segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Eu sou médium – e daí?

Infelizmente ainda é comum tanto no meio espírita quanto fora dele, em meios espiritualistas, que o médium seja considerado um ser especial. Principalmente por pessoas que não entendem nada do assunto, pessoas que não sabem ao certo o que vem a ser mediunidade e o que a mediunidade representa de fato para o médium.

Na internet nós encontramos dezenas de blogs e canais no Youtube em que pessoas que se dizem médiuns (mesmo que deem outro nome para isso, como “canalizadores”, por exemplo) expõe as suas teorias como se fossem a última verdade.

Às vezes, no meu canal no Youtube, no espaço de comentários, alguém “corrige” minhas opiniões e posicionamentos. E qual é o seu grande argumento para dizer que eu estou errado e eles estão certos?
– Eles são médiuns!

Ora, eu também sou médium. Mas isso não faz de mim o consertador das verdades.

Esse carteiraço não cola. Pode colar entre aqueles que não sabem como se processa a mediunidade; pra mim não cola.

Esses dias teve um aí dizendo que no mundo de regeneração nós vamos viver centenas de anos.
Por quê?
Porque ele é médium e o mentor dele disse pra ele.

Com todo o respeito ao teu mentor, mas isso não quer dizer nada. Isso é a opinião de um espírito. Eu também sou espírito e tenho opiniões – será que isso faz de mim um ser especial? Será que a minha opinião está sempre certa? Não tem nada a ver.

Em primeiro lugar mediunidade é algo muito sutil. Nem sempre é possível distinguir o que vem do espírito, o que é intuição nossa e o que é apenas opinião.

Em segundo lugar, mesmo que tenhamos comunicações bastante claras, e que estejamos certos de que o que é comunicado vem integralmente do espírito comunicante, isso é apenas a opinião dele!
Agora, só  porque um espírito falou, tá falado? Desde quando isso? E as recomendações de Kardec, pra que servem? Pra nada?

Pra mim, particularmente, a opinião dos guias vale tanto quanto a minha própria opinião. É verdade que para muitos assuntos eles estão numa posição privilegiada – por estarem livres da influência da matéria densa, os seus horizontes de percepção são muito mais amplos. Além disso, temos que considerar que um espírito, para ser guia de um encarnado, deve estar no mínimo no mesmo nível do encarnado.

Mas a sua comunicação deve, necessariamente, passar pelo crivo da minha razão. Então o que vai prevalecer, no fim das contas, é a minha opinião. Se eu achar que a sua comunicação tem fundamento, ótimo. Se eu tiver dúvida, fica por isso mesmo – como recomenda a regra de trânsito, “na dúvida não ultrapasse”.

O que eu tenho visto de gente falando das suas reencarnações anteriores (tem um aí que diz que foi o Rei Ricardo Coração de Leão), gente que recebe extra-terrestres em casa, gente que nos atendimentos espirituais combate grandes seres das trevas, dragões, monstros terríveis… Tem um que é especializado em desmascarar grandes vultos do espiritualismo: já desmascarou a Helena Blavatzki, fundadora da Teosofia; o Mikao Usui, criador do Reiki – quem será o próximo?

Carteiraço de médium eu não aceito. Tem duas coisas que não rolam entre espíritas. Uma é carteiraço de médium; a outra é carteiraço de idade. Você pode ser um espírito muito mais velho e experiente do que um senhor octagenário que pretenda lhe dar lições. Você pode ser muito mais lúcido do que um médium e todos os seus “mentores” juntos.

Então vamos devagar.

Médium não é mais do que ninguém. Por melhor que seja o médium, ele vai perceber o que está de acordo com a capacidade de entendimento dele. O tempo em que tínhamos comunicações praticamente mecânicas, através de médiuns inconscientes, passou. Isso serviu para implantar as bases da Doutrina dos Espíritos. É o caso, por exemplo, da 1º edição de O Livro dos Espíritos, que foi concebido a partir das comunicações feitas através de três médiuns adolescentes, três meninas de 12 14 e 15 anos. Hoje não existe mais isso.

Num atendimento espiritual é diferente. Ali existe um propósito de cura, um propósito de caridade, e desde que o médium esteja imbuído desse propósito de fazer o bem e de ser apenas um instrumento do bem, a comunicação vai ser a melhor possível para o momento. Quando todos estão imbuídos do mesmo propósito de fazer o bem, o Bem age através de nós.

