terça-feira, 30 de setembro de 2014

Fim da infância? Quando ser criança é um estorvo...

Fim da infância? Quando ser criança é um estorvo...
 
O doutor foi requisitado quando a professora disse ter notado o menino, nos dias chuvosos, bastante hiperativo, irritado com o número quatro, nervoso com a hora do conto, e em outros dias, ensolarados, muito distraído, fitando o vazio no teto, imune até mesmo ao fascínio do computador...
 
Ela contou então que, na sequência, falou alto, gritou três vezes o seu nome para chamar sua atenção. Inutilmente, era um caso de infância perdida, ela sustentou, apoiado o discurso técnico pelo coordenador.
 
E quem tivesse o bom senso da arte dos sonhos também acrescentaria à sentença descabida da professora: “sim, é a atração pelas brincadeiras que quer tirá-lo dessas paredes sólidas que ensinam a marchar...”

O amor é uma decisão

Motivo de conversas de botequim, passando por músicas, poesias e reflexões dos grandes filósofos, o tema “Amor” sempre esteve em pauta desde que o mundo é mundo.
 
E o tema, claro, não passou despercebido pelo codificador do Espiritismo, Allan Kardec, que fez várias referências ao amor. Entretanto, destaco esta que considero esclarecedora e consta na questão de 938 de O livro dos Espíritos:
 
Vejamos o que Kardec comenta:
 
“A Natureza deu ao homem a necessidade de amar e de ser amado. Um dos maiores gozos que lhe são concedidos na Terra é o de encontrar corações que com o seu simpatizem. Dá-lhe ela, assim, as primícias da felicidade que o aguarda no mundo dos Espíritos perfeitos, onde tudo é amor e benignidade. Desse gozo está excluído o egoísta”.
 
Belíssimo comentário. Temos, todos, a necessidade de amar e de ser amados. Uma via de mão dupla. A felicidade que gozamos está no dar e receber e não apenas no receber.

Obesidade infantil: é urgente reinventar a infância

Em dez anos triplicou no Brasil o número de atestados de óbito nos quais a obesidade aparece como causa. Morre-se de quê? De excesso de peso.
 
Para tornar o cenário mais sombrio, infelizmente um terço das crianças no País está com sobrepeso e obesidade. Ainda é sabido que, em cada cinco crianças obesas, quatro permanecerão assim quando adultas.
 
O governo, é claro, ganharia muito se fizesse uma campanha persistente/adequada de prevenção e alteração de hábitos alimentares (para os saudáveis). Mas isso não ocorre por enquanto e a ausência desta proposta feliz pode estar orientada por questão política (mercado).
 
E a indústria alimentícia, por sua vez, é muito competente e interessada tanto na distribuição de alimentos como para deixar o (seu) produto barato e ultrapalatável – sim, pois a mistura de sal, gordura e açúcar é viciante, e o consumidor (criança) fica acorrentado pela língua/paladar.

A verdade, a Bondade e a Utilidade

 
Perante qualquer informação que nos chegue, independentemente da via de comunicação utilizada (conversa, leitura, audição etc.) é de fundamental importância refletir se o conteúdo da mensagem apresenta os critérios da verdade, da bondade e da utilidade.
 
Acredita-se que foi o filósofo grego Sócrates (Atenas,  469 a.C/.Atenas, 399 a.C) que teria estabelecido como princípio ético esses três critérios de análise de uma mensagem ou informação, antes de divulgá-la. É metodologia ética porque, como tal, ética (do grego, ethikos) significa dizer “bom costume”, que pode ser exercitado continuamente desde que submenta ações morais ao controle da razão.

Centro espírita com nome de freira viva

Ocupando modesta função na Saneago, superadas mil e uma dificuldades, em 1991, Sílvio Miraldo Carvalho Neto realizava seu grande ideal, fundando uma casa espírita. O nome, Irmã Dulce, ele já tinha escolhido há muito tempo mesmo ouvindo comentários assim:
 
– Centro espírita com nome de religiosa católica! Se fosse uma santa, mas uma simples freira e ainda por cima viva (Irmã Dulce morreu no ano seguinte)...
 
Quem pensa assim não sabe de nada. O Centro Espírita de Francisco Cândido Xavier em Pedro Leopoldo, existente até hoje, se chama Luiz Gonzaga, santo católico. As obras básicas da doutrina estão repletas de mensagens de Santo Agostinho, grande doutor da Igreja Católica.

Mary del Priore: história do espiritismo brasileiro em seu novo livro

Historiadora comenta que o Brasil é o país com maior número de espíritas
 
Mary del Priore participa da gravação do
'Programa do Jô' (Foto: TV Globo/Programa do Jô)
Você acredita em espírito? A escritora e historiadora Mary del Priore lança o livro "Do outro lado – a história do sobrenatural e do espiritismo", que discorre sobre o tema, que será abordado na novela Alto Astral. "O Brasil é o país com maior número de espíritas do mundo", revela.
 
