br

2 A despeito de como se veem, as travestis desejam ser tratadas sempre no feminino.

3 A Bíblia de Jerusalém.

Artigo de  Armando Januário dos Santos para o site da Rádio Boa Nova

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Signos e espiritismo – Reportagem Especial

Signos e espiritismo foi o tema do programa deste mês. Muitas conversas, amizades e até relacionamentos começam com essa pergunta: “qual é o seu signo?” Mas quando o interesse pela astrologia passa de uma simples curiosidade e se torna uma espécie de determinismo que estamos fadados a viver? Será que nós, espíritas, podemos acreditar em signos? O que a doutrina espírita fala sobre a astrologia? O estudo dos signos pode ajudar no autoconhecimento? Se os astros influenciam fisicamente no nosso planeta, por que não influenciariam no nosso corpo?

Além disso, nossa equipe conversou com o astrólogo Antonio Faccioni para saber o quanto podemos considerar o horóscopo como ciência. Veja a reportagem especial da TV Mundo Maior do mês de agosto que fala sobre a influência dos signos na nossa vida.


quinta-feira, 21 de março de 2019

Homossexualidade: palestra em Cuiabá, dia 24 de março.

Qual a visão espírita da homossexualidade?

A homossexualidade é um assunto delicado, conforme vemos estampado na história da humanidade. Muitas pessoas se perguntam: será que a alma nasce com uma opção sexual determinada? 

Para fazer reflexões acerca deste assunto, Thiago Toledo será o responsável pela condução das reflexões deste próximo domingo, dia 24 de março, no Centro Espírita Joana D'Arc, com o tema "Homossexualidade à luz do Espiritismo".

A programação começa às 16h e tem previsão de finalização às 19h10. A Casa Espírita fica no Bairo Coophamil, em Cuiabá.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Carnaval (Humor e Espiritismo)

Um casal de espíritas discute se podem ou não brincar Carnaval.

Apesar do ambiente poder nos influenciar, o responsável pela qualidade do seu padrão vibratório é sempre você mesmo, nunca algo externo como uma festa, um grupo, ou mesmo o Carnaval.




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Tatuagens e Piercings – Opinião Espírita

No espiritismo nada se julga, tudo se entende e se esclarece. Assim um tema polêmico como a tatuagem sempre foi alvo dos mais ferrenhos debates dentro dos estudos doutrinários. Afinal é errado se tatuar? Colocar vários piercings no corpo? Seriam mutilações ou expressões artísticas? Qual a visão espírita do assunto?

Bem, para iniciarmos devemos sempre lembra a posição de neutralidade que o espiritismo tem diante das escolhas. Estas são de cada um, e a ninguém cabe a autoridade moral de julgar. Dito isso, vejamos o que tem a nos dizer os Espíritos, pois que deles advêm o grande conhecimento acerca das leis divinas.

André Luiz elucida que o perispírito não é reflexo do corpo físico; este é que reflete a alma. “As lesões do corpo físico só terão, pois, repercussão no corpo espiritual se houver fixação mental do indivíduo diante do acontecido ou se o ato praticado estiver em desacordo com as leis que regem a vida.” (Evolução em dois mundos, Chico Xavier e Waldo Vieira, Edição FEB) . 

Mas o que entender disso? Bem, como quase tudo na doutrina o ato em si tem gravidade ou não, valor ou não, dependendo principalmente da intensão pro detrás do gesto. Muitas vezes o significado e o intuito de tal atitude pode valorizar ou desmoralizar esta.

Partindo deste ponto inicial há de se passar pelo crivo da lógica como Allan Kardec nos instruiu: A tatuagem não tem finalidade útil alguma, sendo portanto um ato primordialmente estético. Como atos estéticos, a intensão por detrás desta busca pode dizer se o ato em si é bom ou mal. Tatuar uma frase de um filósofo ou até mesmo uma frase espírita é um ato com nobre intensão, mesmo que sem nenhuma utilidade maior, porém um ato pensado por si com uma causa dita nobre, portanto, sem uma intensão negativa o ato não se torna negativo em si. Tatuar-se com caveiras, símbolos que remontem a sexualidade, preconceito ou sensações de baixa vibração são diretamente ligados a atitudes de mal gosto.

Tendo em vista isso, passemos agora para o lado perispiritual. O perispírito – um medianeiro entre o espírito e o corpo material – é carregado das impressões de ambas dimensões da vida. Se sentimos raiva, nosso perispírito é marcado com a mancha deste sentimento ruim o que causa angustias na alma e desequilíbrios no corpo somático, causando até mesmo doenças físicas. Portanto, a tatuagem ou o uso de piercings é um ataque ao perispírito visto que há lesão nas camadas da epiderme. Porém, esta lesão não é de caráter profundo e, portanto, a questão física em si não é o problema. Mais uma vez voltamos ao parágrafo anterior, onde a intensão e o que foi marcado que poderão dar a gravidade ou não do ato.