Mas o mesmo não acontece no que se refere a possíveis revelações e comunicações de ordem pessoal. É um perigo quando esses médiuns conseguem influenciar outras pessoas com as suas ideias – se essas ideias forem equivocadas, evidentemente.

Outro perigo é no âmbito familiar, no âmbito das relações mais próximas. Tem aqueles médiuns que atendem em casa, ou na casa dos seus parentes e amigos. E pra agradar aos seus parentes e amigos é capaz de mentir descaradamente, criando fantasias muito prejudiciais na mente dessas pessoas.

Eu sei de casos de médiuns (ou supostos médiuns) que recebem seus guias em casa e dão palpites em todos os assuntos familiares: se intrometem nos namoros dos filhos, no comportamento do cônjuge.

Conheci um caso de uma família em que o pai e marido tinha morrido. E uma médium amiga da família dizia que via ele sempre na casa. Chegavam a fazer festa pra comemorar o aniversário do falecido. E todos ali, na expectativa, olhando para a médium. Até que ela dizia: – Ó, ele está sentado aí. Tá comendo bolo!

Eu nem estou duvidando da presença do falecido lá. Nós sabemos que é relativamente comum que um desencarnado permaneça ligado aos entes e à casa que deixou. Mas esse tipo de situação não pode ser alimentada, isso cria fantasias muito perigosas.

Outra coisa que requer muito cuidado é divulgação de cartas supostamente psicografadas por pessoas famosas. Não duvido delas; não é o caso. Mas não podemos aceitar tudo cegamente – principalmente se notarmos, nessas cartas, qualquer posicionamento ideológico.

Temos que diferenciar a mediunidade, em que o espírito encarnado recebe informações do plano astral, e o desdobramento ou a projeção consciente, em que o encarnado é que se desloca ao plano astral em busca de informações. Aí realmente a coisa muda. Mas isso é assunto pra outra ocasião.

Veja o vídeo complementar:


Seja feliz

Eis uma ordem preciosa: seja feliz! Quantas vezes dizemos isso uns aos outros, desejando, intensamente, que se torne realidade?

Em verdade, cada um de nós deveria ter como meta, em sua vida, ser feliz.

Quase sempre, criamos infelicidade para nós mesmos, através de nossas atitudes.

E, no entanto, nunca se falou tanto, como na atualidade, em ser feliz, em conquistar valores positivos. Parece ser a tônica do momento.

Parece que as pessoas estão descobrindo o propósito da Divindade para conosco.

O mundo não é um local onde nascemos para sofrer, embora o sofrimento possa fazer parte de nossas vidas.

Não é um local onde viemos somente para nos esfalfarmos em conquistas materiais, mesmo que necessitemos trabalhar para nos sustentarmos, para adquirirmos certo conforto.

O importante é se ter a certeza que podemos melhorar muito nossa qualidade de vida, se desejarmos.

Vejamos algumas dicas.

Não se preocupe em demasia. Quem se estressa o tempo todo, pode desencadear problemas cardíacos. E não consegue ver o lado bom das coisas.

Concentre-se e termine. Isto é, faça uma coisa de cada vez. Termine uma tarefa e depois passe para a seguinte.

Não queira fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

O Mestre de Nazaré, há mais de dois milênios, prescreveu que a cada dia bastam as suas próprias preocupações.

Mande a raiva embora. Ela faz as artérias se contraírem, a taxa de batimentos cardíacos disparar e deixa o sangue mais grosso e fácil de coagular.

Quando tiver que enfrentar alguma situação exasperante, conte até dez. Isso faz o cérebro passar da emoção para o pensamento racional.

Respire fundo. Pense e não reaja.

A Sabedoria Nazarena prescrevia que perdoássemos aos nossos inimigos.

Cuide do lado espiritual. Você pode participar de determinada religião, exercitar a sua fé. Ou pode meditar, passar algum tempo sozinho, prestar serviços a uma boa causa.

Lecionava Jesus: Amai o vosso próximo como a vós mesmos.

Controle as imagens do cérebro. Não exagere nas observações e não alimente ideias negativas.

