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sábado, 25 de julho de 2020

25 de Julho - Dia do Escritor

No Brasil, comemora-se nessa data, 25 de julho, o Dia do Escritor! A relevância com que esse sujeito social impacta a cultura precisa ser marcada, para que não sejam esquecidas suas contribuições.

Como surgiu o Dia Nacional do Escritor?

Jorge Amado, grande mestre da literatura baiana, foi um dos idealizadores dessa comemoração, junto a João Peregrino Júnior. Em 1960, ambos integravam a presidência da União Brasileira de escritores e criaram o Festival do Escritor Brasileiro.

A data foi oficializada pelo Ministro da Educação à época, Pedro Paulo Penido, por meio de uma portaria publicada dois dias antes. A partir de então, o dia 25 de julho é destinado a enaltecer aqueles que dedicam seu tempo, parcial ou integralmente, às Letras.

Alguns nomes se destacam na literatura de nossa doutrina como: 

  • Divaldo Pereira Franco: Detentor de direitos autorais de seus mais de 250 livros psicografados, que já venderam mais de oito milhões de exemplares, foram doados em cartório para esta e outras instituições filantrópicas.
  • Yvonne do Amaral Pereira: Foi uma das mais respeitadas médiuns brasileiras, autora de romances psicografados bastante conhecidos entre os espíritas. Dedicou-se por muitos anos à desobsessão e ao receituário mediúnico homeopático.
  • Richard Simonetti: Conciliou a profissão de bancário com as atividades no meio espírita, durante 36 anos foi presidente do Centro Espírita Amor e Caridade, de Bauru, entidade que realiza amplo trabalho de divulgação da Doutrina Espírita e exercício da filantropia, com cerca de 800 voluntários e atendimento anual de aproximadamente 25.000 pessoas carentes.
  • Bezerra de Menezes: Foi um médico, militar, escritor, jornalista, político, filantropo e expoente da Doutrina Espírita. Foi alcunhado como "O Médico dos Pobres".
  • Chico Xavier: Vendido mais de 50 milhões de exemplares e sendo o escritor brasileiro de maior sucesso comercial da história, mas sempre cedeu todos os direitos autorais dos livros, em cartório, para instituições de caridade. Também psicografou cerca de dez mil cartas, nunca tendo cobrado algo ao destinatário. Seus empregos foram vendedor, tecelão e datilógrafo.
  • Cairbar de Souza Schutel: Foi um divulgador espírita, político, farmacêutico e filantropo brasileiro.

sexta-feira, 13 de março de 2020

Escrever à mão é um direito da criança


Educar não é ensinar respostas, educar é ensinar a pensar. 
Rubem Alves


No mundo contemporâneo, tomado pela pressa e a tecnologia, a caligrafia parece obsoleta. Há, por isso, uma tendência ao desprezo da escrita à mão, embora a neurociência afirme que aprender a escrever à mão é uma habilidade fundamental ao ser humano. Diversos estudos apontam, por exemplo, uma relação estreita entre boa caligrafia e bom desempenho acadêmico.

Mas, em casa, na escola, estimulamos realmente as crianças para escreverem e com habitualidade?

A ideia de que a caligrafia é apenas uma habilidade motora está equivocada. Neurocientistas defendem atualmente que o processo cognitivo de ler está conectado com o processo motor de formar letras e, por isso, para as crianças pequenas digitar palavras não gera a mesma ativação do cérebro que aprender a escrever à mão...

Crianças precisam de um treinamento introdutório em letras de fôrma, depois alguns anos de aprendizado e prática de letra cursiva. Ou seja, letra de fôrma primeiro para a leitura, depois a cursiva para a ortografia e a composição. Portanto, a digitação só faz sentido a partir do quinto ano do ensino fundamental.

É preciso tomar cuidar para que a atração do mundo digital não prive a criança  de experiências significativas com o lápis e o caderno e que terão impacto real no seu desenvolvimento.

Dominar a caligrafia é uma maneira assertiva de se apropriar da escrita  e do pensamento; mais tarde, da condição de intérprete de si mesmo e do mundo.

Notinhas

Escrever à mão gera vários benefícios: ajuda na memorização dos conteúdos para uma pessoa poder elaborá-los melhor e/ou para reformulá-los; incentiva a criatividade; ajuda a ortografia, pois é mais fácil cometer erros e, com eles, aprender e melhorar; otimiza a aprendizagem, porque o corpo e a mente elaboram conceitos mentais que facilitam a compreensão; estimula a capacidade cognitiva do cérebro. Quando escrevemos, obrigamos o cérebro a reduzir a velocidade de suas funções, de modo que a mão possa escrever fisicamente o conceito em um papel. O cérebro ativa as funções relacionadas com a revisão e reorganização dos pensamentos; auxilia a autorregulação das emoções, impelindo a pessoa a colocar em prática a paciência, administrando melhor a raiva e as chateações. Por estas e outras razões, é fundamental fomentar a caligrafia nas escolas e em casa, a fim de estimular nas crianças o desenvolvimento de habilidades importantes para o viver e o conviver.

Site de O Consolador, por Eugênia Pickina