“Todo corpo físico merece respeito e cuidados, carinho e zelo contínuos, por ser a sede do Espírito, o santuário da vida em desenvolvimento.”

(Joana de Ângelis)

Outro fator a atentar é que a tatuagem pode ser uma insígnia que marcará o espírito e então se o que foi marcado era um simbolo com significado de mal gosto o seu espírito poderá ser marcado com este símbolo e atrairá a estirpe de espíritos condizentes com aquela significação. Se sua tatuagem remonta a demônios ou assombrações, seu espírito pode ser assolado por espíritos com vibrações condizentes com esta marca, tudo é claro dependendo de nossos sentimentos para agravar ou amenizar.

Segundo Divaldo Pereira Franco, pessoas que tatuam o corpo inteiro ou o enchem de piercings, são almas que ainda trazem reminiscências vivas de encarnações em épocas bárbaras, quando guerreiros sanguinários se utilizavam desses meios para se impor frente aos adversários. Essa afirmação, claro, não serve para todos os casos. Muitas vezes adolescentes que estão em época de formação de opinião fazem tatuagens por estar na moda, ou querendo expressar algum sentimento ou opinião. É um estado transitório mas que deve ser comedido e pensado de forma a não corromper seu perispírito de forma fútil e que possa causar arrependimentos posteriores.

Há casos de obsessões que levam pessoas a tatuar seus corpos, a fazerem mutações até ficarem com formas reptilianas ou animalescas. Estes casos raros podem significar desequilíbrio espiritual, pois que são a retomada de instintos mais primitivos do ser e a sua animalização pela aparência a fim de causar tremor, e desafiar as pessoas, uma rebeldia espiritual. Mas nem todos os casos são obsessões, na verdade, boa parte são nossa ansiedade em querer fazer algo, mas também em muitos casos por mera vontade de fazer um procedimento “estético” e de eternizar algum simbolo.

Que dizer de tatuagens do rosto de jesus? De frases de Chico Xavier? Seriam essas marcas espirituais algo de ruim? É claro que não! E mais : Será que uma marca física poderia se sobrepor às qualidades morais do ser ? Logicamente, não! Por isso devemos ter essa questão de estudo como mera curiosidade e esclarecimento, nunca como ponto principal e principalmente; nunca como foco de julgamento. O espiritismo não proíbe nada, apenas esclarece e deixa ao Livre-arbítrio de cada um o julgamento de si mesmo. O objeto deste estudo é somente a parte prática observada de alguns casos do ato de tatuar-se e da mutilação corporal.

Por trás dessas questões simplistas há sempre a questão moral. Porque as pessoas acabam se marcando, as vezes se mutilando, se modificando? Seria às vezes por mero capricho? Outras por obsessão? Noutras ainda um estado transitório evolutivo ainda preso a remanescências de encarnações mais selvagens? Todas as perspectivas estão corretas, porém, cada caso um caso, não nos cabe julgar, lembrando que estamos todos numa escola e que nossas escolhas definem nossos aprendizados e destinos de luta.

Kardec nos leva ao autoconhecimento, ao entendimento de si mesmo a fim de procurarmos nossas necessidades evolutivas e por isso mesmo fica claro que são escolhas oriundas do livre arbítrio do espírito, o corpo é estado passageiro que reflete a alma do espírito e existem milhares de formas mais de mutilação da alma que não só a autoflagelação mas até mesmo o desequilíbrio de emoções, portanto, o que é uma tatuagem marcando um perispírito quando muitos “tatuam” no perispírito símbolos de egoismo, de vingança, de ódio, de orgulho…

Não é a tatuagem, os piercings, ou qualquer fator físico que influenciará primordialmente na evolução do ser humano. Claro os exageros com o templo do corpo serão pagos, mas isso não se estabelece som com tatuagens mas também com excessos de toda sorte como alcoolismo, glutonismo, fumo, etc. O mais importante é o pensamento, o que atrai bons ou maus espíritos são nossas vibrações que emanam do ser, das suas atitudes e seus pensamentos. Por isso antes de tudo meus amigos, cuidem dos pensamentos, pois o corpo perfeito com pensamentos ruins é como Jesus via os fariseus, sepulcros caiados.

Apenas quando o homem for capaz de compreender que mais importante do que temos é o que SOMOS, essas questões não terão maior importância moral e meramente serão grandes reflexões científicas da doutrina. Se possuir uma tatuagem não se atenha a isso, foi uma escolha sua e só a ti cabe o entendimento disto, o foco deve ser sempre na reforma moral do ser integral, da sua melhoria com as virtudes e somente através do “conhece-te a ti mesmo” chegaremos a lograr exito em seguir os caminhos de Jesus na seara do bem, Muita paz!

Fonte: Espiritismo da Alma