Não alimente a sua carga emocional com pensamentos como: Esse emprego vai me matar.

Sorria. Ria. Ouça música alegre. Isso relaxa os vasos sanguíneos e aumenta o fluxo do sangue. Seu corpo se sentirá melhor.

Recomendava o Nazareno: Alegrai-vos...

Alimente a sua mente com coisas positivas. Escolha leituras que lhe façam bem, que o motivem à serenidade, a reflexões altruístas.

Sábio foi o Mestre Jesus nos conclamando a que tivéssemos vida e vida em abundância. Isto quer dizer, qualidade de vida, que contempla o espiritual, o emocional, o físico.

Pensemos nisso e alteremos nossa forma de nos conduzir nesta Terra. Em pouco tempo, sentir-nos-emos mais leves, felizes, tudo olhando com as lentes positivas de quem está disposto a contribuir para a paz do mundo que, sempre, começa na nossa própria intimidade.

Redação do Momento Espírita, com dicas extraídas do artigo Um coração saudável em meia hora, da Revista Seleções Reader’s Digest, de abril de 2010. Em 30.11.2016.

domingo, 4 de dezembro de 2016

10 valiosos conselhos para a busca da paz entre os homens

Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. – Jesus.
(Mateus, 5:9.)

Na cultura da paz, saibamos sempre:

1. Respeitar as opiniões alheias como desejamos seja mantido o respeito dos outros para com as nossas;

2. Colocar-nos na posição dos companheiros em dificuldades, a fim de que lhes saibamos ser úteis;

3. Calar referências impróprias ou destrutivas;

4. Reconhecer que as nossas dores e provações não são diferentes daquelas que visitam o coração do próximo;

5. Consagrar-nos ao cumprimento das próprias obrigações;

6. Fazer de cada ocasião a melhor oportunidade de cooperar em benefício dos semelhantes;

7. Melhorar-nos, por meio do trabalho e do estudo, seja onde for;

8. Cultivar o prazer de servir;

9. Semear o amor, por toda parte, entre amigos e inimigos;

10. Jamais duvidar da vitória do bem.

Buscando a consideração de pacificadores, guardemos a certeza de que a paz verdadeira não surge, espontânea, uma vez que é e será sempre fruto do esforço de cada um.

Fonte: extraído do livro “Ceifa de Luz”, de Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel. Federação Espírita Brasileira.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Divaldo Franco esclarece sobre Tragédias Coletivas na visão espírita

Tragédias Coletivas - 02/12/2016 às 15h17

Divaldo Franco
Professor, médium e conferencista

Constantemente a humanidade é surpreendida por tragédias coletivas. Desde os fenômenos sísmicos às guerras, aos acidentes de várias ordens, demonstrando a fragilidade do ser humano ante as forças da natureza e as suas próprias paixões, que, amiúde, somos convidados a reflexionar em torno da transitoriedade carnal e sobre a continuidade da vida em outra dimensão.
Há poucos dias, um desastre aéreo de lamentáveis consequências feriu dezenas de famílias, ceifando vidas juvenis em plena busca da felicidade. Desejamos referir-nos ao acidente que arrebatou 71 vidas, especialmente de chapecoenses, deixando aflições inomináveis em muitos familiares e amigos.
Os conceitos filosóficos do materialismo diante do infortúnio não conseguem acalmar as ansiedades e as dores dos sentimentos vitimados pelas ocorrências infelizes do cotidiano, provocando, não raro, revolta e desespero.
Algumas correntes religiosas despreparadas para o enfrentamento dos desafios afligentes que ferem a humanidade simplificam a maneira de os encarar, transferindo para a “vontade de Deus” todas as ocorrências nefastas, sem que, igualmente, com algumas exceções, logrem o conforto moral e a esperança nas suas vítimas.
Ao Espiritismo cabe a tarefa urgente de demonstrar que a criatura humana é autora do próprio destino através dos atos que realiza.
A Divindade estabelece leis morais que atuam nas existências, com a mesma severidade que aqueloutras que regem o Universo e são inalteradas.
Embora Deus seja amor, o dever e o equilíbrio são expressões desse incomparável amor pelas criaturas.
O sofrimento não é um ato punitivo da Divindade, mas uma resposta da Vida ao comportamento malsão de quem se permite desrespeito aos supremos códigos.
Por intermédio da reencarnação o Espiritismo explica a lógica de acontecimentos tão funestos.
No caso em tópico, segundo a Imprensa, a Anac havia proibido a viagem programada, mas a fatalidade conseguiu uma maneira de atender ao determinismo cármico, mediante o aluguel de uma outra aeronave boliviana. Alguns sobreviventes e outros, que não puderam viajar por uma ou outra razão, foram poupados da terrível provação, por não fazerem parte do grupo comprometido com as Leis divinas.
Provavelmente essas vítimas resgataram antigo débito moral no seu processo evolutivo e foram reunidas para o ressarcimento coletivo, conforme a responsabilidade do conjunto em algum desmando anterior, de existência pregressa.
Hoje, no mundo espiritual, na condição de vítimas das circunstâncias de que não são responsáveis, encontram-se amparados por Espíritos nobres, que os auxiliarão a encontrar a plenitude. Aos seus familiares e amigos, apresentamos a nossa solidariedade.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 1-12-2016.

