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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

15 de Janeiro - 1ª Publicação de O Livro dos Médiuns

O Livro dos Médiuns, ou Guia dos Médiuns e dos Evocadores (em língua francesa Le Livre des Médiums), é um livro espírita francês. De autoria de Allan Kardec, foi publicado em Paris em 15 de janeiro de 1861. É uma das obras básicas do espiritismo.

Versa sobre o caráter experimental e investigativo da doutrina espírita, visto como ferramenta teórico-metodológica para se compreender uma "nova ordem de fenômenos", até então jamais considerada pelo conhecimento científico: os fenômenos ditos espíritas ou mediúnicos, que teriam como causa a intervenção de espíritos na realidade física.

Em sua 1ª edição o livro estava composto da seguinte maneira: 

Introdução
6 capítulos na 1ª Parte
28 capítulos na 2ª Parte

Sem divisão por itens. 

Na 2ª Edição, lançada no mesmo ano, em novembro, continha:

Introdução
4 capítulos na 1ª Parte
32 capítulos na 2ª Parte
Com a divisão em 350 itens, uma nova disposição dos referidos capítulos e a incorporação e desdobramento de outros novos.

Este já foi lançado com o título que hoje conhecemos: O Livro dos Médiuns

Esgotou-se em poucos meses!

No número de janeiro de 1861, da Revista Espírita, Kardec anunciava que seria disponibilizado para a venda “O Livro dos Médiuns” informando que “a publicação estava retardada por força de sua própria importância”. 

Informava ainda que “nesse trabalho, fruto de longa experiência e de estudos laboriosos, procuramos esclarecer todas as questões que se ligam à prática das manifestações”. Destacava que especial atenção foi dada aos tópicos: desenvolvimento e exercício da mediunidade. Conclui declinando o título de fundador e aspirando “o modesto título de divulgador.”

Onze meses depois (novembro de 1861) na mesma revista sob o título de Bibliografia é anunciado que a primeira edição de “O Livro dos Médiuns” esgotara, o que evidenciava uma progressão das ideias espíritas".

Fontes: Wikipedia e Jornal Dirigente Espírita, Ano XXI, nº 121, Janeiro∕Fevereiro

domingo, 24 de março de 2019

FEB lança documentos para Estudo do Espiritismo e Obra Básica

A Federação Espírita Brasileira (FEB) lançou duas apostilas para auxiliar grupos e Instituições Espíritas na consulta, pesquisa e estudo de temas doutrinários.

São as apostilas: Orientação para a Área de Estudo do Espiritismo e Introdução ao Estudo do Espiritismo e estudo da Obra Básica. Ambas trazem orientações para facilitar a integração das pessoas nos estudos e nas atividades das Casas Espíritas.

Para ajudar os interessados, a Área de Estudo do Espiritismo (AEE) da União Espírita Mineira (UEM) e COFEMG – Conselho Federativo Espírita de Minas Gerais oferecerá, em parceria com os Conselhos Regionais Espíritas (CRE), cursos e treinamentos sobre o assunto, visando à formação de facilitadores para os novos programas de estudo do Espiritismo.

Os documentos foram elaborados entre 2016 e 2018 pelas AEE das Federativas Espíritas estaduais sob a coordenação da Área pela FEB e Conselho Federativo Nacional (CFN).

DOWNLOADS



Fonte site da União Espírita Mineira

terça-feira, 12 de março de 2019

Além dos fenômenos espirituais

Sempre será válido buscar um grupo de estudos dentro de um sério núcleo espírita

Cada vez mais o encontro com a espiritualidade se torna frequente e natural na vida das pessoas, sobretudo daquelas que se permitem ir além da visão materialista da vida, adquirindo, assim, renovado equilíbrio emocional, com consequente saúde em seus diversos aspectos.

No entanto, também temos visto que muitas gente ainda se liga somente, ou com mais afinco, aos aspectos fenomênicos das informações, ou revelações, espirituais.

Os fenômenos extraordinários se tornam ordinários com o estudo de sua origem, de sua natureza, de seu objetivo, da mesma forma que, por exemplo, a capacidade de falar. O fato de concatenarmos ideias e as expressarmos pela fala pode parecer, para um Espírito primitivo reencarnado em mundo no qual essa capacidade esteja ainda em fase incipiente, um fenômeno fora do comum. Todavia, se uma hipotética pessoa no aludido mundo em fase inicial quedar focado apenas no referido fenômeno da emissão de sons pela boca como forma de comunicação organizada, deixando de perceber a consequências morais que tal feito propicia, passará muito tempo em nada proveitoso desperdício de oportunidades.

Os fenômenos extraordinários se tornam ordinários com o estudo de sua origem, de sua natureza, de seu objetivo, da mesma forma que, por exemplo, a capacidade de falar

Isso não significa dizer que somos proibidos de admirar as belezas dos fenômenos, conquanto eles passem a ser compreensivos com a prática do estudo, conforme exarado. Natural e sadiamente, reconhecer a excelsitude do que é bom e produz o bem revela a beleza interior já mais trabalhada por parte de quem assim age, como quem logra notar e se sintoniza com a magnitude de um pôr-do-sol, com os sons da natureza, com um sorriso de uma criança...

Por conta disso, é válido pensar: o que posso aprender com tal fenômeno? De que modo posso agir para me tornar uma pessoa melhor após tomar contato com tal informação recebida do plano espiritual? A partir a análise deste fenômeno, o que a vida me convida a realizar ou mudar em meu jeito de pensar e agir?

Já vivemos o momento das consequências morais em relação às verdades espirituais, logo, podemos ir muito além da veneração por médiuns, bem como pelos fenômenos naturais produzidos por meio das energias manipuladas por aqueles, sobretudo porque, não raro, quando não agimos dessa forma caímos em outro meio de tentação: a de idolatrar pessoas as normais que são os médiuns, com carências e realizações, más tendências e conquistas, assim como qualquer outra pessoa.

Para aquele que anseie ir além das aparências e do deslumbramento em relação aos fenômenos, mergulhando na análise profunda do conteúdo moral das lições espirituais, sempre será válido buscar um grupo de estudos dentro de um sério núcleo espírita, que tenha nas Obras Básicas de Allan Kardec a sua principal, prioritária e superior alicerce e diretriz, porquanto se trata da fonte fidedigna, oriunda de muitos estudos e diversas comparações realizadas por quem preferia rejeitar nove verdades a aceitar uma mentira em todo o seu arcabouço doutrinário.

Nestor Fidelis é advogado.
Publicado no site de notícias Mídia News