Segundo a historiadora, a vinda do espiritismo kardecista para o Brasil foi facilitada por nossas boas relações com a França no século XIX. "O espiritismo chegou ao país como uma moda francesa."
 
Mary del Priore conta que os nossos antepassados acreditavam piamente em espíritos e achavam que o rádio e a fotografia podiam facilitar a comunicação com eles. "Eles faziam experimentos para tentar matar a vontade de conversar com os mortos."
 
- Veja o vídeo aqui.
 
*Notícia extraída do site Globo.
 

Venda de livros religiosos cresce mais do que dos exemplares didáticos

A atual realidade do mercado dos livros voltados para o espiritismo é resultado do trabalho de dois médiuns no âmbito nacional: Chico Xavier e Zíbia Gasparetto
 
Os livros com temática religiosa - especialmente os espíritas - se destacam por faturar   mais que os livros convencionais. Dados de pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), divulgada este mês, com base nos dados de 2013, mostram que de 2012 para 2013 o faturamento com títulos religiosos teve variação positiva de 17%.
 
No caso dos livros didáticos, a pesquisa encontrou crescimento de 8,34%. Membro do conselho da Associação de Editoras, Distribuidoras e Divulgadores do Livro Espírita (Adeler),  Celso Maiellari explica que as tiragens dos livros espíritas são maiores do que os outros títulos. “Um lançamento de sucesso de uma editora convencional sai geralmente com cinco mil exemplares. No caso dos espíritas, eles saem com até 25 mil”, conta Maurício que também é  diretor da Lúmen Editorial.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Vereadores aprovam projeto envolvendo o Centro Espírita O Consolador

Mato Grosso LUCAS DO RIO VERDE
Vereadores aprovam projeto que reconhece o trabalho do Centro Espírita O Consolador como de utilidade pública
 
O Centro Espírita O Consolador foi declarado, no último dia 15, como de ‘utilidade pública, durante a sessão ordinária.  O projeto, de autoria do vereador Demétrio Cézar (PDT), foi apreciado e, por unanimidade, dado o parecer favorável, reconhecendo que esta entidade civil presta serviços, de acordo com o seu objetivo social, de interesse para toda a população.
 
“Essa entidade vem, como outras tantas de nossa cidade, trazer benefícios à coletividade. E com este apoio que demos, o centro poderá angariar fundos e desenvolver cada vez mais suas ações”, disse Demétrio Cézar.
 
Com a obtenção da declaração de ‘utilidade pública’, que é requisito para conseguir qualquer tipo de ajuda – do Poder Público –, o Centro Espírita O Consolador poderá firmar convênios para ter benefícios financeiros de modo a fortalecer o trabalho desenvolvido pela associação.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Mudar o mundo, a partir de si mesmo

É muito fácil percebermos que grande parte da nossa sociedade vive hoje numa espécie de loucura coletiva. Valores como compaixão, fraternidade, honestidade, cooperativismo, amor e união, que deveriam servir como base ética e moral, foram trocados, por muitos, por uma ambição descontrolada, pela sede insaciável de poder, prazer e fama, onde só os que estão em destaque merecem ser reconhecidos como pessoas de sucesso.
 
Não tenho nada contra o prazer, o poder, a riqueza... O que chamo atenção, aqui, é para o fato de que essas conquistas se tornaram fundamentais para que muitas pessoas consigam se sentir realizadas, felizes. Por que isso está acontecendo? Simples: porque ainda não conseguimos resolver nossas dificuldades internas (carências, medo, solidão, etc.) que carregamos há milênios. A cada encarnação revivemos determinados dramas morais, deixando gravado em nosso subconsciente traumas e dores, e para fugir do sofrimento buscamos várias formas de fuga, que acabam nublando nossa capacidade de enxergar e lidar com nossa realidade interna por trás das máscaras. De quem é a culpa? Nossa, é claro!

A medida do seu amor

Quem ama de forma amadurecida reconhece que não pode mudar ninguém. Apenas podemos colaborar, orientar, incentivar...
 
Farei uma breve análise do assunto, inspirado nas principais reflexões que Ermance Dufaux examina ao longo do livro Qual a Medida do seu Amor? São três as principais ilusões que envolvem o tema amor:
 
Acreditar que nosso amor é capaz de mudar quem nós amamos.
 
Parece-me que o fato de haver uma maior proximidade entre nós e as pessoas que amamos, de forma muito sutil passamos a acreditar que, por conhecê-las muito bem, temos o direito e a capacidade de mudá-las.