Volta aos trabalhos!

Após algum tempo em inatividade, o Blog do LEAE volta com postagens novas, textos criativo e informativos e, claro, com nosso maior objetivo: divulgar nossa doutrina. 

Acompanhe-nos!


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Diferença de amor e paixão

A jovem pergunta à Chico Xavier:
– Chico, amor é sinônimo de paixão?
– Ah! minha filha, amor é comidinha fresca, roupa lavada e passada, mamadeira prontinha....paixão é como o Joelma, pega fogo e acaba tudo. 

Observação: Joelma era um Edifício que pegou fogo em 1974. Com a simplicidade e a jovialidade dos sábios, o médium estabelece diferenças fundamentais entre amor e paixão.

A paixão situa-se nos domínios do instinto, busca apenas a auto-afirmação, o prazer a qualquer preço, sem preocupações além da hora presente. Apoiando-se no desejo de comunhão sexual, a paixão é fogo arrebatador, que obscurece a razão e leva ao desatino, deixando, depois, apenas cinzas, como aconteceu com o Edifício Joelma.

O apaixonado ama como quem aprecia um doce. Deleita-se! É saboroso! Satisfaz o paladar!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Educação religiosa na infância afasta jovens do alcoolismo e drogas

Pesquisa aponta que não basta "crer", é preciso praticar

Uma pesquisa recente, feita por pesquisadores de diferentes universidades comprova que as crianças que participam de atividades religiosas são mais propensas a evitar o uso de drogas ou abuso de álcool na juventude.

Os resultados foram publicados recentemente numa revista científica. O material faz uma distinção, pois não basta simplesmente “crer”. A religiosidade tem de ser praticada.

A autora do projeto de pesquisa, Michelle Porche, explica que práticas devocionais, frequência regular à igreja/templos/instituição religiosa e valores religiosos são eficazes para impedir o envolvimento com hábitos destrutivos.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Fotos do Curso APSE

Como sabem, já noticiado aqui, houve neste domingo passado, um Curso no Lar Espírita Aprendizes do Evangelho (LEAE), do APSE.

Abaixo as fotos dos participantes:




sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Curso APSE - no Lar Espírita Aprendizes do Evangelho

Neste domingo o Lar Espírita Aprendizes do Evangelho (LEAE) sediará um curso de Assistência de Promoção Social Espírita (APSE).



O Centro convida a todos a comparecerem neste importante evento



sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Simonetti lança livro “Para Ler e Refletir - Temas da Atualidade”

Vida em outro planeta, ecologia, câncer, depressão, atividade profissional, casamento gay... Esses e muitos outros assuntos relevantes do século XXI são comentados sob a doutrina espírita no livro “Para Ler e Refletir – Temas da Atualidade”, de Richard Simonetti, pela editora Ceac, do Centro Espírita Amor e Caridade.

A obra será lançada nesse domingo (1), às 9h, com palestra e sessão de autógrafos, no Ceac. (Veja no quadro abaixo a agenda completa do lançamento).

No formato de perguntas e respostas, o livro é dividido nas temáticas de ciência, filosofia e religião.

O autor deixa claro que seus comentários não são inquestionáveis; ao contrário, a intenção é instigar a reflexão e o debate.