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terça-feira, 10 de novembro de 2020

Empatia e atitude

Nestes tempos de isolamento social em razão da pandemia do novo coronavírus, em minha casa vivenciando o exercício do teletrabalho, reflito:

Há os que têm medo de morrer por contrair o vírus e por isso se isolam em suas casas providas de alimentos e tudo o que mais entendem necessário para atravessar o período difícil.

Há os que, além do medo de morrer por contrair o vírus, têm medo da fome - como os que ficaram sem meios de prover suas próprias subsistências e de suas famílias.

Há os que já têm o desalento como realidade - como os que vivem em situação de rua - e que em muitos casos sequer têm condições de avaliar o impacto da doença em suas vidas.

Alguns, isolados em seus lares abastados, mal toleram a convivência forçada com seus familiares porque são, na verdade, seus desafetos de outrora (e de hoje!), chamados à consanguinidade para a necessária reparação.

Outros terão a dificuldade material, passando necessidades, as mais básicas.

Outros, ainda, serão colhidos pela doença inconscientes e alienados.

Todos sofrem!

E, de tudo, podemos e devemos tirar a lição da necessária empatia perante a igualdade humana na diversidade dos sofreres.

É a palavra esclarecedora e amorosa aos que não compreendem a perfeição da Lei de Causa e Efeito, que reúne corações comprometidos para a devida correção de afetos;

É a ajuda material aos que dela dependem para a manutenção do corpo físico, sagrado instrumento de manifestação da alma;

É o alento de dignidade aos que esqueceram ou nunca conheceram o significado dessa palavra.

Tudo isso para, ao final, sairmos desses tempos difíceis de Espíritos melhorados, porque a pandemia terá nos mostrado a nossa igualdade: todos terão temido pela vida ameaçada pelo vírus. Muitos terão temido, além do vírus, o desemprego, a fome, o fracasso, o amanhã sem perspectivas.

Nessa igualdade revelada, vê-se que Deus não privilegia nem castiga, mas permite a cada um a oportunidade de se voltar para a Sua misericórdia redentora: “Pedi e vos será dado” (Mateus 7:7).

Certamente que Aquele, a cujo cuidado não escapa um único fio de cabelo (Lucas 21:18), está olhando pelos pequeninos (Mateus 25:3-45), apresentando a outros a sagrada oportunidade de ditosos (KARDEC, 1994), estenderem a mão fraternal, em verdadeira demonstração de compreensão da lição de amor ao próximo – recomendada e largamente exemplificada por Jesus, o Cristo Salvador.

Referências: 
Mateus 7:7.
Lucas 21:18.
Mateus 25:32-45.
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 108. ed.  Brasília: FEB, 1994. Cap. XX, it. 5.

Artigo por Maria Cristina Firmino da Mota para O Consolador, Ano 14 - N° 693 - 25 de Outubro de 2020.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Sorria sempre, mesmo quando achar que não tem motivos para isso. Sorrir ilumina a alma

Podia falar da importância de sorrir no processo de libertação das endorfinas e dos mecanismos que desencadeia algumas reações fisiológicas, de que acionamos 72 músculos para franzir a testa e apenas 14 para sorrir (no mínimo rejuvenesce) e outras teorias, mas não me interessa muito dissecar algo que é sempre melhor sentir em sua plenitude.

Você já percebeu que a maioria dos sorrisos começa perto de outro sorriso! 

O sorriso é uma das características que nos distingue. Um simples sorriso pode deixar-nos tão felizes... Incutir-nos esperança, ajudar-nos a sonhar e a vencer os obstáculos diários que a vida teima em colocar enviesados em nosso caminho, enfim, um sorriso espontâneo, caloroso, sincero digno da expressão de contentamento, contagia-nos e transporta-nos para outra dimensão... Um sorriso pode ser um salubre remédio contra aqueles dias cinzentos, o sustentáculo da felicidade que queremos alcançar... 

O sorriso traduz, geralmente, um estado de alma; é um convite a entrar na intimidade de alguém, a participar do que lhe é íntimo. É por isso que o homem é o único animal que sorri, e como é dotado de inteligência e vontade pode sorrir quando tudo vai bem ou sorrir mesmo quando as coisas não corram tão bem – tudo se resume à harmonia interior. 

Sorrir é no mínimo um ato de respeito e empatia com o próximo, pois através dele reconhecemos o outro como pessoa. Com um sorriso sincero podemos mudar o mundo, colocando o amor, respeito, autoconfiança e esperança no centro da vida humana ao invés do egoísmo ou o interesse pessoal. 

O poder do sorriso é grande, e saber sorrir é algo de muito importante. Antoine de Saint-Exupéry (escritor francês) diz: "No momento em que sorrimos para alguém, descobrimo-lo como pessoa, e a resposta do seu sorriso quer dizer que nós também somos pessoa para ele". 

A atração do sorriso é indiscutível, onde há alguém sorrindo sempre haverá alguém por perto. O sorriso é algo que pluraliza e multiplica as relações. Ao contrário, quando se aproxima de alguém com a expressão facial séria, normalmente os filhos entram para os seus quartos, ou colaboradores não saem de seu ambiente de trabalho e a conversa pára por ali. Desnecessariamente ninguém se aproxima de alguém com a face séria ou que pareça estar aborrecido com algo, se o sorriso atrai, ao contrário pode-se dizer que sua falta repele. 

Mesmo quando a vida está sendo dura; mesmo sendo difícil, é preciso sorrir. 

Vivemos sempre tão ocupados que mal olhamos para as outras pessoas, mesmo aquelas que nos são caras, mesmo as de nossa família; mal olhamos para nós mesmos. A sociedade está organizada de tal modo que, mesmo tendo tempos de lazer, não sabemos aproveitá-lo para entrar em contato conosco. 

Você já observou o quanto as crianças sorriem, em qualquer local ou para qualquer pessoa que se dirigem sempre estão sorriso. Do mesmo modo observe como as pessoas depois de adultas ainda sorriem despretensiosamente para os cães e as crianças, parece que ainda existem resquícios em nossos corações para alimentar este sorriso espontâneo.

O técnico Koide Yoshio, da maratonista japonesa Takahashi Naoko, que conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Sidney em 2000, ensinou a maratonista o seguinte: "Nunca faça cara feia, treine sorrindo". 

Sempre que se deparar com algum sofrimento, sorria para ele. Pense que poderia ser pior e agradeça por isso. Caso contrário estará inibindo as suas qualidades e possibilidades de superação. O melhor de você só poderá ser extraído dentro de um estado harmônico criado pelo sorriso, jamais de um modo carrancudo, tenso ou embravecido. 

O Sorriso é a expressão mais bonita que o ser humano tem, nos traz forças e esperanças, é linguagem universal, tem reflexos por toda parte. Aceitar ou não é uma questão de opção, mudar ou não é uma questão de querer, fazer ou não é uma questão de atitude. Sorrir é uma questão de atitude, depende exclusivamente de você. 

Artigo de Roberto Recinella com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.